Esse tipo de abordagem se encaixa no conceito de biópsia líquida, uma técnica que busca detectar sinais de tumores a partir de fluidos corporais como o sangue, sem necessidade de procedimentos invasivos.
Segundo os pesquisadores, um dos avanços mais marcantes foi reduzir drasticamente o tamanho do equipamento. Sistemas anteriores de detecção óptica podiam ocupar o espaço de aparelhos grandes de laboratório — em alguns casos comparáveis ao tamanho de um refrigerador. O novo sistema foi miniaturizado para um formato compacto que cabe na mão, abrindo caminho para aplicações portáteis ou em clínicas.
Outro destaque é a sensibilidade. De acordo com os dados divulgados sobre o estudo publicado na revista Nature Photonics, o dispositivo pode ser aproximadamente 10.000 vezes mais sensível do que métodos tradicionais de detecção usados para identificar biomarcadores de câncer em estágio inicial.
Essa capacidade de detectar quantidades extremamente pequenas de biomoléculas é crucial, porque nos estágios iniciais do câncer os sinais no sangue costumam ser muito discretos.
Se a tecnologia evoluir para uso clínico, dispositivos desse tipo poderiam facilitar triagens rápidas e menos invasivas, potencialmente permitindo que médicos detectem certos tipos de câncer muito antes de aparecerem em exames de imagem ou sintomas mais evidentes.
Ainda assim, como acontece com muitas tecnologias médicas emergentes, novos testes e validações clínicas serão necessários antes que o sistema possa ser amplamente usado em hospitais ou exames de rotina.