Um dos recursos mais incomuns da novidade é a possibilidade de executar vários agentes de IA simultaneamente.
Em vez de enviar uma única solicitação e esperar o resultado, equipes podem iniciar diferentes agentes trabalhando em paralelo — por exemplo, um criando variações de layout enquanto outro ajusta componentes ou testa estilos visuais. Isso transforma a IA em algo parecido com múltiplos colaboradores trabalhando no mesmo arquivo compartilhado.
A Figma descreve o sistema como um agente de design criado especificamente para esse tipo de trabalho. Ele foi treinado para compreender estruturas de interface, layouts, componentes e sistemas de design.
Como o assistente opera dentro do próprio canvas, ele consegue analisar elementos existentes no arquivo — como frames, estilos e componentes — e gerar mudanças coerentes com o sistema visual já definido pelo time. Isso ajuda a evitar resultados desconectados do design original.
A empresa também vem ampliando integrações com ferramentas de IA voltadas para desenvolvimento, incluindo parcerias com Anthropic e OpenAI. Essas integrações permitem que ambientes como Claude Code e Codex funcionem junto ao software de design, aproximando o trabalho entre designers e desenvolvedores.
O assistente está sendo lançado primeiro dentro do Figma Design, o principal produto da plataforma para criação de interfaces.
A liberação acontecerá gradualmente em beta nas próximas semanas. Durante esse período inicial, o uso do recurso não consumirá créditos de IA — algo que deve mudar quando a funcionalidade estiver disponível de forma geral.
Colocar agentes de IA dentro do canvas faz parte de um movimento maior da Figma para aproximar design, prototipagem e desenvolvimento em um único ambiente.
Nos últimos anos, a empresa vem ampliando sua plataforma além do design de interfaces tradicional. No evento anual Config, por exemplo, foram apresentados novos produtos como:
A ideia é permitir que equipes avancem da concepção de uma interface até a produção final sem precisar sair do ecossistema da Figma.
O lançamento também acontece em meio a uma disputa crescente entre plataformas criativas que estão incorporando IA generativa.
Empresas como Canva e Adobe vêm adicionando recursos que geram layouts, gráficos ou protótipos diretamente a partir de prompts. Além disso, novos produtos baseados em conversa e automação estão pressionando ferramentas tradicionais de design a integrar IA mais profundamente em seus fluxos de trabalho.
Ao colocar um agente diretamente no canvas, a Figma aposta que a IA deve ampliar o processo colaborativo existente, em vez de substituir designers.
A visão por trás do assistente é transformar a IA em mais um participante do processo criativo.
Designers continuam tomando decisões e definindo direção visual, mas podem delegar à IA tarefas como geração de ideias, exploração de variações e ajustes repetitivos. Em vez de desenhar manualmente cada alternativa, o profissional passa a orientar agentes criativos que geram e refinam possibilidades dentro do mesmo espaço de trabalho.
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