Informações confirmadas sobre a atualização:
Durante esse período, é comum que posições nos resultados mudem várias vezes enquanto os sistemas do Google são atualizados nos data centers. Por isso, o próprio Google recomenda esperar o rollout terminar antes de analisar quedas ou ganhos de tráfego.
Dois dias antes do início do core update, o Google apresentou no Google I/O 2026 uma série de novidades que ampliam o uso de IA dentro da busca.
Entre os anúncios principais:
Como essas novidades foram reveladas em 19 de maio e o core update começou em 21 de maio, muitos profissionais de SEO imaginaram que tudo fazia parte da mesma mudança estratégica. Porém, o Google não confirmou qualquer ligação direta entre os dois eventos.
Na prática, o que está acontecendo é que duas grandes mudanças estão ocorrendo ao mesmo tempo: uma no algoritmo e outra na experiência de busca.
Uma das novidades mais destacadas no Google I/O foi a reformulação da caixa de pesquisa do Google — descrita pela empresa como a maior atualização da busca em mais de 25 anos.
Diferente da busca tradicional baseada apenas em palavras‑chave, a nova interface foi projetada para trabalhar com inteligência artificial desde o início.
Entre os recursos anunciados estão:
A ideia é permitir que o usuário explique o que quer de forma natural — quase como conversar com um assistente digital — em vez de tentar resumir a pergunta em poucas palavras.
Para profissionais de SEO, isso indica uma tendência clara: buscas mais longas e contextualizadas devem se tornar cada vez mais comuns.
Outra mudança importante é a atualização do AI Mode, a experiência de busca mais avançada do Google baseada em IA.
Agora ele é alimentado pelo modelo Gemini 3.5 Flash, projetado para oferecer respostas rápidas, raciocínio avançado e capacidade de executar tarefas mais complexas.
Segundo o Google, o Gemini 3.5 Flash:
O AI Mode já alcançou mais de 1 bilhão de usuários mensais, sinalizando a rápida adoção de recursos de IA dentro da busca.
Essa evolução faz parte de uma estratégia maior do Google rumo ao que a empresa chama de busca agentic — sistemas que podem entender perguntas complexas e executar múltiplas etapas para entregar respostas completas.
Há dois motivos principais para a volatilidade atual nos resultados de busca.
Atualizações amplas costumam gerar flutuações temporárias enquanto os sistemas do Google são atualizados globalmente. As posições podem subir e descer várias vezes até o processo terminar.
Ao mesmo tempo, as novas interfaces baseadas em IA estão alterando a forma como os usuários interagem com os resultados.
Recursos como AI Mode e respostas geradas por IA podem:
Ou seja, mesmo que um site mantenha posições semelhantes no ranking, o padrão de cliques pode mudar.
Outro tema que gerou dúvidas na comunidade de SEO é o llms.txt, uma proposta técnica que alguns desenvolvedores dizem ajudar sites a aparecer em sistemas de IA.
Mas a orientação oficial do Google diz algo diferente.
Em seu guia publicado em maio de 2026 sobre otimização para busca com IA generativa, o Google afirma explicitamente que não é necessário criar arquivos especiais ou marcações específicas para aparecer nesses recursos.
Entre as práticas que o guia diz que não são necessárias estão:
Segundo o Google, os sistemas de IA utilizam o mesmo índice da busca tradicional, o que significa que as práticas clássicas de SEO continuam válidas.
Parte da confusão surgiu porque algumas documentações voltadas a desenvolvedores mencionam o llms.txt para possíveis casos de uso com agentes ou navegadores de IA, enquanto a equipe de Search afirma que ele não é usado para ranking.
No curto prazo, a recomendação principal é simples: paciência.
Como o core update ainda está em andamento, o Google recomenda esperar até o rollout terminar — e aguardar mais uma semana — antes de tirar conclusões sobre mudanças de ranking no Search Console.
No longo prazo, algumas tendências já estão claras.
1. O SEO tradicional continua essencial.
Crawlabilidade, qualidade do site e conteúdo útil ainda são a base para aparecer nos resultados — inclusive nos recursos de IA.
2. Conteúdo original ganha mais peso.
Informações exclusivas, experiências próprias e análises aprofundadas têm mais chances de aparecer tanto nos resultados orgânicos quanto nos resumos gerados por IA.
3. O comportamento do usuário está mudando.
Interfaces baseadas em IA podem alterar a forma como as pessoas descobrem conteúdo e onde clicam.
4. Ignore “atalhos de SEO para IA”.
A própria documentação do Google diz que arquivos especiais ou hacks técnicos como llms.txt não trazem vantagem para ranking.
O core update de maio de 2026 por si só já causaria volatilidade temporária. Mas, combinado com a maior reformulação da busca em décadas, ele sinaliza algo maior: o Google está migrando para uma experiência de pesquisa mais conversacional e mediada por IA.
Para donos de sites, os fundamentos continuam familiares: criar conteúdo útil, manter uma boa base técnica e construir autoridade.
A diferença é que a forma como os usuários interagem com a busca está mudando rapidamente — e isso pode alterar padrões de tráfego mesmo quando as posições no ranking permanecem as mesmas.
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