A Alemanha oferece um dos exemplos públicos mais claros. O índice local de preços da DDR5 chegou a 486 em agosto de 2026, considerando julho de 2025 como base 100. Na prática, o nível acompanhado estava 4,86 vezes acima da referência. O índice havia passado de 445 em julho para 486 em agosto, uma alta mensal de aproximadamente 9,2%.
A diferença entre índice e percentual é importante. Um índice de 486 não significa que os preços subiram 486% em relação à base. Significa que atingiram 486% do valor inicial — uma alta de aproximadamente 386%. Além disso, o indicador alemão não prova que todos os produtos DDR5, em todos os países, tenham subido na mesma proporção.
Outros acompanhamentos do varejo mostram aumentos igualmente severos, embora específicos para determinados produtos. Kits DDR5 selecionados registraram altas anuais de aproximadamente 355% a 485%, enquanto um kit DDR5-6400 de 128 GB foi cotado a US$ 3.399, contra uma mínima anterior de US$ 329. Como se trata de uma configuração de capacidade excepcionalmente alta, ela não representa o custo médio da memória para um PC. Ainda assim, mostra como upgrades para usuários avançados e máquinas voltadas à IA local ficaram caros.
A estimativa mais ampla do J.P. Morgan é mais moderada em escopo: os preços de DRAM como um todo poderiam subir mais de 400% entre o início de 2024 e o fim de 2026. Essa é uma projeção para o mercado de DRAM, considerando diferentes produtos e períodos — não uma prova de que o preço da DDR5 no varejo mundial tenha subido uniformemente 500%.
Servidores de IA precisam de grandes quantidades de memória além dos próprios aceleradores. À medida que a procura por esses sistemas cresce, fabricantes têm incentivo para direcionar a capacidade das fábricas para HBM e DRAM de servidores, produtos que oferecem preços e margens maiores. Relatórios da cadeia de suprimentos apontam essa realocação como uma das principais razões para a dificuldade de obter memória convencional.
Não é simplesmente uma disputa entre consumidores e data centers por módulos idênticos. HBM, DRAM de servidor e DDR5 para consumidores são produtos diferentes, mas dependem de recursos industriais relacionados. Quando a capacidade é transferida para produtos voltados à IA, sobra menos espaço para os segmentos tradicionais. Como fábricas, equipamentos e processos de qualificação levam anos para serem ampliados, os fornecedores não conseguem restaurar o equilíbrio imediatamente.
Os preços no atacado e nos contratos de fornecimento avançaram ainda mais rápido do que muitas etiquetas nas lojas. Relatórios disponíveis indicam alta de aproximadamente 93% a 98% trimestre a trimestre nos preços contratuais da DRAM convencional no primeiro trimestre de 2026, seguida por outra elevação projetada de 58% a 63% no segundo trimestre.
Esses números se referem a mercados contratuais e períodos específicos. Não devem ser aplicados indistintamente a todo tipo de DRAM, NAND ou kit de memória vendido no varejo. Eles ajudam, porém, a explicar por que vendedores de módulos e fabricantes de PCs precisaram reajustar seus estoques tão rapidamente.
A escassez já aparece nos dados do mercado de computadores. A IDC registrou 68,2 milhões de PCs enviados no mundo no segundo trimestre de 2026, uma queda de 4,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Foi o primeiro recuo depois de nove trimestres consecutivos de crescimento, e a consultoria atribuiu a reversão à persistente falta de chips de memória.
A IDC também projetou uma queda de 11,3% nos embarques globais de PCs em 2026, com piora esperada no fim do ano. A evidência disponível não confirma de forma independente a afirmação mais específica de que os preços médios dos PCs subiriam exatamente 18,3%; portanto, esse número não deve ser tratado como uma previsão confirmada da IDC.
O mercado vive uma divisão incomum: menos unidades, mas mais receita. Segundo a IDC, os fabricantes estão repassando aumentos de preço mais rapidamente do que a demanda está recuando. Assim, configurações premium e preços médios de venda maiores conseguem proteger temporariamente o faturamento, mesmo com consumidores comprando menos máquinas.
