Após o ataque conjunto dos EUA e de Israel em 28 de fevereiro de 2026 que matou Ali Khamenei, a mídia estatal iraniana relatou que seu filho Mojtaba Khamenei assumiu como novo líder supremo. Ferido no mesmo ataque e escondido por razões de segurança, Mojtaba teria evitado aparições públicas e se comunica por mensage...

Create a landscape editorial hero image for this Studio Global article: How is Iran being governed since Mojtaba Khamenei became supreme leader after the February 28 U.S.–Israeli strike that killed Ayatollah Ali. Article summary: Iran appears to be governed through a hybrid system in which Mojtaba Khamenei is the formal supreme leader, but much day-to-day power is reportedly exercised by a small security-state inner circle because he has remained. Topic tags: general, general web, user generated. Reference image context from search candidates: Reference image 1: visual subject "# Iran after Khamenei: What's next and what it means for the country? The death of Iran's Supreme Leader Ayatollah Ali Khamenei sets in motion a formal succession process that coul" source context "Iran after Khamenei: What's next and what it means for the country?" Reference image 2: visual subject "Iran’s suprem
A estrutura de poder do Irã entrou em uma fase incomum e cheia de incertezas após os ataques coordenados dos Estados Unidos e de Israel em 28 de fevereiro de 2026, que teriam matado o líder supremo Ayatollah Ali Khamenei e iniciado um conflito regional mais amplo.
Na sequência, a mídia estatal iraniana relatou que Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, assumiu o posto de líder supremo da República Islâmica.
Desde então, porém, o sistema de poder parece funcionar de forma muito diferente do modelo altamente centralizado que marcou as mais de três décadas de governo de seu pai.
Desde que assumiu o cargo, Mojtaba Khamenei não apareceu publicamente. Relatórios de inteligência e reportagens indicam que ele ficou ferido no mesmo ataque que matou seu pai e que estaria se recuperando em um local altamente protegido.
Fontes citadas em reportagens afirmam que ele sofreu queimaduras e ferimentos graves nas pernas, que exigiram múltiplas cirurgias. Algumas dessas informações mencionam a possibilidade de uso de prótese e dificuldades de fala por causa de lesões faciais — embora nem todos esses detalhes tenham sido confirmados de forma independente.
Por razões de segurança, o acesso ao novo líder supremo teria sido extremamente restrito. Autoridades evitariam visitá‑lo pessoalmente ou usar comunicações eletrônicas que possam revelar sua localização a serviços de inteligência estrangeiros.
Esse cenário levou alguns analistas a descrever a situação como uma “liderança invisível”: um líder formalmente no topo do sistema, mas quase totalmente ausente do espaço público.
Para evitar vigilância eletrônica, Mojtaba Khamenei teria adotado um método de comunicação surpreendentemente simples: mensagens manuscritas entregues por mensageiros confiáveis.
Segundo relatos citando autoridades familiarizadas com o sistema, as ordens seriam escritas à mão, colocadas em envelopes e transportadas por uma cadeia de intermediários — às vezes percorrendo longas distâncias de carro ou motocicleta até chegar a comandantes militares ou autoridades do governo.
As respostas voltariam pelo mesmo caminho.
A lógica por trás desse método é reduzir o risco de rastreamento por tecnologias modernas de vigilância capazes de interceptar chamadas telefônicas, sinais digitais ou aplicativos criptografados.
Por outro lado, esse sistema também torna a tomada de decisões mais lenta e limita a capacidade do líder supremo de acompanhar diretamente o dia a dia do governo.
Com Mojtaba isolado e com comunicação limitada, diversos relatórios apontam que o poder prático passou a ser exercido de forma mais coletiva por figuras-chave do aparato político e militar.
Em vez de um único líder dominando o sistema, decisões importantes sobre guerra, diplomacia e segurança interna parecem cada vez mais influenciadas por um pequeno círculo de dirigentes ligados à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).
Entre os nomes frequentemente citados em análises e reportagens estão:
Alguns analistas descrevem esse grupo como uma espécie de “irmandade” do aparato de segurança, responsável por transformar as diretrizes do líder supremo em decisões operacionais.
Especialistas dizem que Mojtaba Khamenei enfrenta limitações estruturais que diferenciam sua liderança da de Ali Khamenei.
O líder anterior passou mais de 30 anos consolidando influência sobre o clero, os militares e as facções políticas do regime — o que lhe permitia arbitrar disputas internas e impor decisões.
Mojtaba, por outro lado, enfrenta vários obstáculos:
Mesmo assim, avaliações de inteligência indicam que ele ainda pode desempenhar um papel importante na definição da estratégia militar e das negociações do país durante o conflito em andamento.
Meses após a mudança de liderança, ainda há dúvidas sobre quanto controle direto Mojtaba Khamenei realmente exerce sobre a política iraniana.
O que parece claro, segundo reportagens e análises, é que o país opera hoje sob uma estrutura híbrida:
O resultado é um sistema de poder que parece mais descentralizado e mais militarizado do que o que existia durante o longo governo de Ali Khamenei.
Se essa configuração é apenas temporária ou se representa uma transformação duradoura no funcionamento do regime iraniano ainda é uma questão em aberto.
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Após o ataque conjunto dos EUA e de Israel em 28 de fevereiro de 2026 que matou Ali Khamenei, a mídia estatal iraniana relatou que seu filho Mojtaba Khamenei assumiu como novo líder supremo.
Após o ataque conjunto dos EUA e de Israel em 28 de fevereiro de 2026 que matou Ali Khamenei, a mídia estatal iraniana relatou que seu filho Mojtaba Khamenei assumiu como novo líder supremo. Ferido no mesmo ataque e escondido por razões de segurança, Mojtaba teria evitado aparições públicas e se comunica por mensagens manuscritas entregues por mensageiros confiáveis para evitar vigilância eletrônica.
Analistas dizem que o poder no Irã hoje parece mais fragmentado, com decisões estratégicas cada vez mais influenciadas por um pequeno círculo de comandantes da Guarda Revolucionária e líderes políticos.