O resultado mais prático é uma relação matemática simples e robusta: a localização do pico de brilho do anel tem uma relação linear positiva com o Raio de Hill do planeta, uma distância que define sua esfera de influência gravitacional. O melhor? Essa relação funciona independentemente do comprimento de onda em que o disco é observado ou do tamanho dos grãos de poeira. Isso significa que ela pode ser aplicada diretamente às observações já existentes do ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), sem a necessidade de conhecer detalhes complexos do disco .
Para provar que a técnica funciona no mundo real, a equipe mirou no sistema PDS 70, uma estrela jovem cercada por um disco protoplanetário onde já conhecíamos dois gigantes gasosos em formação, PDS 70b e PDS 70c, graças ao imageamento direto — uma raridade absoluta na astronomia. Ao aplicar a nova técnica ao anel de poeira associado ao PDS 70c, o método recuperou uma massa para o planeta que concorda fortemente com as estimativas independentes e mais tradicionais. Essa verificação observacional representa um verdadeiro "teste de fogo" para a abordagem .
As implicações da descoberta vão muito além de uma simples balança cósmica e prometem turbinar várias áreas da pesquisa de formação planetária: