Ouro assume a liderança como principal ativo nos cofres dos bancos centrais do mundo
No fim de 2025, o ouro passou a responder por 27% das reservas globais dos bancos centrais, ultrapassando os 22% dos títulos do Tesouro americano. A mudança não é um abandono completo do dólar.
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No fim de 2025, o ouro passou a responder por 27% das reservas globais dos bancos centrais, ultrapassando os 22% dos títulos do Tesouro americano.
A mudança não é um abandono completo do dólar. O movimento central é de diversificação para proteção contra riscos geopolíticos, com o ouro atuando como um complemento estratégico e não um substituto em larga escala d...
Apesar de ocupar o topo entre as classes de ativos de reserva, o ouro não oferece rendimento de juros, tem custos de armazenagem e é menos líquido para intervenções cambiais, o que limita seu papel a um porto seguro e...
What does the European Central Bank's latest annual report reveal about gold overtaking US Treasuries as the world's largest reserve asset,Central banks globally now hold more gold than US government bonds, according to the ECB's June 2026 report.
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Create a landscape editorial hero image for this Studio Global article: What does the European Central Bank's latest annual report reveal about gold overtaking US Treasuries as the world's largest reserve asset,. Article summary: Here is what the ECB's latest annual accounts and the June 2026 International Role of the Euro report reveal across each of your questions.. Topic tags: general, government, general web, user generated. Reference image context from search candidates: Reference image 1: visual subject "Gold has overtaken the euro to become the world's second largest global reserve asset after the US dollar, according to the European Central Bank (ECB)." source context "Gold surpasses the euro as second global reserve asset" Reference image 2: visual subject "Gold has overtaken the euro to become the world's second largest global reserve asset after the US dollar, according to the
openai.com
Uma revolução silenciosa, porém de proporções históricas, está em curso nos cofres dos principais bancos centrais do planeta. De acordo com o aguardado relatório do Banco Central Europeu (BCE) sobre o papel internacional do euro, publicado em junho de 2026, o ouro acaba de ultrapassar os títulos do Tesouro dos Estados Unidos e se tornou o maior ativo isolado nas reservas internacionais . O marco não é apenas simbólico: ele sinaliza uma recalibragem profunda nas prioridades de segurança financeira das nações.
A nova fotografia das reservas no fim de 2025
Ao final de 2025, a fatura estava assim: o ouro já representava 27% de todos os ativos de reserva dos bancos centrais, um salto notável em relação aos 20% registrados um ano antes. No mesmo período, a parcela dos Treasuries (títulos da dívida americana) encolheu de 25% para 22%, enquanto os ativos denominados em euro permaneceram estáveis, na casa dos 15% .
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No fim de 2025, o ouro passou a responder por 27% das reservas globais dos bancos centrais, ultrapassando os 22% dos títulos do Tesouro americano.
Quais são os pontos-chave para validar primeiro?
No fim de 2025, o ouro passou a responder por 27% das reservas globais dos bancos centrais, ultrapassando os 22% dos títulos do Tesouro americano. A mudança não é um abandono completo do dólar. O movimento central é de diversificação para proteção contra riscos geopolíticos, com o ouro atuando como um complemento estratégico e não um substituto em larga escala d...
O que devo fazer a seguir na prática?
Apesar de ocupar o topo entre as classes de ativos de reserva, o ouro não oferece rendimento de juros, tem custos de armazenagem e é menos líquido para intervenções cambiais, o que limita seu papel a um porto seguro e...
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No fim de 2025, o ouro passou a responder por 27% das reservas globais dos bancos centrais, ultrapassando os 22% dos títulos do Tesouro americano. A mudança não é um abandono completo do dólar.
