Esse tipo de déficit pode refletir o custo crescente de manter operações militares prolongadas enquanto o governo continua financiando gastos sociais e programas de apoio econômico. Analistas já observaram que a economia russa tem sido fortemente impulsionada por gastos militares desde o início da guerra, o que pode distorcer indicadores de crescimento e pressionar as finanças públicas ao longo do tempo.
O setor de energia é um dos pilares da economia russa e uma fonte central de receita do governo. Por isso, os documentos citados destacariam problemas relevantes na indústria de petróleo.
De acordo com Zelensky, a capacidade de refino de petróleo da Rússia caiu pelo menos 10% nos últimos meses, algo que ele atribui a ataques ucranianos de longo alcance contra refinarias e infraestrutura energética.
Os materiais também indicariam que empresas russas estão reduzindo o número de poços de petróleo em operação, o que pode dificultar uma rápida retomada da produção.
Em um exemplo mencionado em reportagens sobre os documentos, uma única empresa petrolífera russa teria fechado cerca de 400 poços, cujo reinício pode ser caro e tecnicamente complexo.
Os relatórios citados por Zelensky também apontariam sinais de tensão no setor financeiro russo.
Segundo a cobertura baseada nos documentos, 11 instituições financeiras estariam se preparando para encerrar atividades, enquanto outras enfrentariam graves problemas de liquidez ou solvência que exigiriam apoio externo para continuar operando.
Instabilidade bancária costuma ser um indicativo de pressões estruturais mais amplas — especialmente quando ocorre em um ambiente de sanções internacionais que restringem o acesso a capital e ao sistema financeiro global.
As avaliações também enfatizam o efeito combinado de sanções ocidentais e ataques ucranianos ao setor energético russo.
A Ucrânia afirma que sua campanha de ataques de longo alcance contra refinarias, depósitos e infraestrutura de exportação tem causado interrupções significativas nas operações petrolíferas da Rússia. Zelensky já estimou que esses ataques custaram pelo menos US$ 7 bilhões em receitas relacionadas ao petróleo somente em 2026, devido a danos em instalações, paralisações e atrasos no transporte.
Como petróleo e gás representam uma parte importante das receitas do Estado russo, interrupções na capacidade de refino e exportação podem afetar diretamente a capacidade do governo de financiar o esforço de guerra.
Apesar das alegações, existem limitações importantes na avaliação dessas informações:
Mesmo assim, o conteúdo descrito se alinha com uma avaliação recorrente entre analistas: a economia de guerra da Rússia continua funcionando, mas enfrenta pressões crescentes devido às sanções internacionais, aos ataques à infraestrutura energética, à escassez de mão de obra e aos custos prolongados da campanha militar.
Se as avaliações internas citadas forem precisas, elas sugerem que autoridades russas podem reconhecer em privado dificuldades econômicas mais profundas do que aquelas refletidas nos dados oficiais divulgados publicamente.