Dell e Lenovo foram apontadas como empresas que preparavam ou implementavam aumentos de aproximadamente 15% a 20% em partes de seus portfólios de PCs e servidores, à medida que o custo da memória subia. Outros relatos do setor descrevem reajustes entre 10% e 30% em produtos selecionados de fabricantes como Dell, HP, Lenovo e Asus.
Esses números devem ser entendidos como ações comerciais ou faixas relatadas — não como um único reajuste aplicado a todos os notebooks e desktops. O impacto final depende da quantidade de memória instalada, do estoque de cada fabricante, da região e de o comprador estar negociando no varejo ou por meio de um contrato empresarial.
Para o consumidor, a alta pode aparecer de várias formas:
Por isso, o preço de capa de um computador deixou de ser uma medida completa de custo-benefício. Um modelo mais barato com menos RAM pode parecer vantajoso até que o preço do upgrade seja incluído na conta.
A memória também é usada em smartphones e em inúmeros outros produtos eletrônicos. Uma inflação prolongada de DRAM e armazenamento pode elevar o custo dos aparelhos ou levar fabricantes a reduzir suas configurações. A IDC alertou que a crise pode contrair o mercado de smartphones ao mesmo tempo que eleva o preço médio dos dispositivos; em sua previsão de fevereiro de 2026, a consultoria projetou uma queda de 12,9% nos embarques globais de smartphones no ano.
O repasse não será igual em todas as categorias. A memória representa parcelas diferentes do custo de produção de celulares, placas gráficas, televisores, veículos e PCs. Contratos com fornecedores, estoques protegidos e prioridades de cada linha também determinam a velocidade com que a inflação dos componentes chega às lojas.
A evidência sustenta um risco amplo de contágio para produtos que dependem de memória, mas não permite estimar com segurança o aumento de preço de cada categoria individual.
A principal distinção nas previsões do setor está entre DRAM e NAND flash. Uma perspectiva recente prevê que a DRAM permanecerá em escassez estrutural até 2028, com a diferença entre oferta e demanda podendo aumentar em 2027 antes de qualquer alívio significativo.
A NAND pode seguir uma trajetória diferente. A mesma projeção aponta uma transição de oferta restrita para equilíbrio e, depois, possível excesso de oferta no segundo semestre do ano seguinte. Portanto, é incorreto afirmar que todos os tipos de memória e armazenamento permanecerão igualmente escassos até 2028.
A expansão da produção já começou, mas novas fábricas não oferecem alívio imediato. Obras, instalação de equipamentos, preparação de materiais e certificação da produção atrasam o momento em que a capacidade adicional passa a gerar volumes relevantes. Algumas análises esperam uma melhora significativa no fim de 2027 ou em 2028; estimativas mais pessimistas apontam para um prazo ainda maior.
O problema imediato não é apenas pagar mais pela RAM. É receber menos desempenho pelo mesmo orçamento. O comprador pode ter de adiar a aquisição, aceitar menos memória, pagar um prêmio por um computador pronto ou gastar muito mais em um upgrade feito por conta própria.
O kit DDR5-6400 de 128 GB por US$ 3.399 é um caso extremo, não o preço normal de uma atualização. Ainda assim, ele ilustra a mudança na economia de máquinas para criadores de conteúdo, desenvolvedores e usuários que executam máquinas virtuais ou modelos de IA localmente.
A melhor decisão depende da necessidade. Quem precisa de um PC agora pode encontrar mais valor em escolher desde o início uma configuração com memória suficiente, em vez de contar com um upgrade barato no futuro. Para quem pode esperar, o cálculo é mais incerto: adiar a compra pode evitar o pico de preços, mas as previsões mais severas para a DRAM não indicam uma recuperação rápida.
A própria escassez pode criar um ciclo de retroalimentação. O medo de novas altas leva distribuidores, fabricantes e grandes compradores a fazer pedidos preventivos. Se a demanda real por IA desacelerar ou se a nova capacidade chegar mais rápido que o esperado, esses pedidos podem se transformar em excesso de estoque. Nesse cenário, os preços poderiam cair rapidamente — sobretudo no mercado de NAND, que já tem previsões de possível excesso de oferta.
