Quase simultaneamente, o governo dos EUA anunciou um impulso próprio. O Departamento de Comércio assinou cartas de intenção com nove empresas, totalizando US$ 2,013 bilhões em incentivos federais por meio do CHIPS and Science Act.
O programa busca acelerar o desenvolvimento da computação quântica e reforçar a capacidade de fabricação ligada ao ecossistema da tecnologia.
Segundo reportagens sobre o pacote:
A iniciativa não se limita à pesquisa teórica. Ela também visa construir a cadeia industrial e a capacidade de fabricação necessárias para processadores quânticos em larga escala.
O programa francês destaca várias startups que exploram diferentes arquiteturas de hardware quântico. Uma das mais conhecidas é a Alice & Bob, que trabalha com um conceito chamado “cat qubits”.
Esses qubits codificam informação quântica em estados inspirados no experimento mental do gato de Schrödinger. A abordagem busca reduzir erros nos cálculos quânticos, um dos maiores obstáculos para tornar computadores quânticos realmente úteis.
Parte desse esforço ocorre dentro do programa PROQCIMA, que pretende construir na França:
O programa selecionou várias startups de hardware — incluindo Alice & Bob, Pasqal e Quandela — para competir no desenvolvimento de arquiteturas escaláveis.
Embora os dois pacotes sejam grandes, eles têm focos ligeiramente diferentes:
Em termos de escala, os US$ 2 bilhões dos EUA superam o novo aporte quântico francês de €1 bilhão, mas o pacote francês completo — incluindo microeletrônica — aproxima os valores totais.
Esses anúncios não são iniciativas isoladas — eles fazem parte de planos nacionais de longo prazo.
Estratégia da França
Estratégia dos Estados Unidos
O aumento simultâneo de investimentos mostra como a computação quântica está se tornando um tema estratégico global.
Países enxergam a tecnologia como um fator decisivo para segurança nacional, soberania tecnológica e liderança econômica. Como resultado, os investimentos agora cobrem todo o ecossistema — da pesquisa acadêmica e startups até a fabricação de chips e infraestrutura industrial.
Os novos programas da França e dos Estados Unidos são apenas dois exemplos recentes dessa disputa internacional para construir os primeiros computadores quânticos práticos em grande escala.