A pílula e a versão injetável do Wegovy usam o mesmo ingrediente ativo: semaglutida, um agonista do receptor de GLP‑1.
Essa classe de medicamentos imita um hormônio natural do organismo que ajuda a:
O resultado é uma redução da ingestão de calorias, facilitando a perda de peso.
A principal diferença entre as versões é a forma de administração:
Eliminar a necessidade de injeções pode tornar o tratamento mais atraente para pessoas que preferem medicamentos em forma de comprimido.
A eficácia da pílula foi avaliada no ensaio clínico de fase 3 OASIS 4, que acompanhou adultos com obesidade ou sobrepeso e pelo menos uma condição associada ao peso.
Principais resultados após 64 semanas:
Os pesquisadores também observaram que a perda de peso obtida com a formulação oral foi comparável à observada em estudos com o Wegovy injetável, sugerindo eficácia clínica semelhante.
Antes da recomendação da EMA, o medicamento já havia chegado ao mercado americano.
Nos Estados Unidos, o preço inicial para pacientes que pagam diretamente começou em torno de US$ 149 por mês para doses iniciais, com valores mais altos para doses de manutenção.
A recomendação da EMA também tem implicações estratégicas no setor farmacêutico.
A Novo Nordisk e a Eli Lilly disputam o mercado global de medicamentos contra obesidade, impulsionado pelo sucesso dos tratamentos baseados em GLP‑1.
Se aprovada na Europa, a pílula Wegovy pode dar à Novo Nordisk vantagem inicial no segmento de medicamentos orais para perda de peso, enquanto concorrentes — incluindo a Lilly — avançam com suas próprias versões em comprimido.
A obesidade vem sendo cada vez mais tratada como uma doença metabólica crônica, e os medicamentos GLP‑1 transformaram esse campo ao permitir perdas de peso de dois dígitos em muitos pacientes.
A chegada de uma versão em comprimido pode representar a próxima etapa dessa evolução, porque: