O resultado chama atenção porque o mercado mais amplo avançou bem menos. Considerando todos os tipos de painel para smartphones, incluindo LCD e OLED, os embarques somaram aproximadamente 1,12 bilhão de unidades, alta de apenas 2,9% em relação ao ano anterior. A Sigmaintell avalia que a demanda final por aparelhos continuou pressionada, enquanto os embarques de painéis foram sustentados por fatores como a antecipação de estoques nos canais, as vendas de toda a linha da Apple e a demanda do mercado de reposição e reparos.
A demanda da Apple teve papel especialmente importante para a Samsung Display. Dados da Sigmaintell para o primeiro trimestre mostraram que os embarques de painéis de smartphones da Samsung Display destinados à Apple cresceram cerca de 14 milhões de unidades em relação ao mesmo período de 2025.
Esse dado ajuda a colocar o resultado do primeiro semestre em perspectiva: o crescimento da Samsung ficou concentrado no OLED flexível premium, sobretudo em pedidos ligados ao iPhone. Não se trata, portanto, de uma retomada uniforme em todas as categorias de telas. Na avaliação da Sigmaintell para o primeiro trimestre, por exemplo, os embarques de OLED rígido caíram enquanto os de OLED flexível avançaram.
A BOE continuou na liderança quando o critério considerado é o mercado total de painéis para smartphones. A fabricante chinesa enviou aproximadamente 280 milhões de painéis no primeiro semestre de 2026, conquistando participação de 25,2%, com crescimento anual de 7,1%.
As duas cifras, porém, não estão na mesma base:
Assim, no segmento mais específico de OLED flexível, a Samsung Display enviou substancialmente mais unidades que a BOE no primeiro semestre. Já no mercado total, que inclui o grande volume de LCD, a BOE permaneceu à frente.
A Sigmaintell espera que a demanda por OLED flexível melhore no segundo semestre, com a entrada prevista de novos aparelhos da Apple e da Samsung. Os modelos iPhone 18 Pro e o primeiro iPhone dobrável são apontados como potenciais fontes de novos pedidos, embora esses planos ainda se baseiem em relatos e expectativas do setor, e não em resultados confirmados de embarques.
Uma previsão separada da Counterpoint Research estima que os embarques globais de painéis para smartphones dobráveis chegarão a aproximadamente 27,5 milhões de unidades em 2026, alta de cerca de 24% sobre 2025. A receita do segmento pode crescer aproximadamente 48%, para cerca de US$ 4,4 bilhões, e o segundo semestre deve concentrar cerca de 64% dos embarques do ano.
Para a Samsung Display, o possível avanço dos dobráveis é relevante não apenas pelo volume, mas também pelo valor agregado. Esses aparelhos exigem painéis premium e tecnicamente mais complexos. Relatos indicam que a empresa recebeu aprovação para iniciar a produção de módulos para o primeiro iPhone dobrável da Apple, com um pedido inicial de cerca de 3 milhões de painéis para entrega em 2026.
A Samsung Display retomou o planejamento de construção da fábrica OLED A7, no complexo Asan 2, depois de o projeto ter sido interrompido em 2021. Em uma reunião de revisão de investimentos realizada em 7 de agosto de 2026, a companhia aprovou as obras estruturais. A previsão é começar a emitir pedidos ainda em agosto, iniciar a construção em escala em 2027 e concluir a unidade no início de 2028.
Relatos do setor estimam que o investimento na A7 será de vários trilhões de wons sul-coreanos, mas o valor final ainda não foi divulgado. A instalação deverá produzir OLEDs para smartphones dobráveis e microdisplays voltados a aplicações de realidade estendida, ou XR.
A A7 foi planejada para ampliar — e não substituir — a estrutura já existente da Samsung Display em Asan. A unidade se somará à operação A3, dedicada a OLEDs de pequeno e médio porte, e à linha de OLED para produtos de tecnologia da informação de 8,6ª geração, que entrou em produção em massa em 2026. Juntas, essas instalações devem dar à empresa capacidade para atender smartphones, dobráveis, notebooks, tablets e aplicações maiores de OLED.
A Samsung Display informou que pretende investir 67 trilhões de wons em negócios relacionados a telas até 2040. O plano prioriza OLEDs de próxima geração e a produção de microdisplays de alta resolução nas regiões de Asan e Cheonan, na Coreia do Sul.
A retomada da A7 deve ser vista, portanto, como uma decisão de capacidade de longo prazo, e não apenas como uma resposta a um único ciclo de produtos. No curto prazo, a demanda é sustentada pelo negócio de iPhones da Apple e pelo crescimento da categoria de dobráveis. No horizonte mais amplo, o investimento pretende preparar a Samsung Display para uma possível expansão de OLED flexível premium, XR e OLED para dispositivos de tecnologia da informação.
O principal ponto de atenção é o prazo. Como a A7 só deve ficar pronta no início de 2028, ela não resolverá eventuais limitações de capacidade no curto prazo. Seu valor estratégico está em oferecer mais flexibilidade produtiva caso a entrada da Apple nos dobráveis e a própria linha Galaxy Z da Samsung transformem as expectativas atuais em uma demanda sustentada por painéis.
