A União Europeia quer obrigar o Google a abrir recursos centrais do Android para assistentes de IA rivais sob a Lei de Mercados Digitais (DMA), mas Apple e Google alertam que isso pode aumentar riscos de privacidade e... As propostas permitiriam que assistentes concorrentes interagissem com apps e funções do sistema...

Create a landscape editorial hero image for this Studio Global article: What is Apple’s objection to the EU’s proposed Digital Markets Act measures requiring Google to open core Android features to rival AI assis. Article summary: Apple’s objection is that the EU’s draft DMA interoperability measures for Android go too far: forcing Google to help rival AI services access Android-related services could expose sensitive user data, weaken platform se. Topic tags: general, general web, government. Reference image context from search candidates: Reference image 1: visual subject "# Apple slams EU’s push to force Google to share Android access with AI rivals, citing privacy and security risks. In a significant development in the ongoing battle over Big Tech" source context "Apple slams EU’s push to force Google to share Android access with AI rivals, citing privacy and security risks" Referenc
A União Europeia está avaliando regras que podem obrigar o Google a abrir partes essenciais do Android para assistentes de inteligência artificial concorrentes. A proposta faz parte da Lei de Mercados Digitais (Digital Markets Act – DMA), uma regulamentação criada para reduzir o poder de grandes plataformas digitais consideradas “gatekeepers” e estimular a concorrência.
O que chamou atenção foi o posicionamento da Apple — tradicional rival do Google — ao lado da empresa nessa discussão. A Apple argumenta que permitir acesso profundo ao sistema Android para múltiplos assistentes de IA pode gerar riscos de privacidade, segurança e proteção do dispositivo que os reguladores estariam subestimando.
A disputa revela um debate mais amplo sobre o futuro das plataformas digitais: até que ponto os sistemas operacionais devem ser abertos para novas camadas de inteligência artificial.
Dentro do DMA, a Comissão Europeia — órgão executivo da União Europeia — pode exigir que grandes plataformas permitam interoperabilidade com serviços de terceiros. Em janeiro de 2026, a Comissão iniciou um processo técnico para definir exatamente como o Google deve cumprir essas obrigações no Android.
As medidas preliminares propõem que o Google garanta “acesso efetivo e interoperabilidade” entre o Android e serviços de IA concorrentes.
Na prática, isso permitiria que assistentes rivais funcionassem quase como assistentes nativos do sistema. Entre as possíveis capacidades estão:
Por exemplo, um assistente poderia enviar e‑mails, compartilhar fotos ou pedir comida usando apps instalados no telefone.
A ideia dos reguladores é garantir que o dono do sistema operacional não reserve as integrações mais poderosas apenas para seus próprios serviços de IA.
Na resposta enviada aos reguladores europeus, a Apple argumenta que dar acesso profundo ao sistema para vários assistentes externos pode gerar novos riscos.
Assistentes de IA normalmente processam dados muito sensíveis — mensagens, contatos, histórico de navegação e atividades em diferentes apps.
Segundo a Apple, ampliar o acesso de múltiplos sistemas de IA ao Android poderia:
A empresa defende que os desenvolvedores do sistema operacional precisam manter controle rigoroso sobre acessos em nível de sistema para garantir proteção consistente aos usuários.
As preocupações do Google se sobrepõem às da Apple em segurança, mas incluem também questões competitivas.
Se as regras entrarem em vigor como estão propostas, o Google poderá ser obrigado a dar aos rivais o mesmo nível de integração no Android que hoje beneficia seus próprios sistemas de IA, como o Gemini.
Isso reduziria a capacidade do Google de diferenciar seu assistente com recursos exclusivos da plataforma.
Na prática, o Android poderia se tornar uma espécie de infraestrutura neutra para múltiplos assistentes de IA, incluindo serviços de empresas concorrentes.
Assistentes de IA não funcionam como aplicativos comuns. Para executar tarefas complexas, eles frequentemente precisam acessar recursos profundos do sistema operacional.
Isso pode incluir:
Permitir esse tipo de acesso para vários provedores independentes levanta questões técnicas complexas sobre permissões, auditoria e limites de segurança.
Os reguladores precisam definir como liberar interoperabilidade real sem permitir acesso excessivo a dados sensíveis do dispositivo.
No centro da disputa está um dilema clássico da regulação tecnológica.
O DMA busca abrir ecossistemas digitais e impedir que grandes plataformas favoreçam seus próprios serviços. Ao mesmo tempo, empresas que controlam sistemas operacionais argumentam que exigir abertura total pode conflitar com a responsabilidade de proteger privacidade e segurança.
Para a União Europeia, o desafio é criar regras que:
As especificações finais determinarão quanto acesso os assistentes rivais realmente terão — e quais salvaguardas serão exigidas.
Se a proposta avançar, usuários de Android podem ganhar mais opções de assistentes de IA com integração profunda ao sistema.
Em vez de depender principalmente do assistente do Google, seria possível usar alternativas com capacidades semelhantes.
Por outro lado, múltiplos assistentes com acesso avançado também podem trazer novos desafios, como:
Mais do que uma discussão sobre Android, o caso reflete uma transformação maior no setor de tecnologia.
Assistentes de IA estão se tornando uma nova camada de plataforma, mediando como usuários interagem com aplicativos, serviços online e dispositivos.
Quem controlar essa camada pode ganhar enorme influência estratégica no ecossistema digital.
A União Europeia tenta evitar que esse poder fique preso a um único provedor. Já Apple e Google argumentam que abrir demais o acesso pode comprometer as bases de segurança das plataformas.
A decisão final ajudará a definir se os assistentes de IA do futuro funcionarão como serviços interoperáveis e abertos ou como recursos profundamente integrados e controlados pelos sistemas operacionais.
Studio Global AI
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A União Europeia quer obrigar o Google a abrir recursos centrais do Android para assistentes de IA rivais sob a Lei de Mercados Digitais (DMA), mas Apple e Google alertam que isso pode aumentar riscos de privacidade e...
A União Europeia quer obrigar o Google a abrir recursos centrais do Android para assistentes de IA rivais sob a Lei de Mercados Digitais (DMA), mas Apple e Google alertam que isso pode aumentar riscos de privacidade e... As propostas permitiriam que assistentes concorrentes interagissem com apps e funções do sistema Android — enviando e‑mails, compartilhando fotos ou executando tarefas por voz — de forma semelhante aos serviços do pró...
O resultado dessa disputa pode definir se os assistentes de IA serão uma camada aberta entre plataformas ou um recurso controlado pelos sistemas operacionais.