Os preços do petróleo caíram no início do pregão asiático de 2 de novembro, enquanto autoridades do Irã e do Catar mantinham conversas pelo terceiro dia consecutivo para tentar chegar a um acordo que encerre a guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O Brent recuou US$ 1,59, ou 1,4%, para US$ 111,84 por barril. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, caiu US$ 1,56, ou 1,5%, para US$ 102,56.
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A queda indicou que o mercado passou a precificar um risco menor de escalada imediata — não que o conflito ou os problemas de abastecimento estivessem resolvidos. Cotações divulgadas mais tarde naquele dia mostraram novas baixas; por isso, os valores do início do pregão não devem ser confundidos com registros de outros momentos da sessão.
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Por que as negociações pressionaram os preços
O petróleo é influenciado tanto pela oferta disponível quanto pelo risco de que conflitos afetem a produção ou o transporte. A perspectiva de avanço diplomático deu algum alívio aos investidores, que passaram a considerar menos provável uma nova interrupção no curto prazo.
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Relatos de que o presidente dos EUA, Donald Trump, pretendia dar mais tempo à diplomacia antes de decidir sobre novos ataques também contribuíram para reduzir parte da preocupação do mercado.
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A reação veio depois de uma semana de alta: o Brent encerrou outubro no maior nível em seis meses, em meio ao receio de que o conflito se agravasse. Nesse contexto, a redução dos temores imediatos abriu espaço para uma correção nos preços.
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A queda não elimina os riscos de oferta
As conversas buscavam viabilizar um acordo, mas as informações divulgadas no início do pregão não indicavam que ele já tivesse sido alcançado. A tensão no Estreito de Ormuz continuava a pesar sobre as perspectivas para o transporte marítimo e o fornecimento de energia.
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Separadamente, a Opep+ manteve inalteradas as metas de produção para dezembro, segundo relatos sobre a decisão do grupo. Essa medida de política de produção não significa que cargas afetadas por problemas de transporte já tenham voltado a circular.
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O que observar daqui para a frente
A baixa do início da sessão pode ser entendida como uma reavaliação do risco imediato: os investidores reagiram à possibilidade de progresso diplomático, mas a incerteza sobre o conflito e o fluxo físico de petróleo permaneceu. Para uma queda mais duradoura, será necessário haver sinais mais claros de redução das ameaças de escalada e das interrupções no abastecimento.
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