A corte determinou uma série de alterações profundas no funcionamento do Facebook e Instagram para contas de usuários com menos de 18 anos no Novo México, válidas por cinco anos . Entre as principais exigências, estão:
O juiz Biedscheid considerou a Meta um "incômodo público" (public nuisance) com base na lei do estado do Novo México, comparando as plataformas da empresa a uma fábrica poluente . Em sua decisão, ele escreveu que as plataformas da Meta são uma "causa significativa e contínua" da "crise atual e permanente de saúde mental entre adolescentes" no estado
. O magistrado destacou especificamente:
Biedscheid concluiu que a conduta da Meta foi intencional e que o fundo de reparação era necessário para remediar o dano público contínuo .
A Meta afirmou que pretende recorrer da decisão . Ao longo do processo, a empresa argumentou que a Seção 230 do Communications Decency Act (lei federal dos EUA que protege plataformas de responsabilidade por conteúdo de terceiros) impede ações estaduais como esta, e que a multa e as ordens de mudança nas plataformas seriam inconstitucionais
. A Meta também sustentou que já investe pesadamente em ferramentas de segurança para adolescentes e que a decisão judicial excede seus limites
.
O procurador-geral do Novo México, Raúl Torrez, celebrou a decisão como uma vitória histórica. Ele afirmou que a Meta criou "um sistema de vício e exploração" direcionado a crianças, e que esta sentença envia uma mensagem clara de que as empresas de redes sociais serão responsabilizadas com base na lei estadual de incômodo público . Torrez classificou o fundo de US$ 567 milhões como um "remédio histórico" que financiará diretamente o tratamento de saúde mental para jovens prejudicados pelas plataformas
. Ele também enfatizou que as mudanças determinadas pela corte — como o toque de recolher de notificações, o limite de uso e a remoção da contagem de curtidas — estabelecem um novo padrão para como as empresas de tecnologia devem projetar seus produtos para menores
.