Samsung e HTX, de Singapura, testam o RapidCase, uma prova de conceito capaz de gerar um rascunho de relatório de ocorrência em menos de 90 minutos, contra um processo que pode levar até quatro horas. A estratégia combina dispositivos Galaxy, controles administrativos sobre recursos de IA e a possibilidade de limita...
Resposta de pesquisa

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A proposta da Samsung para a inteligência artificial corporativa vai além de colocar um chatbot no celular. A empresa quer controlar onde a IA é executada, quais recursos podem ser usados e como as informações coletadas em campo entram no fluxo de trabalho de uma organização.
A colaboração com a Home Team Science and Technology Agency (HTX), agência de ciência e tecnologia da segurança pública de Singapura, oferece um exemplo concreto. O RapidCase foi desenvolvido como uma prova de conceito para ajudar agentes a registrar relatos de testemunhas, fotografias e detalhes de uma ocorrência em dispositivos Samsung antes de gerar um rascunho de relatório.
Em uma emergência, o gargalo nem sempre está na coleta das informações. Muitas vezes, o tempo é consumido pela transformação desses dados em um relatório pronto para uso.
O RapidCase foi pensado para permitir que agentes de segurança pública registrem depoimentos, imagens e outros detalhes importantes diretamente em um dispositivo Samsung. O sistema foi projetado para produzir um rascunho de relatório em menos de 90 minutos, em comparação com um processo que atualmente pode levar até quatro horas.
O caso ilustra a lógica operacional da Samsung: colocar a assistência de IA no ponto em que o trabalho acontece, e não apenas depois que os dados chegam ao escritório ou à central administrativa.
É importante, porém, manter a proporção correta. O RapidCase ainda é uma prova de conceito. Portanto, ele demonstra um fluxo de trabalho possível, mas não comprova que a tecnologia já tenha sido implantada em larga escala nas operações de segurança pública.
Para organizações que lidam com informações sensíveis, oferecer um recurso de IA não basta. Também é necessário estabelecer regras sobre como esse recurso pode processar os dados.
O Knox Service Plugin, da Samsung, permite que administradores restrinjam funções do Galaxy AI que dependem de processamento em nuvem ou desativem recursos de IA para adequá-los às políticas da organização.
Isso cria uma alternativa mais precisa do que simplesmente tratar a IA como ligada ou desligada. A empresa pode avaliar quais funções são aceitáveis, quais exigem conexão com a nuvem e quais devem ficar indisponíveis nos dispositivos gerenciados. A Samsung também afirma que o Galaxy AI para grandes empresas pode ser configurado por administradores de TI de acordo com as políticas corporativas.
Na prática, o ganho para as equipes de segurança está na governança integrada ao gerenciamento dos dispositivos. A política de uso da IA passa a fazer parte da configuração de uma frota corporativa, em vez de depender apenas da decisão individual de cada funcionário.
O Galaxy AI combina processamento no próprio dispositivo com processamento em nuvem. A documentação corporativa da Samsung oferece controles para restringir recursos que dependem da nuvem.
Essa distinção é relevante em atividades que envolvem dados sensíveis ou conectividade limitada. Tarefas capazes de ser executadas localmente não precisam seguir o mesmo caminho de dados das funções que dependem de um serviço externo.
Isso não significa que todos os recursos do Galaxy AI funcionem no dispositivo, nem elimina a necessidade de uma avaliação própria de proteção de dados por parte da organização. Significa que as equipes responsáveis pela implantação podem analisar cada recurso de acordo com suas exigências de processamento e aplicar políticas diferentes para funções diferentes.
Em ambientes de campo, o celular ou tablet não é apenas um recipiente para aplicativos. Agentes e equipes de resposta podem trabalhar longe de uma mesa, registrar evidências em tempo real e continuar operando em condições difíceis.
Por isso, a abordagem da Samsung conecta o fluxo de IA ao hardware Galaxy, à administração dos dispositivos e ao ecossistema de softwares corporativos.
Na apresentação Milipol TechX 2026, a Samsung Singapore mostrou o RapidCase ao lado de parceiros como HTX, Viasat, Versaterm, Airbus e HeadwallVR. As demonstrações incluíram mobilidade resiliente para equipes de campo, controles de frotas e equipamentos, fluxos de trabalho para evidências e experiências imersivas de centros de comando.
O ecossistema é importante porque um dispositivo seguro, sozinho, não completa uma operação. Conectividade, captura de evidências, comunicação, treinamento e ferramentas de comando precisam funcionar em conjunto para que a IA seja útil fora do ambiente corporativo tradicional.
O trabalho da HTX com a Fortifyedge mostra uma aplicação diferente da IA na ponta da operação. A plataforma usa treinadores virtuais, sistemas de treinamento adaptativo e avatares realistas de IA para apoiar simulações de realidade mista com usuários do Home Team.
A HTX também descreve uma prova de conceito hospedada em um smartwatch com sensores capazes de coletar dados fisiológicos e comportamentais de agentes.
O exemplo amplia a discussão sobre IA corporativa de borda para além do registro de ocorrências. A tecnologia pode apoiar tanto a preparação das equipes quanto o acompanhamento do trabalho, além de processar informações coletadas em campo.
Ao mesmo tempo, esses usos envolvem dados pessoais especialmente sensíveis. Por isso, exigem regras claras de governança, consentimento e retenção das informações.
O trabalho conjunto entre Samsung e HTX sugere uma lista prática para organizações que avaliam IA em ambientes críticos:
A Samsung, portanto, está posicionando a IA corporativa como uma plataforma de borda gerenciada: os dispositivos Galaxy funcionam como ponto de acesso, o Knox fornece controles de política, o processamento local pode reduzir a dependência da nuvem em tarefas adequadas e parceiros acrescentam fluxos específicos de cada setor.
A principal evidência dessa estratégia não é a afirmação de que toda operação sensível já está pronta para ser automatizada. A ideia mais concreta é gradual: organizações podem introduzir a IA passo a passo, incorporando escolhas de processamento, segurança e governança desde o início da implantação.
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Samsung e HTX, de Singapura, testam o RapidCase, uma prova de conceito capaz de gerar um rascunho de relatório de ocorrência em menos de 90 minutos, contra um processo que pode levar até quatro horas.
Samsung e HTX, de Singapura, testam o RapidCase, uma prova de conceito capaz de gerar um rascunho de relatório de ocorrência em menos de 90 minutos, contra um processo que pode levar até quatro horas. A estratégia combina dispositivos Galaxy, controles administrativos sobre recursos de IA e a possibilidade de limitar funções que dependem da nuvem.
O modelo busca acelerar o trabalho em campo sem abrir mão do controle sobre dados sensíveis e políticas de segurança.