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Uma revolução silenciosa, porém de proporções históricas, está em curso nos cofres dos principais bancos centrais do planeta. De acordo com o aguardado relatório do Banco Central Europeu (BCE) sobre o papel internacional do euro, publicado em junho de 2026, o ouro acaba de ultrapassar os títulos do Tesouro dos Estados Unidos e se tornou o maior ativo isolado nas reservas internacionais . O marco não é apenas simbólico: ele sinaliza uma recalibragem profunda nas prioridades de segurança financeira das nações.
A nova fotografia das reservas no fim de 2025
Ao final de 2025, a fatura estava assim: o ouro já representava 27% de todos os ativos de reserva dos bancos centrais, um salto notável em relação aos 20% registrados um ano antes. No mesmo período, a parcela dos Treasuries (títulos da dívida americana) encolheu de 25% para 22%, enquanto os ativos denominados em euro permaneceram estáveis, na casa dos 15% .
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No fim de 2025, o ouro passou a responder por 27% das reservas globais dos bancos centrais, ultrapassando os 22% dos títulos do Tesouro americano.
Quais são os pontos-chave para validar primeiro?
No fim de 2025, o ouro passou a responder por 27% das reservas globais dos bancos centrais, ultrapassando os 22% dos títulos do Tesouro americano. A mudança não é um abandono completo do dólar. O movimento central é de diversificação para proteção contra riscos geopolíticos, com o ouro atuando como um complemento estratégico e não um substituto em larga escala d...
O que devo fazer a seguir na prática?
Apesar de ocupar o topo entre as classes de ativos de reserva, o ouro não oferece rendimento de juros, tem custos de armazenagem e é menos líquido para intervenções cambiais, o que limita seu papel a um porto seguro e...
Essa virada não é apenas um truque contábil. Ela é fruto de dois movimentos simultâneos: compras pesadas pelo setor oficial e ganhos expressivos de valorização das reservas já existentes. O balanço do próprio BCE é um retrato dessa tendência. Em 2025, suas reservas de ouro tiveram um salto de valor de €18,9 bilhões, atingindo €59,8 bilhões, impulsionadas unicamente pela disparada do preço do metal. Já as reservas em moedas estrangeiras — dólares, ienes e renminbis — recuaram €4,8 bilhões, para €55,2 bilhões, em parte pela desvalorização dessas moedas frente ao euro .
O gatilho geopolítico: por que os bancos centrais estão comprando
A presidente do BCE, Christine Lagarde, e o vice-presidente, Luis de Guindos, são categóricos ao apontar as persistentes tensões geopolíticas como a força motriz por trás desse movimento . O ponto de inflexão foi 2022, quando as nações ocidentais congelaram as reservas russas em dólar após a invasão da Ucrânia. O episódio acendeu um alerta global sobre a vulnerabilidade de ativos que podem, em última instância, ser sancionados ou bloqueados por governos estrangeiros .
Uma pesquisa do World Gold Council com quase 60 bancos centrais, citada pelo BCE, lista as motivações: diversificação para longe das moedas de reserva tradicionais, proteção (hedge) contra riscos geopolíticos e a busca por uma reserva de valor de longo prazo que funcione bem em momentos de crise . A ata da reunião de política monetária do BCE de outubro de 2025 corroborou essa visão, explicando que a alta do ouro foi "inicialmente impulsionada por bancos centrais diversificando suas reservas, especialmente em mercados emergentes", antes de ser turbinada por investidores institucionais e de varejo .
O efeito amplificador da valorização
A disparada do preço do ouro amplificou de forma extraordinária sua participação. A ata do BCE de outubro de 2025 chegou a comentar que a corrida do ouro "refutou correlações históricas", já que os preços explodiram mesmo com um dólar forte e juros reais elevados . Isso significa que, mesmo que os bancos centrais não tivessem comprado uma grama sequer, o valor de mercado de seus estoques existentes teria crescido vertiginosamente.
O Bundesbank, o banco central alemão, oferece o exemplo mais eloquente: sua posição em ouro atingiu um recorde de €395 bilhões, um aumento de €125 bilhões em um único ano, puxado exclusivamente pela valorização . Portanto, a fatia crescente do ouro no bolo total reflete uma mistura de novas aquisições e a reavaliação passiva de estoques antigos .
