A estratégia óptica da Nvidia tem três frentes que não devem ser confundidas: pesquisas para aproximar e adensar as conexões ópticas, switches CPO que a empresa afirma estarem em produção e metas de capacidade de fornecedores para sustentar sistemas maiores. Um protótipo ou uma expansão de capacidade, por si só, não significa que toda tecnologia óptica já esteja pronta para uso comercial.
Duas linhas de pesquisa para transportar mais dados
Na SEMICON West 2026, em São Francisco, Nikola Nedovic, pesquisador principal da Nvidia, apresentou a palestra “Optical Integration for the Next Generation of AI”. A programação do evento lista a sessão em 13 de outubro.
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Uma das frentes é a óptica sobre interposer (OOI, na sigla em inglês). O protótipo posiciona os motores ópticos no interposer de silício, junto aos chips de computação, em vez de fazer a conexão elétrica passar pelo substrato orgânico do encapsulamento. A proposta é encurtar esse trajeto e, potencialmente, aumentar a densidade de banda e melhorar a eficiência energética.
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A outra frente é a multiplexação por divisão de comprimento de onda densa (DWDM), que transmite dados em vários comprimentos de onda de luz pela mesma fibra. A demonstração reportada combinou oito comprimentos de onda, cada um com até 32 Gb/s, para um total de 256 Gb/s por fibra. A DWDM busca aumentar a quantidade de dados transportada pela fibra; a OOI trata de onde ficam os motores ópticos e do caminho elétrico até eles.
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As demonstrações não comprovam que essas tecnologias estejam prontas para o mercado. Segundo as informações disponíveis, a Nvidia não anunciou um cronograma de comercialização para OOI ou DWDM, que continuam em estágio de pesquisa.
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O que já está em produção: Spectrum-X Ethernet Photonics
O Spectrum-X Ethernet Photonics é outra iniciativa: uma plataforma comercial de switches CPO. Na óptica coempacotada, os componentes ópticos ficam no mesmo encapsulamento do ASIC do switch. A Nvidia afirma que essa abordagem pode reduzir o consumo de energia e aumentar a confiabilidade.
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Em maio de 2026, a Nvidia anunciou que o produto estava “em produção” e citou CoreWeave, Lambda, Meta, Microsoft e Oracle Cloud Infrastructure entre os primeiros adotantes.
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45 Mas produção não é sinônimo de ampla implantação: reportagens posteriores descreveram remessas limitadas e disseram que não estava claro se os destinatários avaliavam os switches ou já os usavam comercialmente.
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Meta da SPIL: capacidade não é previsão de remessas
A Nvidia afirma que a SPIL pretende elevar em 15 vezes a capacidade de produção de motores ópticos para CPO até meados de 2027. A meta prevê ainda dobrar novamente a capacidade ampliada até o fim de 2028.
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Se as duas etapas forem cumpridas em sequência, a capacidade seria aproximadamente 30 vezes maior que a inicial. Mas o anúncio citado não informa o volume de partida; portanto, o multiplicador não revela quantos motores ópticos serão produzidos em termos absolutos nem permite prever quantos switches serão enviados.
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O plano de capacidade diz respeito aos motores ópticos usados em CPO. Ele não estabelece quando os protótipos de OOI ou DWDM poderão virar produtos.
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O roteiro para clusters maiores
O blog técnico da Nvidia descreve Kyber como um futuro projeto de rack com 144 GPUs e afirma que a arquitetura poderá escalar para um sistema Kyber NVL1152, conectando oito racks por interconexões ópticas diretas.
32 A configuração declarada de 1.152 GPUs não prova que os protótipos de pesquisa apresentados na SEMICON West serão usados nesse sistema.
Em conjunto, os planos apontam para um papel maior das conexões ópticas à medida que a Nvidia amplia seus sistemas de IA: os switches CPO são a etapa de produção; a expansão de fornecedores é uma meta de capacidade; e OOI e DWDM ainda são pesquisas. Separar esses marcos é essencial para avaliar quando o roteiro poderá, de fato, apoiar clusters maiores.