De acordo com o mesmo conjunto de dados, a posição do banco na companhia cresceu cerca de 188% no trimestre.
Esse movimento sugere uma estratégia comum entre investidores institucionais: trocar parte da exposição direta a preços de criptomoedas por empresas que fornecem infraestrutura para o setor, como emissores de stablecoins, plataformas de pagamento ou serviços blockchain.
Esses modelos de negócio podem capturar o crescimento do ecossistema cripto com volatilidade potencialmente menor do que investir diretamente em Bitcoin ou Ethereum.
O reposicionamento do Macquarie acontece em meio a movimentos divergentes entre grandes investidores institucionais no mesmo período.
Um exemplo é o Harvard Management Company, responsável pelo fundo patrimonial (endowment) da Universidade de Harvard. No primeiro trimestre de 2026, a instituição:
Esses movimentos mostram que não há consenso entre instituições sobre como posicionar portfólios em relação às criptomoedas. Algumas estão aumentando exposição, enquanto outras preferem reduzir ou realocar dentro do próprio setor.
Um detalhe importante: o Formulário 13F apenas divulga as posições de investimento, mas não explica as razões por trás das decisões. Portanto, as motivações exatas do Macquarie não foram declaradas.
Ainda assim, analistas geralmente apontam alguns fatores comuns para esse tipo de ajuste:
Como o Macquarie não zerou suas posições em ETFs e simultaneamente aumentou investimento em infraestrutura, o movimento parece mais um reposicionamento estratégico dentro do mercado cripto do que uma saída dele.
O reposicionamento ocorre enquanto o banco mantém desempenho sólido. O Macquarie reportou lucro líquido de A$ 4,847 bilhões no ano fiscal de 2026, um aumento de cerca de 30% em relação ao ano anterior.
Nesse cenário, as mudanças no portfólio parecem refletir uma estratégia mais refinada de participação no setor de ativos digitais, e não uma reação a dificuldades financeiras.
Em resumo: o Macquarie não abandonou o mercado cripto. O que o filing sugere é uma mudança de foco — menos exposição direta via ETFs e mais aposta em empresas que formam a infraestrutura do ecossistema, como a Circle e o mercado de stablecoins.
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