A Pump.fun ativou sua expansão multichain em 26 de maio, permitindo negociar memecoins em Ethereum, Base e BNB Chain usando SOL como moeda de liquidação — sem pontes e sem exigir tokens de gás nativos — mas a mudança... A expansão, combinada com novos pares de negociação em USDC e uma queima de US$ 370 milhões em to...

Create a landscape editorial hero image for this Studio Global article: How did Pump.fun's May 26 expansion from Solana to Ethereum, Base, BNB Chain, and other EVM-compatible networks work, what community concern. Article summary: On **May 26, 2026**, Pump.fun — the memecoin launchpad that was built as a Solana-native app — announced it was going multichain, adding support for Ethereum, Base, BNB Chain, and other EVM-compatible networks. Here is a. Topic tags: general, general web, user generated. Reference image context from search candidates: Reference image 1: visual subject "A smartphone displaying a crypto trading platform called pump.fun with options to trade Ethereum, Base, and BNB Chain, set against a backdrop of stock market charts and data." Reference image 2: visual subject "rewards" source context "Pump.fun Launches Multi-Chain Frictionless Trading, Supporting Ethereum, Base,
De plataforma de lançamento de memecoins nativa da Solana para uma interface de negociação independente de blockchain, a metamorfose da Pump.fun acaba de se tornar oficial. O aplicativo, que vinha sendo a maior fonte de receita da rede Solana — com US$ 124,7 milhões gerados apenas no primeiro trimestre de 2026 —, acionou sua operação multichain em 26 de maio de 2026. Agora, usuários podem negociar ativos no Ethereum, na Base, na BNB Chain e em outras redes compatíveis com EVM (Ethereum Virtual Machine) diretamente pelo app.
Mas o lançamento técnico é só metade da história. A outra metade é uma crise de identidade em formação, envolvendo a Solana, sua comunidade e toda a economia de tokens que sustentava a operação até aqui.
O novo sistema da Pump.fun se apoia na ideia de uma "negociação multichain sem atrito". A promessa central é que o usuário nunca precise sair do app nem se preocupar com o ativo nativo de cada blockchain .
Os sinais da infraestrutura já vinham sendo detectados havia meses. Em março de 2026, analistas de blockchain identificaram o registro de 208 subdomínios abrangendo Ethereum, Base, BNB Smart Chain e Monad. Na mesma época, a Pump.fun removeu a palavra "Solana" da bio do seu perfil no X, sinalizando uma guinada de marca bem antes do anúncio oficial .
Ver uma plataforma que havia transformado a Solana no que muitos chamavam de "fábrica de tokens" partir para o multichain levantou questões imediatas sobre o que a rede pode perder.
A Pump.fun nunca foi apenas mais um aplicativo na Solana — era o maior motor de receita da rede, responsável por quase um terço da receita total de aplicações no Q1 2026 . A crítica é direta: se a Pump.fun trata a Solana como só mais uma entre muitas blockchains, a tese de que a Solana é a casa natural das memecoins fica muito mais difícil de sustentar
.
Historicamente, o mecanismo de graduação por bonding curve da plataforma trancava pelo menos 5,07 milhões de SOL (cerca de US$ 430 milhões) em pools de liquidez, criando um sorvedouro estrutural da oferta circulante . Com a expansão para EVMs e a introdução de pares em USDC em 21 de maio, a demanda direta por SOL oriunda dos lançamentos de tokens pode cair de forma significativa. A receita dos tokens pareados em USDC é liquidada em stablecoins, e não em SOL, reduzindo a pressão de conversão automática que antes sustentava o ativo
.
As mudanças de marca detectadas em março — remover "Solana" da bio do X e registrar subdomínios em redes concorrentes — foram interpretadas por boa parte da comunidade como os primeiros passos de uma saída definitiva da Solana como casa operacional. Embora a Pump.fun ainda use SOL para liquidação e a PumpSwap mantenha pares em SOL, o que se vê hoje é uma trajetória, não apenas um lançamento pontual .
A ida para o multichain dá à Pump.fun acesso a pools maiores de liquidez e de usuários no Ethereum e na Base, mas também a coloca em concorrência direta com plataformas nativas dessas redes. Existe um risco real de fragmentação da base de usuários e de que funcionalidades específicas da Solana percam prioridade conforme o esforço de desenvolvimento se distribui por várias frentes .
A estreia multichain não aconteceu de forma isolada. Ela coroou um mês de mudanças estruturais que, juntas, redesenham a tokenomics e o perfil de receita da plataforma.
A Pump.fun passou a oferecer aos criadores de tokens a opção de lançar com liquidez em USDC, em vez de ficarem presos exclusivamente a pares em SOL. Os pares em SOL existentes não foram alterados, e todos os tokens graduados continuam migrando para a PumpSwap pareados com SOL, onde são permanentemente queimados .
A introdução dos pares em USDC provocou forte volatilidade de curto prazo no token PUMP, à medida que os traders recalibravam expectativas sobre os fluxos de receita e a demanda por SOL . Lançar um token pareado em USDC também ficou mais caro: concluir a bonding curve de um token em USDC custa cerca de US$ 12.161, contra aproximadamente US$ 7.276 de um token em SOL
.
No início de maio, a Pump.fun queimou aproximadamente US$ 370 milhões em tokens PUMP e se comprometeu a direcionar 50% de toda a receita futura — tanto dos pares em USDC quanto dos pares em SOL — para recompras e queimas programáticas de PUMP . Esse mecanismo deflacionário foi desenhado para alinhar o crescimento da plataforma ao valor do token e se tornou um dos principais motores narrativos para a ação de preço do PUMP.
Pelos números, a Pump.fun é uma máquina de receita. No mês anterior a 26 de maio, distribuiu US$ 22,9 milhões a detentores, ocupando o terceiro lugar entre todos os protocolos DeFi do mundo . Sua receita de US$ 124,7 milhões no Q1 a colocou à frente de qualquer outro aplicativo na Solana
.
No entanto, o preço do PUMP não refletiu essa força. Apesar das recompras agressivas que retiraram mais de 13,8% da oferta circulante até o final de maio, o token era negociado bem abaixo de suas máximas. Analistas também alertavam que a atividade de memecoins — o motor por trás da receita da Pump.fun — já representava menos de 30% do volume das exchanges descentralizadas da Solana . A receita atrelada aos ciclos eufóricos das memecoins impressiona em termos absolutos, mas a questão da sustentabilidade segue no ar.
A Pump.fun não é mais um aplicativo da Solana. É uma interface de negociação multichain com seu próprio AMM, sua própria lógica de liquidação e uma economia de token cada vez mais autônoma. As preocupações da comunidade Solana não são sobre se a Pump.fun vai sobreviver — suas receitas sugerem que sim —, mas sobre se a Solana será deixada para trás enquanto a plataforma corre atrás de liquidez onde quer que ela esteja.
A expansão de 26 de maio transforma essa pergunta em oficial. A resposta vai depender da capacidade da Solana de reter a atividade de memecoins que definiu seu crescimento recente, ou se o futuro "agnóstico" da Pump.fun deixará seu berço como apenas mais um ladrilho em um mosaico muito maior.
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