9 de Abril — Um Pedido de 'Fraternidade'
Ele conclamou os vizinhos do Golfo a mostrarem "fraternidade e boa vontade" por meio de uma "resposta apropriada", insinuando uma nova escalada caso não cumprissem suas exigências de expulsar as forças americanas .
30 de Abril — Declaração do Dia Nacional do Golfo Pérsico
Em um dia simbólico para o Irã, Khamenei declarou que o futuro do Golfo seria "sem a presença dos EUA", afirmando que o lugar da América é apenas "no fundo de suas águas" . Ele rejeitou o aviso do presidente Trump sobre um bloqueio naval, chamando os EUA de "vergonhosamente derrotados" .
1º de Maio — O Insulto do 'Tigre de Papel'
Usando o X (antigo Twitter), Khamenei zombou das bases militares dos EUA na região, chamando-as de "tigre de papel" e questionando a capacidade delas de garantir a própria segurança .
26 de Maio — 'Não Servirão Mais de Escudo'
Em sua mais recente declaração, Khamenei afirmou que os países da região não servirão mais de escudo para as bases americanas e declarou que os Estados Unidos estão "se afastando cada vez mais de seu antigo status a cada dia que passa" .
Essa trajetória delineia uma linha que vai de exigências diretas a declarações ideológicas sobre um futuro no Golfo sem a presença americana.
Enquanto Khamenei escala a retórica, um canal diplomático separado busca um cessar-fogo. As negociações estão ativas, mas ainda não produziram um avanço definitivo.
Um cessar-fogo de duas semanas foi mediado pelo Paquistão em 8 de abril, depois que o Irã rejeitou uma proposta de rascunho mais longa, de 45 dias . Essas conversas iniciais em Islamabad posteriormente fracassaram, e os EUA impuseram um bloqueio naval . Desde então, o Catar emergiu como um facilitador-chave, com a diplomacia se desenrolando em múltiplas fases:
Apesar dessa intensa atividade diplomática, as conversas permanecem frágeis. Quase todos os aspectos vitais de um potencial acordo de paz seguem sem solução, incluindo o destino do programa nuclear do Irã, seu arsenal de mísseis e sua reivindicação de controle sobre o Estreito de Ormuz . O presidente Trump aumentou a incerteza ao emitir sinais conflitantes, prometendo que qualquer acordo seria "grandioso e significativo" ou que "não haverá acordo" algum .
A situação reflete uma estratégia contraditória de duas frentes por parte do Irã. A retórica belicosa de Khamenei busca projetar força, angariar apoio doméstico e intimidar os vizinhos do Golfo a se distanciarem de Washington. Simultaneamente, diplomatas iranianos em Doha se engajam em negociações detalhadas, embora intermitentes, para encerrar uma guerra custosa. O desfecho depende de que um acordo consiga superar as enormes lacunas entre os dois lados antes que a escalada verbal desencadeie um confronto militar mais amplo.