Essas métricas ajudam o usuário a entender como o corpo reage ao sono, exercícios, doença ou estresse. O foco do dispositivo está mais no monitoramento de longo prazo da saúde do que em acompanhar treinos em tempo real.
A principal diferença está no formato e no objetivo do dispositivo.
Relógios inteligentes e pulseiras como Apple Watch, Fitbit e Garmin são dispositivos usados no pulso, com telas, aplicativos e recursos interativos — incluindo notificações, mensagens e controle de música.
A Oura segue outro caminho:
Por ser pequeno e discreto, muitos usuários usam o anel 24 horas por dia, inclusive durante o sono, o que permite coletar dados mais consistentes ao longo do tempo.
O crescimento da empresa tem sido rápido nos últimos anos.
O modelo de negócios da empresa combina a venda do dispositivo com uma assinatura mensal, que libera análises mais avançadas e insights personalizados no aplicativo.
Algumas estimativas indicam que a empresa gerou mais de US$ 500 milhões em receita em 2024 e pode ultrapassar US$ 1 bilhão em 2025, à medida que o número de usuários cresce.
A Oura também chamou atenção no mercado de venture capital ao levantar uma das maiores rodadas do setor de wearables.
O capital foi usado para ampliar produção, desenvolver novos recursos de saúde e expandir a presença global da marca.
Em 2026, a empresa lançou seu primeiro modelo proprietário de inteligência artificial focado em saúde feminina.
Esse modelo alimenta o assistente digital Oura Advisor, que analisa os sinais biométricos coletados pelo anel para oferecer orientações personalizadas.
A tecnologia pode ajudar com informações sobre diferentes fases da saúde reprodutiva, incluindo:
Em 2026, a empresa informou que apresentou confidencialmente um Formulário S‑1 à Securities and Exchange Commission (SEC), o órgão regulador do mercado financeiro dos Estados Unidos. Esse é um passo inicial para um possível IPO (oferta pública inicial).
Empresas frequentemente fazem esse registro de forma confidencial para negociar detalhes com o regulador e ajustar suas informações financeiras antes de divulgar o prospecto ao público.
O momento pode ser estratégico para a Oura por vários motivos:
Se o IPO acontecer, a Oura pode se tornar uma das empresas mais importantes do mercado de tecnologia vestível voltada à saúde além dos smartwatches.
O sucesso da Oura ajudou a popularizar os smart rings como uma nova categoria de dispositivos vestíveis. Em vez de competir diretamente com smartwatches cheios de funções, a empresa aposta em algo mais discreto: monitoramento contínuo da saúde sem distrações.
Com milhões de dispositivos já vendidos e novas ferramentas baseadas em inteligência artificial, a possível abertura de capital da empresa sugere que o mercado de anéis inteligentes pode estar entrando em uma nova fase de expansão.