Isso é um risco de cenário, não uma prova de que a atual escassez de DRAM seja uma bolha especulativa. A situação é mais complexa: a demanda de IA e a realocação de capacidade mantêm a DRAM estruturalmente apertada, enquanto a NAND pode ficar mais folgada antes. Para consumidores e investidores, a questão central não é se a IA afeta os preços da memória — os dados mostram que afeta —, mas por quanto tempo a demanda continuará à frente da oferta utilizável.
Também há relatos de que plataformas de IA de próxima geração, incluindo a Vera Rubin da Nvidia, podem aumentar a procura por memória e armazenamento. No entanto, as evidências disponíveis não confirmam uma quantidade específica de capacidade NAND consumida pela Vera Rubin nem um plano amplo e comprovado de cortes de produção. Essas afirmações devem ser tratadas como não verificadas neste momento.
A construção de data centers para IA está apertando o mercado de memória por dois lados: aumenta a demanda e redireciona a capacidade industrial para produtos de servidores e HBM. Os efeitos já aparecem no índice alemão de DDR5, que alcançou 4,86 vezes a base de julho de 2025; em kits de alta capacidade vendidos nos Estados Unidos por preços extremos; em aumentos contratuais de DRAM próximos de 100% em um único trimestre; e na queda anual de 4,9% dos embarques de PCs no segundo trimestre.
A conclusão correta é mais precisa do que dizer que “toda RAM subiu 500%”. Alguns produtos e mercados registraram aumentos extraordinários, mas a intensidade varia. A DRAM tende a continuar pressionada até 2028, enquanto a NAND pode caminhar para um excedente antes disso.
Até que a oferta acompanhe a procura, vale comparar a configuração completa — RAM, armazenamento e possibilidade de upgrade —, e não apenas o preço anunciado do PC. Também é prudente desconfiar de afirmações sobre aumentos universais ou sobre uma escassez de NAND já comprovadamente causada pela Vera Rubin.
A Alemanha oferece um dos exemplos públicos mais claros. O índice local de preços da DDR5 chegou a 486 em agosto de 2026, considerando julho de 2025 como base 100. Na prática, o nível acompanhado estava 4,86 vezes acima da referência. O índice havia passado de 445 em julho para 486 em agosto, uma alta mensal de aproximadamente 9,2%.
A diferença entre índice e percentual é importante. Um índice de 486 não significa que os preços subiram 486% em relação à base. Significa que atingiram 486% do valor inicial — uma alta de aproximadamente 386%. Além disso, o indicador alemão não prova que todos os produtos DDR5, em todos os países, tenham subido na mesma proporção.
Outros acompanhamentos do varejo mostram aumentos igualmente severos, embora específicos para determinados produtos. Kits DDR5 selecionados registraram altas anuais de aproximadamente 355% a 485%, enquanto um kit DDR5-6400 de 128 GB foi cotado a US$ 3.399, contra uma mínima anterior de US$ 329. Como se trata de uma configuração de capacidade excepcionalmente alta, ela não representa o custo médio da memória para um PC. Ainda assim, mostra como upgrades para usuários avançados e máquinas voltadas à IA local ficaram caros.
A estimativa mais ampla do J.P. Morgan é mais moderada em escopo: os preços de DRAM como um todo poderiam subir mais de 400% entre o início de 2024 e o fim de 2026. Essa é uma projeção para o mercado de DRAM, considerando diferentes produtos e períodos — não uma prova de que o preço da DDR5 no varejo mundial tenha subido uniformemente 500%.
Servidores de IA precisam de grandes quantidades de memória além dos próprios aceleradores. À medida que a procura por esses sistemas cresce, fabricantes têm incentivo para direcionar a capacidade das fábricas para HBM e DRAM de servidores, produtos que oferecem preços e margens maiores. Relatórios da cadeia de suprimentos apontam essa realocação como uma das principais razões para a dificuldade de obter memória convencional.
