Segundo o Google, ele supera o Gemini 3.1 Pro na maioria dos benchmarks e roda cerca de quatro vezes mais rápido, o que o torna adequado para aplicações em tempo real e automação de tarefas complexas.
Para investidores, essa eficiência é importante porque define se a IA pode operar de forma economicamente viável em bilhões de consultas e aplicações corporativas.
Outro lançamento foi o Gemini Omni, um modelo multimodal capaz de gerar diferentes tipos de saída a partir de praticamente qualquer tipo de entrada — começando por geração e edição de vídeo.
O modelo será integrado a vários produtos do Google, incluindo o aplicativo Gemini, o Google Flow e o YouTube Shorts, com acesso por API para desenvolvedores e empresas planejado para as semanas seguintes ao lançamento.
Essa integração mostra que o Google pretende incorporar IA diretamente nas plataformas que já concentram bilhões de usuários.
Além dos modelos de IA, o Google enfatizou a ideia de agentes inteligentes capazes de agir, não apenas responder perguntas.
Esses agentes podem ajudar usuários a comprar produtos, reservar serviços ou concluir tarefas online automaticamente.
Um elemento central dessa estratégia é o Universal Commerce Protocol (UCP), um padrão que permite a interação entre agentes de IA e lojistas para facilitar transações dentro do ecossistema do Google.
A infraestrutura deve permitir experiências de compra assistida por IA em serviços como Busca, Gemini, YouTube e Gmail.
Do ponto de vista do Morgan Stanley, o valor estratégico dessas novidades está em proteger e ampliar a principal vantagem competitiva do Google: sua distribuição global.
Com bilhões de usuários acessando diariamente seus produtos, a empresa pode inserir IA diretamente nesses pontos de contato e:
Ou seja, a estratégia não é apenas competir na corrida tecnológica da IA — é transformar essa tecnologia em receita recorrente dentro de produtos já consolidados.
Mesmo antes do Google I/O começar, o clima entre analistas já era amplamente positivo.
Cerca de 63 analistas acompanhados pela S&P Global tinham recomendação “Strong Buy” para a ação, com preço‑alvo médio de aproximadamente US$ 427,89.
No mercado, a valorização já refletia esse entusiasmo: as ações da Alphabet haviam subido cerca de 140% em um ano, chegando a um pico intradiário próximo de US$ 406,29 pouco antes da conferência.
Esses números indicam que o mercado já espera forte crescimento impulsionado por IA.
Mesmo com o otimismo, analistas destacam algumas incertezas importantes:
Por isso, o mercado tende a avaliar menos o número de anúncios e mais a capacidade do Google de transformar IA em lucro sustentável.
A reação do Morgan Stanley ao Google I/O 2026 pode ser resumida como confirmação de uma visão otimista que já existia.
O banco mantém recomendação Overweight e preço‑alvo de US$ 375 para a Alphabet, defendendo que a empresa está bem posicionada para monetizar a inteligência artificial em áreas como busca, publicidade, comércio digital e cloud computing.
Mas com as ações próximas de máximas históricas e expectativas elevadas em Wall Street, a próxima fase da história dependerá menos de novos anúncios — e mais de provas concretas de que a estratégia de IA “agêntica” do Google pode gerar crescimento consistente de receita e lucros.