A Ethos usa entrevistas por voz com IA e análise de trabalhos profissionais para criar perfis detalhados de habilidades, em vez de depender de currículos. A plataforma conecta especialistas a oportunidades como consultoria, pesquisa de mercado, projetos de IA e vagas permanentes.

Create a landscape editorial hero image for this Studio Global article: How does London‑based AI consulting and recruitment startup Ethos—co‑founded by former Google DeepMind scientist Daniel Mankowitz and former. Article summary: Ethos uses AI to replace CV-led matching with evidence-led expert profiles: it interviews candidates with a voice AI agent, analyzes their public and professional work, and uses that richer skill map to connect specialis. Topic tags: general, general web, user generated. Reference image context from search candidates: Reference image 1: visual subject "*The London-based AI expert-matching platform, founded by ex-DeepMind and ex-McKinsey alumni, is being valued at the moment hiring is becoming the part of the labour market AI has" source context "Ethos lands $22.75m Series A to fix what AI broke about hiring" Reference image 2: visual subject "Ethos, the London-
O currículo tradicional pode estar perdendo espaço. A startup Ethos, sediada em Londres, quer substituir o modelo baseado em CVs por um sistema que avalia evidências reais de conhecimento e experiência profissional.
Fundada pelo ex‑cientista do Google DeepMind Daniel Mankowitz e pelo ex‑executivo da SoftBank e McKinsey James Lo, a empresa usa inteligência artificial para entrevistar especialistas, analisar seus trabalhos e conectá‑los a empresas que precisam exatamente desse tipo de conhecimento.
A ideia é simples: em vez de confiar em títulos de cargo ou listas de empregos anteriores, avaliar o que a pessoa realmente sabe fazer.
A maioria das plataformas de recrutamento e redes profissionais funciona com base em palavras‑chave, títulos de cargo e experiência declarada pelos próprios candidatos. Segundo a Ethos, esses sinais muitas vezes não refletem o nível real de especialização de alguém.
Para resolver isso, a empresa criou um sistema que constrói perfis de habilidades baseados em evidências.
O processo começa com um agente de IA que conduz entrevistas por voz, fazendo perguntas estruturadas e acompanhando com novas questões conforme a conversa avança. O objetivo é identificar conhecimentos que normalmente não aparecem em um currículo, como:
Além das entrevistas, a plataforma também analisa dados públicos sobre o trabalho do profissional, incluindo artigos acadêmicos, repositórios no GitHub, blogs e outras produções profissionais.
Com isso, a Ethos cria um retrato muito mais detalhado das competências de cada especialista.
Depois de montar esse perfil aprofundado, o sistema passa a combinar profissionais com empresas que precisam exatamente daquele conhecimento.
As oportunidades incluem:
Entre os clientes estão fundos de hedge, firmas de private equity, laboratórios de IA e grandes empresas, que utilizam especialistas para pesquisa, estratégia ou projetos técnicos.
Uma diferença importante é que empresas podem buscar profissionais usando descrições em linguagem natural, explicando exatamente o tipo de especialista que precisam — em vez de filtrar apenas por cargo ou setor.
A Ethos afirma que sua rede está crescendo rapidamente. Segundo relatos, cerca de 35 mil especialistas passam a integrar a plataforma toda semana, vindos de áreas como finanças, tecnologia, saúde, consultoria e até profissões técnicas.
Esse ritmo é possível porque o processo de avaliação foi automatizado. Em vez de longos processos manuais comuns em redes de especialistas tradicionais, o onboarding acontece por meio das entrevistas automatizadas da IA.
Em maio de 2026, a startup levantou US$ 22,75 milhões em uma rodada Série A, liderada pela Andreessen Horowitz (a16z), com participação de investidores como General Catalyst, XTX Markets e Evantic.
Com isso, o financiamento total da empresa chegou a cerca de US$ 30 milhões.
Segundo a empresa, o capital será usado principalmente para:
O objetivo final é criar uma nova geração de redes de especialistas, capaz de identificar e conectar conhecimento real com muito mais precisão do que ferramentas tradicionais baseadas em currículos.
Com o avanço das ferramentas de IA generativa, produzir currículos ou cartas de apresentação bem elaboradas ficou muito mais fácil — o que torna verificar a competência real dos candidatos mais difícil para empresas.
A aposta da Ethos é que entrevistas conduzidas por IA e análise direta do trabalho produzido por cada profissional podem oferecer um retrato mais confiável da experiência de alguém.
Ainda não está claro até que ponto esse modelo vai escalar para todos os setores. Mas a combinação de entrevistas com IA, análise de produção profissional e matching automatizado de especialistas mostra como os mercados de talento podem evoluir em um mercado de trabalho cada vez mais influenciado por inteligência artificial.
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A Ethos usa entrevistas por voz com IA e análise de trabalhos profissionais para criar perfis detalhados de habilidades, em vez de depender de currículos.
A Ethos usa entrevistas por voz com IA e análise de trabalhos profissionais para criar perfis detalhados de habilidades, em vez de depender de currículos. A plataforma conecta especialistas a oportunidades como consultoria, pesquisa de mercado, projetos de IA e vagas permanentes.
Cerca de 35 mil profissionais entram na rede semanalmente enquanto a startup expande seu marketplace global de especialistas.