Diversificação, e não exatamente "desdolarização"
É um erro interpretar essa mudança como uma simples debandada do dólar. Um estudo do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) publicado em junho de 2026 concluiu que, para a maioria dos países, as compras de ouro refletem uma "modesta diversificação de reservas internacionais", e não uma estratégia deliberada de desdolarização . É bom lembrar que, mesmo com os Treasuries sendo ultrapassados, os ativos em dólar como um todo ainda são a maior parte das reservas globais, com 42% .
A diversificação está acontecendo em várias frentes. O relatório do BCE de junho de 2025 já havia notado que moedas de reserva não tradicionais, como os dólares australiano e canadense, viram sua participação conjunta subir para 9,6%, um avanço de 2,4 pontos percentuais desde os níveis pré-invasão da Ucrânia. A mesma pesquisa indicava que dois terços dos gestores de reservas planejavam aumentar ainda mais sua alocação em ouro .
Um episódio dramático à parte, mas que ilustra a volatilidade do ambiente, foi a queda de US$ 82 bilhões nos Treasuries custodiados no Fed de Nova York até março de 2026. Esse movimento foi atribuído a nações importadoras de petróleo, como Turquia, Índia e Tailândia, que liquidaram reservas em dólar para sustentar suas moedas e pagar pela disparada dos custos de energia após a guerra no Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz . Embora isso não seja uma causa direta da alta do ouro, é uma amostra das pressões de liquidez que tornam os ativos não-dolarizados cada vez mais atraentes.
Quem mais comprou ouro em 2025
As compras líquidas de ouro pelo setor oficial totalizaram cerca de 850 toneladas em 2025, um recuo em relação ao recorde de 1.045 toneladas de 2024, mas ainda muito acima da média histórica . Os protagonistas dessas compras são, em sua maioria, economias emergentes.
Com base nos dados do World Gold Council e outras fontes, os maiores compradores foram:
Polônia: O Banco Nacional da Polônia foi o líder de compras pelo segundo ano consecutivo, adicionando aproximadamente 102 toneladas e atingindo um total de 550 toneladas. O país sinalizou que ainda quer mais, elevando sua meta de alocação para 30% do total das reservas .
Cazaquistão: O Banco Nacional do Cazaquistão veio em segundo, com adições de cerca de 57 toneladas, em um ano recorde abastecido por compras de produção doméstica .
Brasil: O Banco Central do Brasil voltou ao mercado depois de quatro anos parado e, em poucos meses, comprou 43 toneladas, elevando suas reservas a 172 toneladas .
China: O Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) manteve sua sequência de compras, adicionando 27 toneladas ao longo de 17 meses consecutivos, levando suas reservas oficiais a 2.306 toneladas .
Turquia: O banco central turco continuou sua acumulação constante, com mais 22 toneladas .
O outro lado da moeda: os limites do ouro como reserva
Apesar da ascensão espetacular, o BCE e outros analistas fazem uma ressalva importante: o ouro não é, e nem deve ser, um substituto em larga escala para o sistema de reservas baseado em moedas fiduciárias. A mesma pesquisa do World Gold Council que mapeou os motivos para comprar ouro — diversificação e hedge geopolítico — destaca, por tabela, suas limitações em relação a um título público .
As principais restrições estruturais do ouro são:
Não paga juros: Ao contrário de um título do governo, o ouro não gera nenhum cupom de rendimento. Num cenário de juros altos, isso pesa na decisão de alocação .
Tem custo de armazenagem: Por ser um ativo físico, o ouro incide em custos de custódia, transporte, cofre e seguro que não existem para títulos eletrônicos .
Menos liquidez para o dia a dia: O ouro é uma excelente reserva de valor, mas é bem menos prático que depósitos em moeda forte para intervenções cambiais de prontidão ou para liquidar transações correntes .