Não é simplesmente uma disputa entre consumidores e data centers por módulos idênticos. HBM, DRAM de servidor e DDR5 para consumidores são produtos diferentes, mas dependem de recursos industriais relacionados. Quando a capacidade é transferida para produtos voltados à IA, sobra menos espaço para os segmentos tradicionais. Como fábricas, equipamentos e processos de qualificação levam anos para serem ampliados, os fornecedores não conseguem restaurar o equilíbrio imediatamente.
Os preços no atacado e nos contratos de fornecimento avançaram ainda mais rápido do que muitas etiquetas nas lojas. Relatórios disponíveis indicam alta de aproximadamente 93% a 98% trimestre a trimestre nos preços contratuais da DRAM convencional no primeiro trimestre de 2026, seguida por outra elevação projetada de 58% a 63% no segundo trimestre.
Esses números se referem a mercados contratuais e períodos específicos. Não devem ser aplicados indistintamente a todo tipo de DRAM, NAND ou kit de memória vendido no varejo. Eles ajudam, porém, a explicar por que vendedores de módulos e fabricantes de PCs precisaram reajustar seus estoques tão rapidamente.
A escassez já aparece nos dados do mercado de computadores. A IDC registrou 68,2 milhões de PCs enviados no mundo no segundo trimestre de 2026, uma queda de 4,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Foi o primeiro recuo depois de nove trimestres consecutivos de crescimento, e a consultoria atribuiu a reversão à persistente falta de chips de memória.
A IDC também projetou uma queda de 11,3% nos embarques globais de PCs em 2026, com piora esperada no fim do ano. A evidência disponível não confirma de forma independente a afirmação mais específica de que os preços médios dos PCs subiriam exatamente 18,3%; portanto, esse número não deve ser tratado como uma previsão confirmada da IDC.
O mercado vive uma divisão incomum: menos unidades, mas mais receita. Segundo a IDC, os fabricantes estão repassando aumentos de preço mais rapidamente do que a demanda está recuando. Assim, configurações premium e preços médios de venda maiores conseguem proteger temporariamente o faturamento, mesmo com consumidores comprando menos máquinas.
Dell e Lenovo foram apontadas como empresas que preparavam ou implementavam aumentos de aproximadamente 15% a 20% em partes de seus portfólios de PCs e servidores, à medida que o custo da memória subia. Outros relatos do setor descrevem reajustes entre 10% e 30% em produtos selecionados de fabricantes como Dell, HP, Lenovo e Asus.
Esses números devem ser entendidos como ações comerciais ou faixas relatadas — não como um único reajuste aplicado a todos os notebooks e desktops. O impacto final depende da quantidade de memória instalada, do estoque de cada fabricante, da região e de o comprador estar negociando no varejo ou por meio de um contrato empresarial.
Para o consumidor, a alta pode aparecer de várias formas:
Por isso, o preço de capa de um computador deixou de ser uma medida completa de custo-benefício. Um modelo mais barato com menos RAM pode parecer vantajoso até que o preço do upgrade seja incluído na conta.
A memória também é usada em smartphones e em inúmeros outros produtos eletrônicos. Uma inflação prolongada de DRAM e armazenamento pode elevar o custo dos aparelhos ou levar fabricantes a reduzir suas configurações. A IDC alertou que a crise pode contrair o mercado de smartphones ao mesmo tempo que eleva o preço médio dos dispositivos; em sua previsão de fevereiro de 2026, a consultoria projetou uma queda de 12,9% nos embarques globais de smartphones no ano.
O repasse não será igual em todas as categorias. A memória representa parcelas diferentes do custo de produção de celulares, placas gráficas, televisores, veículos e PCs. Contratos com fornecedores, estoques protegidos e prioridades de cada linha também determinam a velocidade com que a inflação dos componentes chega às lojas.
A evidência sustenta um risco amplo de contágio para produtos que dependem de memória, mas não permite estimar com segurança o aumento de preço de cada categoria individual.
A principal distinção nas previsões do setor está entre DRAM e NAND flash. Uma perspectiva recente prevê que a DRAM permanecerá em escassez estrutural até 2028, com a diferença entre oferta e demanda podendo aumentar em 2027 antes de qualquer alívio significativo.