O resultado chama atenção porque o mercado mais amplo avançou bem menos. Considerando todos os tipos de painel para smartphones, incluindo LCD e OLED, os embarques somaram aproximadamente 1,12 bilhão de unidades, alta de apenas 2,9% em relação ao ano anterior. A Sigmaintell avalia que a demanda final por aparelhos continuou pressionada, enquanto os embarques de painéis foram sustentados por fatores como a antecipação de estoques nos canais, as vendas de toda a linha da Apple e a demanda do mercado de reposição e reparos.
A demanda da Apple teve papel especialmente importante para a Samsung Display. Dados da Sigmaintell para o primeiro trimestre mostraram que os embarques de painéis de smartphones da Samsung Display destinados à Apple cresceram cerca de 14 milhões de unidades em relação ao mesmo período de 2025.
Esse dado ajuda a colocar o resultado do primeiro semestre em perspectiva: o crescimento da Samsung ficou concentrado no OLED flexível premium, sobretudo em pedidos ligados ao iPhone. Não se trata, portanto, de uma retomada uniforme em todas as categorias de telas. Na avaliação da Sigmaintell para o primeiro trimestre, por exemplo, os embarques de OLED rígido caíram enquanto os de OLED flexível avançaram.
A BOE continuou na liderança quando o critério considerado é o mercado total de painéis para smartphones. A fabricante chinesa enviou aproximadamente 280 milhões de painéis no primeiro semestre de 2026, conquistando participação de 25,2%, com crescimento anual de 7,1%.
As duas cifras, porém, não estão na mesma base:
Assim, no segmento mais específico de OLED flexível, a Samsung Display enviou substancialmente mais unidades que a BOE no primeiro semestre. Já no mercado total, que inclui o grande volume de LCD, a BOE permaneceu à frente.
A Sigmaintell espera que a demanda por OLED flexível melhore no segundo semestre, com a entrada prevista de novos aparelhos da Apple e da Samsung. Os modelos iPhone 18 Pro e o primeiro iPhone dobrável são apontados como potenciais fontes de novos pedidos, embora esses planos ainda se baseiem em relatos e expectativas do setor, e não em resultados confirmados de embarques.
Uma previsão separada da Counterpoint Research estima que os embarques globais de painéis para smartphones dobráveis chegarão a aproximadamente 27,5 milhões de unidades em 2026, alta de cerca de 24% sobre 2025. A receita do segmento pode crescer aproximadamente 48%, para cerca de US$ 4,4 bilhões, e o segundo semestre deve concentrar cerca de 64% dos embarques do ano.
Para a Samsung Display, o possível avanço dos dobráveis é relevante não apenas pelo volume, mas também pelo valor agregado. Esses aparelhos exigem painéis premium e tecnicamente mais complexos. Relatos indicam que a empresa recebeu aprovação para iniciar a produção de módulos para o primeiro iPhone dobrável da Apple, com um pedido inicial de cerca de 3 milhões de painéis para entrega em 2026.
A Samsung Display retomou o planejamento de construção da fábrica OLED A7, no complexo Asan 2, depois de o projeto ter sido interrompido em 2021. Em uma reunião de revisão de investimentos realizada em 7 de agosto de 2026, a companhia aprovou as obras estruturais. A previsão é começar a emitir pedidos ainda em agosto, iniciar a construção em escala em 2027 e concluir a unidade no início de 2028.
Relatos do setor estimam que o investimento na A7 será de vários trilhões de wons sul-coreanos, mas o valor final ainda não foi divulgado. A instalação deverá produzir OLEDs para smartphones dobráveis e microdisplays voltados a aplicações de realidade estendida, ou XR.
A A7 foi planejada para ampliar — e não substituir — a estrutura já existente da Samsung Display em Asan. A unidade se somará à operação A3, dedicada a OLEDs de pequeno e médio porte, e à linha de OLED para produtos de tecnologia da informação de 8,6ª geração, que entrou em produção em massa em 2026. Juntas, essas instalações devem dar à empresa capacidade para atender smartphones, dobráveis, notebooks, tablets e aplicações maiores de OLED.
A Samsung Display informou que pretende investir 67 trilhões de wons em negócios relacionados a telas até 2040. O plano prioriza OLEDs de próxima geração e a produção de microdisplays de alta resolução nas regiões de Asan e Cheonan, na Coreia do Sul.
A retomada da A7 deve ser vista, portanto, como uma decisão de capacidade de longo prazo, e não apenas como uma resposta a um único ciclo de produtos. No curto prazo, a demanda é sustentada pelo negócio de iPhones da Apple e pelo crescimento da categoria de dobráveis. No horizonte mais amplo, o investimento pretende preparar a Samsung Display para uma possível expansão de OLED flexível premium, XR e OLED para dispositivos de tecnologia da informação.
O principal ponto de atenção é o prazo. Como a A7 só deve ficar pronta no início de 2028, ela não resolverá eventuais limitações de capacidade no curto prazo. Seu valor estratégico está em oferecer mais flexibilidade produtiva caso a entrada da Apple nos dobráveis e a própria linha Galaxy Z da Samsung transformem as expectativas atuais em uma demanda sustentada por painéis.