O gestor do fundo, Norges Bank Investment Management, informou que optou por reter seu voto na recondução de Elkann devido a preocupações com sua participação nas atividades do conselho.
Entre os pontos citados:
Para grandes investidores institucionais, a disponibilidade dos conselheiros é considerada essencial, já que o conselho é responsável por supervisionar a estratégia da empresa, riscos operacionais e a atuação da diretoria.
A postura do fundo não se limitou ao caso de Elkann. O investidor também apoiou várias propostas apresentadas por acionistas — algo incomum e visto como sinal de pressão sobre a governança da Meta.
Entre as propostas apoiadas estão pedidos para:
Essas propostas fazem parte das votações previstas na assembleia anual de acionistas da Meta em 2026.
Mesmo quando investidores importantes expressam insatisfação, mudanças na empresa são difíceis por causa da estrutura de ações com múltiplas classes da Meta.
Nesse modelo:
Uma das propostas em votação pede justamente um plano de recapitalização para que todas as ações tenham o mesmo direito de voto no futuro.
Como o fundo soberano da Noruega é um dos maiores investidores institucionais do mundo, suas decisões de voto costumam ser observadas de perto pelos mercados. O fundo possui participações em milhares de empresas globais e frequentemente usa seu poder de voto para pressionar por padrões de governança mais rígidos.
Assim, ao se abster no caso de Elkann e apoiar várias propostas críticas, o fundo aumenta a pressão pública sobre a Meta para mostrar que seu conselho consegue supervisionar adequadamente temas como inteligência artificial, moderação de conteúdo e riscos sociais — ainda que o controle acionário da empresa limite mudanças imediatas.
As informações disponíveis confirmam as preocupações com presença em reuniões e excesso de compromissos externos de Elkann, bem como o apoio do fundo a diversas propostas de acionistas.
No entanto, os relatórios públicos não detalham completamente o histórico exato de presença nas reuniões ou uma resposta oficial detalhada da Meta sobre as críticas. Por isso, parte da controvérsia se baseia em interpretações e análises de investidores e da imprensa especializada.