Um dos elementos centrais dessa plataforma é o Gemini Nano, o modelo de IA projetado para rodar localmente no dispositivo.
Ele funciona por meio do serviço de sistema Android AICore, que usa o hardware do smartphone para executar inferência de IA com baixa latência e sem precisar enviar dados para a nuvem .
Isso permite recursos como:
O problema é que versões mais novas do modelo — como o Gemini Nano v3 — exigem pipelines de IA e aceleração de hardware mais avançados. Se o aparelho não consegue executar essa versão do modelo, ele pode ficar fora da nova plataforma.
Análises dos requisitos publicados pelo Google indicam que alguns aparelhos premium recentes, incluindo Pixel 9 e Samsung Galaxy Z Fold 7, podem não cumprir todas as exigências .
Isso não significa que esses smartphones sejam fracos. Na prática, o fator limitante parece ser compatibilidade com o Gemini Nano v3 via AICore, e não necessariamente potência geral do hardware.
Em outras palavras: um telefone pode ter desempenho de ponta, mas ainda assim não suportar a geração específica de modelo de IA exigida pela nova plataforma.
O Google informou que o Gemini Intelligence será lançado inicialmente em alguns dispositivos Samsung Galaxy e Google Pixel a partir do verão de 2026 .
Relatórios indicam que os primeiros aparelhos compatíveis devem incluir:
Esses modelos devem chegar ao mercado já preparados para rodar as versões mais recentes do Gemini Nano e toda a arquitetura de IA necessária para os novos recursos.
Entre as funções esperadas estão ferramentas capazes de executar tarefas de múltiplas etapas em diferentes aplicativos, praticamente agindo como um assistente que resolve tarefas completas no aparelho.
Os requisitos elevados do Gemini Intelligence mostram uma mudança clara na estratégia do Google para o Android.
Historicamente, muitos recursos importantes do sistema eram distribuídos via atualizações de software ou serviços do Google Play e funcionavam em uma grande variedade de dispositivos. Agora, recursos avançados de IA parecem estar mais ligados a gerações específicas de hardware.
Isso traz algumas consequências importantes:
À medida que o Gemini Intelligence se expandir para outros tipos de dispositivos — como relógios, carros e até óculos inteligentes — esses requisitos de hardware provavelmente continuarão sendo o principal filtro para acessar as capacidades mais avançadas da IA do Android.