Volatilidade de preço: A ata do BCE comentou que a alta do ouro "refutou correlações históricas", o que é um lembrete de seus fortes e imprevisíveis solavancos de preço .
Escalabilidade limitada: A função do ouro se entende melhor como a de um complemento estratégico, um seguro, e não como um substituto versátil para a profundidade e a flexibilidade operacional dos grandes mercados de títulos soberanos .
A chegada do ouro ao topo do pódio dos ativos de reserva é um marco que revela um mal-estar profundo com a situação geopolítica global. No entanto, suas limitações inerentes garantem que a espinha dorsal do sistema financeiro internacional — lastreada em grandes moedas fiduciárias e seus mercados de dívida — siga, por ora, firme.
Essa virada não é apenas um truque contábil. Ela é fruto de dois movimentos simultâneos: compras pesadas pelo setor oficial e ganhos expressivos de valorização das reservas já existentes. O balanço do próprio BCE é um retrato dessa tendência. Em 2025, suas reservas de ouro tiveram um salto de valor de €18,9 bilhões, atingindo €59,8 bilhões, impulsionadas unicamente pela disparada do preço do metal. Já as reservas em moedas estrangeiras — dólares, ienes e renminbis — recuaram €4,8 bilhões, para €55,2 bilhões, em parte pela desvalorização dessas moedas frente ao euro .
O gatilho geopolítico: por que os bancos centrais estão comprando
A presidente do BCE, Christine Lagarde, e o vice-presidente, Luis de Guindos, são categóricos ao apontar as persistentes tensões geopolíticas como a força motriz por trás desse movimento . O ponto de inflexão foi 2022, quando as nações ocidentais congelaram as reservas russas em dólar após a invasão da Ucrânia. O episódio acendeu um alerta global sobre a vulnerabilidade de ativos que podem, em última instância, ser sancionados ou bloqueados por governos estrangeiros .
Uma pesquisa do World Gold Council com quase 60 bancos centrais, citada pelo BCE, lista as motivações: diversificação para longe das moedas de reserva tradicionais, proteção (hedge) contra riscos geopolíticos e a busca por uma reserva de valor de longo prazo que funcione bem em momentos de crise . A ata da reunião de política monetária do BCE de outubro de 2025 corroborou essa visão, explicando que a alta do ouro foi "inicialmente impulsionada por bancos centrais diversificando suas reservas, especialmente em mercados emergentes", antes de ser turbinada por investidores institucionais e de varejo .
O efeito amplificador da valorização
A disparada do preço do ouro amplificou de forma extraordinária sua participação. A ata do BCE de outubro de 2025 chegou a comentar que a corrida do ouro "refutou correlações históricas", já que os preços explodiram mesmo com um dólar forte e juros reais elevados . Isso significa que, mesmo que os bancos centrais não tivessem comprado uma grama sequer, o valor de mercado de seus estoques existentes teria crescido vertiginosamente.
O Bundesbank, o banco central alemão, oferece o exemplo mais eloquente: sua posição em ouro atingiu um recorde de €395 bilhões, um aumento de €125 bilhões em um único ano, puxado exclusivamente pela valorização . Portanto, a fatia crescente do ouro no bolo total reflete uma mistura de novas aquisições e a reavaliação passiva de estoques antigos .
Diversificação, e não exatamente "desdolarização"
É um erro interpretar essa mudança como uma simples debandada do dólar. Um estudo do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) publicado em junho de 2026 concluiu que, para a maioria dos países, as compras de ouro refletem uma "modesta diversificação de reservas internacionais", e não uma estratégia deliberada de desdolarização . É bom lembrar que, mesmo com os Treasuries sendo ultrapassados, os ativos em dólar como um todo ainda são a maior parte das reservas globais, com 42% .