A NAND pode seguir uma trajetória diferente. A mesma projeção aponta uma transição de oferta restrita para equilíbrio e, depois, possível excesso de oferta no segundo semestre do ano seguinte. Portanto, é incorreto afirmar que todos os tipos de memória e armazenamento permanecerão igualmente escassos até 2028.
A expansão da produção já começou, mas novas fábricas não oferecem alívio imediato. Obras, instalação de equipamentos, preparação de materiais e certificação da produção atrasam o momento em que a capacidade adicional passa a gerar volumes relevantes. Algumas análises esperam uma melhora significativa no fim de 2027 ou em 2028; estimativas mais pessimistas apontam para um prazo ainda maior.
O problema imediato não é apenas pagar mais pela RAM. É receber menos desempenho pelo mesmo orçamento. O comprador pode ter de adiar a aquisição, aceitar menos memória, pagar um prêmio por um computador pronto ou gastar muito mais em um upgrade feito por conta própria.
O kit DDR5-6400 de 128 GB por US$ 3.399 é um caso extremo, não o preço normal de uma atualização. Ainda assim, ele ilustra a mudança na economia de máquinas para criadores de conteúdo, desenvolvedores e usuários que executam máquinas virtuais ou modelos de IA localmente.
A melhor decisão depende da necessidade. Quem precisa de um PC agora pode encontrar mais valor em escolher desde o início uma configuração com memória suficiente, em vez de contar com um upgrade barato no futuro. Para quem pode esperar, o cálculo é mais incerto: adiar a compra pode evitar o pico de preços, mas as previsões mais severas para a DRAM não indicam uma recuperação rápida.
A própria escassez pode criar um ciclo de retroalimentação. O medo de novas altas leva distribuidores, fabricantes e grandes compradores a fazer pedidos preventivos. Se a demanda real por IA desacelerar ou se a nova capacidade chegar mais rápido que o esperado, esses pedidos podem se transformar em excesso de estoque. Nesse cenário, os preços poderiam cair rapidamente — sobretudo no mercado de NAND, que já tem previsões de possível excesso de oferta.
Isso é um risco de cenário, não uma prova de que a atual escassez de DRAM seja uma bolha especulativa. A situação é mais complexa: a demanda de IA e a realocação de capacidade mantêm a DRAM estruturalmente apertada, enquanto a NAND pode ficar mais folgada antes. Para consumidores e investidores, a questão central não é se a IA afeta os preços da memória — os dados mostram que afeta —, mas por quanto tempo a demanda continuará à frente da oferta utilizável.
Também há relatos de que plataformas de IA de próxima geração, incluindo a Vera Rubin da Nvidia, podem aumentar a procura por memória e armazenamento. No entanto, as evidências disponíveis não confirmam uma quantidade específica de capacidade NAND consumida pela Vera Rubin nem um plano amplo e comprovado de cortes de produção. Essas afirmações devem ser tratadas como não verificadas neste momento.
A construção de data centers para IA está apertando o mercado de memória por dois lados: aumenta a demanda e redireciona a capacidade industrial para produtos de servidores e HBM. Os efeitos já aparecem no índice alemão de DDR5, que alcançou 4,86 vezes a base de julho de 2025; em kits de alta capacidade vendidos nos Estados Unidos por preços extremos; em aumentos contratuais de DRAM próximos de 100% em um único trimestre; e na queda anual de 4,9% dos embarques de PCs no segundo trimestre.
A conclusão correta é mais precisa do que dizer que “toda RAM subiu 500%”. Alguns produtos e mercados registraram aumentos extraordinários, mas a intensidade varia. A DRAM tende a continuar pressionada até 2028, enquanto a NAND pode caminhar para um excedente antes disso.
Até que a oferta acompanhe a procura, vale comparar a configuração completa — RAM, armazenamento e possibilidade de upgrade —, e não apenas o preço anunciado do PC. Também é prudente desconfiar de afirmações sobre aumentos universais ou sobre uma escassez de NAND já comprovadamente causada pela Vera Rubin.