Outra característica destacada é a possibilidade de uso de MIRVs (veículos de reentrada com múltiplas ogivas independentes) — ogivas separadas que podem atingir alvos diferentes ou dispersar submunições após reentrar na atmosfera. Historicamente, essa tecnologia costuma estar associada a mísseis balísticos de uso nuclear.
Em maio de 2026, a Embaixada dos Estados Unidos em Kiev informou ter recebido dados sobre um “ataque aéreo potencialmente significativo” que poderia ocorrer nas 24 horas seguintes, recomendando que cidadãos americanos estivessem prontos para buscar abrigo imediatamente caso sirenes de ataque aéreo fossem acionadas.
Quase ao mesmo tempo, o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy afirmou que a inteligência do país recebeu informações — inclusive de parceiros americanos e europeus — indicando que a Rússia poderia estar preparando um ataque envolvendo o míssil Oreshnik.
Autoridades não divulgaram detalhes sobre as fontes ou métodos dessa inteligência. O que se tornou público indica apenas que a avaliação se baseou em informações compartilhadas entre governos aliados e na possibilidade de um ataque combinado de grande escala com mísseis e drones.
Embora seja relativamente recente em relatórios públicos, o Oreshnik já foi associado a alguns episódios no conflito:
Alguns analistas observaram que os primeiros relatos sobre o ataque de janeiro de 2026 não foram confirmados imediatamente pelas autoridades ucranianas, mostrando como pode ser difícil identificar exatamente qual tipo de míssil foi usado em grandes bombardeios.
Mísseis balísticos como o Oreshnik representam um desafio especial para sistemas de defesa aérea devido a vários fatores:
Embora sistemas modernos de defesa antimísseis consigam interceptar alguns desses projéteis, o tempo de reação disponível costuma ser muito curto após o lançamento.
Diante do risco elevado, a Embaixada dos EUA e autoridades ucranianas reforçaram recomendações básicas de defesa civil:
Essas orientações refletem a realidade de que ataques com mísseis balísticos podem atingir o alvo rapidamente após o lançamento, deixando pouco tempo para reação.
Os alertas envolvendo o Oreshnik também indicam uma mudança mais ampla na guerra: o uso crescente de armas balísticas de altíssima velocidade em conjunto com drones e mísseis de cruzeiro. Esse tipo de ataque combinado pode sobrecarregar defesas aéreas e aumentar a dificuldade de interceptação.