Em uma declaração, o Representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, enquadrou a ação como uma medida para proteger os trabalhadores americanos. "A falha de nossos parceiros comerciais mais importantes em lidar com a importação de bens feitos com trabalho forçado é inaceitável. Isso cria uma dinâmica onde os trabalhadores americanos são forçados a competir globalmente em um campo de jogo desigual", disse ele . Analistas veem a medida como parte de um esforço mais amplo do governo Trump para reforçar suas barreiras tarifárias e ganhar nova vantagem comercial
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A resposta da China foi rápida e inequívoca, rejeitando a base legal e as alegações factuais da proposta americana. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, classificou as conclusões como um "pretexto" para o protecionismo e negou a existência de trabalho forçado nos setores produtivos do país .
"Não existe o chamado trabalho forçado na China, e nos opomos a usar isso como desculpa para manipulação política", afirmou Mao, caracterizando as tarifas como uma ação unilateral à qual a China se opõe firmemente .
Além da negação, Pequim emitiu um alerta claro sobre as consequências da escalada das tensões comerciais. "Guerras tarifárias e guerras comerciais não são do interesse de nenhuma das partes", disse Mao, acrescentando que a China tomará as medidas necessárias para proteger seus próprios direitos e interesses . Essa linguagem deixa a porta aberta para possíveis tarifas retaliatórias chinesas ou outras barreiras comerciais.
A União Europeia também reagiu de forma contundente, com funcionários expressando uma mistura de incredulidade e frustração. O presidente da comissão de comércio do Parlamento Europeu, Bernd Lange, descreveu as conclusões dos EUA como "completamente absurdas", argumentando que a UE já adotou algumas das regras mais rigorosas do mundo visando produtos feitos com trabalho forçado .
O porta-voz de comércio da Comissão Europeia, Olof Gill, rotulou formalmente as tarifas propostas como "injustificadas" . De forma crucial, a UE vinculou sua objeção a um acordo comercial recém-concluído com os EUA, afirmando que espera que Washington "respeite plenamente os termos do acordo comercial".
Gill alertou que quaisquer tarifas adicionais impostas além das taxas acordadas seriam "inaceitáveis" . Ecoando a postura firme adotada em março, a Comissão sinalizou que está preparada para agir, tendo afirmado anteriormente que "responderá com firmeza e de forma proporcional a qualquer violação da declaração conjunta UE-EUA"
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É importante notar que essas tarifas ainda são uma proposta e não estão em vigor. O USTR iniciou um período de comentários públicos, com prazo para envio de manifestações escritas até 6 de julho de 2026, e audiências públicas marcadas para começarem no dia seguinte, 7 de julho . Essa janela permite que os países afetados, empresas e outras partes interessadas contestem as conclusões e a potencial retaliação antes que quaisquer taxas finais sejam impostas. As alíquotas finais, o escopo e a data de implementação podem mudar com base nesse processo de consulta.