O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, alertou que deportar afegãos pode violar o direito internacional. Cerca de 270 mil afegãos já foram devolvidos ao país em 2026, principalmente do Irã e do Paquistão.

Create a landscape editorial hero image for this Studio Global article: What has the UN High Commissioner for Human Rights warned about the forced deportation of Afghan refugees in 2026, how many Afghans have bee. Article summary: The UN human rights chief, Volker Türk, warned in May 2026 that forcing Afghans back to Afghanistan can violate international human rights and refugee law because returnees are being sent into “grave risk” under Taliban . Topic tags: general, general web, government, education. Reference image context from search candidates: Reference image 1: visual subject "### Muttaqi Calls for Taliban Representation at the United Nations in Meeting with Acting Head of UNAMA. ### Afghan Children: Unseen Victims of the Taliban’s War on Education. KABU" source context "Deportation of Afghans to Taliban Rule Violates International Law ..." Reference image 2: visual subject "###
O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, alertou em maio de 2026 que a deportação forçada de refugiados afegãos pode violar o direito internacional de direitos humanos e o direito dos refugiados. Segundo ele, muitos retornos estão ocorrendo apesar de evidências de que as pessoas enviadas de volta ao Afeganistão enfrentam “grave risco” sob o regime do Talibã.
Türk pediu que os países suspendam as repatriações, especialmente quando houver possibilidade de perseguição, detenção arbitrária, tortura ou outros danos graves. Ele destacou que mulheres, homens e crianças afegãos estão sendo pressionados a deixar países onde buscaram proteção e retornando contra a própria vontade.
Dados de agências da ONU indicam um volume elevado de retornos forçados ou pressionados ao longo de 2026:
Outros retornos também ocorreram a partir de países como Turquia e Tajiquistão, embora em números menores.
Além dos números de 2026, a pressão migratória é parte de um fenômeno maior: cerca de 5,4 milhões de afegãos retornaram do Irã e do Paquistão desde outubro de 2023, muitos deles sob pressão ou em condições consideradas adversas.
Relatórios da ONU e de organizações internacionais apontam que pessoas que retornam ao país podem enfrentar uma série de ameaças sob o governo do Talibã, que retomou o poder em 2021.
Entre os riscos citados estão:
Alguns grupos são considerados especialmente vulneráveis, incluindo:
Essas pessoas podem ser vistas como opositoras do Talibã e, por isso, enfrentam maior probabilidade de abusos ou represálias.
No centro do debate está o princípio de non‑refoulement, um dos pilares do direito internacional dos refugiados.
Esse princípio determina que nenhum país pode expulsar ou devolver uma pessoa para um território onde existam motivos substanciais para acreditar que ela enfrentará perseguição, tortura ou outras violações graves de direitos humanos.
A regra se aplica a todos os migrantes, independentemente do status migratório, e está consagrada em tratados internacionais como a Convenção de 1951 sobre o Estatuto dos Refugiados e outras normas de direitos humanos.
Para autoridades da ONU, deportar afegãos para um país onde essas ameaças persistem pode representar uma violação direta desse princípio fundamental do direito internacional.
As críticas da ONU e de organizações de direitos humanos têm se concentrado especialmente em Irã e Paquistão, que realizaram deportações em grande escala, e também em discussões dentro da Europa sobre possíveis retornos de afegãos sem direito de permanência.
Para especialistas, a questão coloca governos diante de um dilema entre políticas migratórias internas e obrigações legais internacionais — especialmente quando o país de destino é considerado inseguro para parte significativa da população retornada.
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O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, alertou que deportar afegãos pode violar o direito internacional.
O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, alertou que deportar afegãos pode violar o direito internacional. Cerca de 270 mil afegãos já foram devolvidos ao país em 2026, principalmente do Irã e do Paquistão.
Mulheres, jornalistas, ex‑funcionários do governo e ativistas estão entre os grupos com maior risco sob o regime do Talibã.