A diversificação está acontecendo em várias frentes. O relatório do BCE de junho de 2025 já havia notado que moedas de reserva não tradicionais, como os dólares australiano e canadense, viram sua participação conjunta subir para 9,6%, um avanço de 2,4 pontos percentuais desde os níveis pré-invasão da Ucrânia. A mesma pesquisa indicava que dois terços dos gestores de reservas planejavam aumentar ainda mais sua alocação em ouro .
Um episódio dramático à parte, mas que ilustra a volatilidade do ambiente, foi a queda de US$ 82 bilhões nos Treasuries custodiados no Fed de Nova York até março de 2026. Esse movimento foi atribuído a nações importadoras de petróleo, como Turquia, Índia e Tailândia, que liquidaram reservas em dólar para sustentar suas moedas e pagar pela disparada dos custos de energia após a guerra no Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz . Embora isso não seja uma causa direta da alta do ouro, é uma amostra das pressões de liquidez que tornam os ativos não-dolarizados cada vez mais atraentes.
Quem mais comprou ouro em 2025
As compras líquidas de ouro pelo setor oficial totalizaram cerca de 850 toneladas em 2025, um recuo em relação ao recorde de 1.045 toneladas de 2024, mas ainda muito acima da média histórica . Os protagonistas dessas compras são, em sua maioria, economias emergentes.
Com base nos dados do World Gold Council e outras fontes, os maiores compradores foram:
Polônia: O Banco Nacional da Polônia foi o líder de compras pelo segundo ano consecutivo, adicionando aproximadamente 102 toneladas e atingindo um total de 550 toneladas. O país sinalizou que ainda quer mais, elevando sua meta de alocação para 30% do total das reservas .
Cazaquistão: O Banco Nacional do Cazaquistão veio em segundo, com adições de cerca de 57 toneladas, em um ano recorde abastecido por compras de produção doméstica .
Brasil: O Banco Central do Brasil voltou ao mercado depois de quatro anos parado e, em poucos meses, comprou 43 toneladas, elevando suas reservas a 172 toneladas .
China: O Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) manteve sua sequência de compras, adicionando 27 toneladas ao longo de 17 meses consecutivos, levando suas reservas oficiais a 2.306 toneladas .
Turquia: O banco central turco continuou sua acumulação constante, com mais 22 toneladas .
O outro lado da moeda: os limites do ouro como reserva
Apesar da ascensão espetacular, o BCE e outros analistas fazem uma ressalva importante: o ouro não é, e nem deve ser, um substituto em larga escala para o sistema de reservas baseado em moedas fiduciárias. A mesma pesquisa do World Gold Council que mapeou os motivos para comprar ouro — diversificação e hedge geopolítico — destaca, por tabela, suas limitações em relação a um título público .
As principais restrições estruturais do ouro são:
Não paga juros: Ao contrário de um título do governo, o ouro não gera nenhum cupom de rendimento. Num cenário de juros altos, isso pesa na decisão de alocação .
Tem custo de armazenagem: Por ser um ativo físico, o ouro incide em custos de custódia, transporte, cofre e seguro que não existem para títulos eletrônicos .
Menos liquidez para o dia a dia: O ouro é uma excelente reserva de valor, mas é bem menos prático que depósitos em moeda forte para intervenções cambiais de prontidão ou para liquidar transações correntes .
Volatilidade de preço: A ata do BCE comentou que a alta do ouro "refutou correlações históricas", o que é um lembrete de seus fortes e imprevisíveis solavancos de preço .
Escalabilidade limitada: A função do ouro se entende melhor como a de um complemento estratégico, um seguro, e não como um substituto versátil para a profundidade e a flexibilidade operacional dos grandes mercados de títulos soberanos .
A chegada do ouro ao topo do pódio dos ativos de reserva é um marco que revela um mal-estar profundo com a situação geopolítica global. No entanto, suas limitações inerentes garantem que a espinha dorsal do sistema financeiro internacional — lastreada em grandes moedas fiduciárias e seus mercados de dívida — siga, por ora, firme.