O momento dos ataques foi um duro golpe para o processo diplomático. O site Al-Monitor noticiou que as ofensivas colocaram em risco um cessar-fogo frágil e lançaram novas dúvidas sobre um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio. Os preços do petróleo oscilaram após a ação militar, refletindo a ansiedade do mercado de que um pacto para reabrir a hidrovia estratégica pudesse fracassar .
O pano de fundo para os ataques era um acordo que o próprio Presidente Donald Trump havia dito estar "praticamente negociado" ainda no sábado, 23 de maio . O fato de as hostilidades terem recomeçado enquanto os negociadores aterrissavam em Doha corroeu perigosamente a confiança, um ingrediente essencial para finalizar o tratado.
Apesar da eclosão militar, os esforços diplomáticos não pararam. O Secretário de Estado Marco Rubio reconheceu que as conversas em Doha continuavam: "Houve algumas conversas acontecendo em Doha hoje, então vamos ver se conseguimos colocar o acordo de volta nos trilhos" .
O acordo proposto, noticiado pela Axios e outros veículos citando um rascunho de Memorando de Entendimento (MOU, na sigla em inglês) de autoridades americanas, delineia um plano em fases de 60 dias para reduzir a guerra de três meses . Os componentes principais se desenrolariam na seguinte sequência:
O que o Irã faria:
O que os EUA fariam em troca:
Embora o plano pareça simples no papel, vários pontos críticos permanecem sem solução e são objeto de intensa negociação:
O memorando de entendimento, que estava quase finalizado, agora paira em um equilíbrio precário. A confiança necessária para preencher as lacunas restantes sobre o urânio, sequenciamento e verificação foi perigosamente corroída pelos ataques de segunda-feira. Embora os canais diplomáticos permaneçam abertos e autoridades chave insistam que um acordo ainda é possível, o choque militar tornou uma negociação complexa e frágil ainda mais volátil .