O coração da declaração é o apelo por um salto na capacidade de dissuasão, sobretudo no flanco leste da OTAN . Isso significa ir além do reforço gradual e adotar uma postura que impeça qualquer cálculo de agressão. A cúpula da Aliança em Haia, em 2025, já havia estabelecido a meta de investir 5% do PIB em defesa até 2035, sendo ao menos 3,5% para necessidades militares centrais
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Agora, a Assembleia pressiona os governos a operacionalizar esse compromisso com máxima urgência, entregando planos nacionais críveis muito antes do prazo final de 2035 . O documento é taxativo: a meta de 2% do PIB deixou de ser um opcional para se tornar uma obrigação, e o novo patamar precisa ser ambicioso
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O presidente lituano Nausėda deu um exemplo concreto do que espera ver na próxima Cúpula de Ancara: a entrega do novo Plano Integrado de Defesa Aérea e Antimísseis da OTAN .
A declaração reforça que uma Ucrânia forte, soberana e independente é vital para a estabilidade da Europa. O apoio sustentado a Kiev foi apontado pelo presidente da Assembleia como uma das quatro prioridades absolutas da agenda parlamentar .
Esse posicionamento tem respaldo em decisões anteriores, como a criação, em 2023, de um Conselho OTAN-Ucrânia para aprofundar a cooperação . A mensagem é de que o suporte militar, financeiro e político deve continuar enquanto for necessário para que a Ucrânia prevaleça.
A delegação italiana participou ativamente das discussões, e a Câmara dos Deputados da Itália publicou o texto integral da declaração e seus anexos preparatórios . Mas foi fora do plenário que o país deu um sinal importante de seu reposicionamento estratégico.
Poucos dias antes da sessão, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, declarou que a Itália está preparada para elevar seus gastos com defesa à meta de 5% do PIB . No entanto, ele condicionou esse movimento a uma maior flexibilidade das regras orçamentárias da União Europeia sobre gastos com energia, o que mostra como a segurança e a economia estão cada vez mais entrelaçadas
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A sessão de Vilnius serviu como preparação parlamentar para a Cúpula de Chefes de Estado e Governo da OTAN em Ancara . Além do investimento e do apoio à Ucrânia, a declaração dedica atenção especial às ameaças híbridas. O texto afirma que ciberataques, sabotagem, coerção econômica e outras táticas atingem as sociedades aliadas "todos os dias"
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Para lidar com isso, o documento saúda o lançamento de operações como a Baltic Sentry e a Força-Tarefa X da OTAN, criadas para proteger infraestruturas críticas e neutralizar a chamada 'frota sombra' russa .
Por fim, a declaração reitera que o fortalecimento da defesa europeia deve ser feito em sinergia com a OTAN, e não em duplicação. O documento enfatiza que a presença militar dos Estados Unidos na Europa segue sendo de importância crítica . A cooperação entre as duas organizações é baseada na Declaração Conjunta OTAN-UE, que busca conciliar a resiliência militar e a civil diante de cenários de crise cada vez mais complexos
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