Em meados de 2025, o cenário era bem diferente. O CEO Christophe Fouquet alertava sobre incertezas geopolíticas e riscos de tarifas ligados às restrições de exportação entre EUA e China, o que pesava sobre as ações.
No entanto, entre o final de 2025 e o início de 2026, esses temores foram atropelados por uma onda de pedidos de chips de IA. Gigantes como TSMC, Samsung e SK Hynix — todas clientes da ASML — estavam em uma corrida para adicionar capacidade EUV para a produção de lógica de 3nm/2nm e memória de alta largura de banda (HBM), essenciais para GPUs de IA . As ações, que chegaram a despencar, dispararam cerca de 60% no acumulado do ano até o início de junho
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A euforia não ficou restrita aos números da empresa; os bancos de investimento correram para recalibrar suas expectativas.
A ascensão da ASML não significou apenas a vitória de uma única empresa, mas um reposicionamento do mercado europeu como um todo. O setor de tecnologia destronou saúde (Novo Nordisk) e bens de luxo (LVMH) como o mais valioso do continente .
A fabricante holandesa já havia feito história em janeiro de 2026, quando se tornou a terceira empresa europeia a ultrapassar a marca de US$ 500 bilhões . Em menos de seis meses, ela destruiu essa barreira, chegando ao recorde de US$ 674 bilhões, com o preço da ação atingindo cerca de €1.394 até 1º de junho — uma alta de 41% no ano, mesmo período em que o índice de semicondutores da Filadélfia avançou 80%
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