A imec apresentou o primeiro dispositivo de qubit de ponto quântico fabricado com litografia EUV High‑NA da ASML, mostrando que ferramentas usadas para chips sub‑2 nm também podem servir à computação quântica. O resultado aproxima a fabricação de hardware quântico do mesmo ecossistema industrial usado em semiconduto...

Create a landscape editorial hero image for this Studio Global article: How did imec fabricate the first quantum dot qubit device using ASML’s High-NA EUV lithography, why is this a significant milestone for scal. Article summary: The provided sources do not verify the claim that imec used ASML’s High-NA EUV lithography to fabricate a quantum-dot qubit device in a silicon semiconductor manufacturing flow. What they do support is that imec hosts Na. Topic tags: general, general web, government. Reference image context from search candidates: Reference image 1: visual subject "See how imec brings the power of chip technology to the world of healthcare. Be the first to reap the benefits of imec’s research by joining one of our programs or starting an excl" source context "World first: imec presents quantum dot qubit device using High NA ..." Reference image 2: visual subject "Six individual
A computação quântica enfrenta um problema prático que vai além da física: como fabricar milhares ou milhões de qubits com a mesma precisão e repetibilidade que a indústria de semicondutores alcançou para chips convencionais.
Uma demonstração recente da imec, centro de pesquisa em nanoeletrônica sediado em Leuven, na Bélgica, sugere que parte dessa solução pode vir das ferramentas mais avançadas já usadas para fabricar chips.
Em maio de 2026, o instituto anunciou o primeiro dispositivo de qubit de ponto quântico fabricado usando litografia EUV High‑NA da ASML — a tecnologia de litografia mais avançada disponível hoje para a indústria de semicondutores.
Ainda não se trata de um computador quântico comercial. Mas o experimento mostra algo potencialmente decisivo: dispositivos quânticos podem ser produzidos com a mesma infraestrutura de fabricação usada para chips modernos.
A equipe da imec conseguiu fabricar um dispositivo funcional de qubits de ponto quântico usando padrões definidos por sistemas EUV High‑NA.
Esses qubits são criados em silício por meio de estruturas de porta (gates) extremamente pequenas que confinam elétrons em pontos quânticos. O comportamento quântico do elétron — por exemplo seu spin — pode então ser usado como unidade de informação quântica.
A litografia High‑NA (alta abertura numérica) é uma evolução da litografia ultravioleta extrema (EUV). Ela oferece resolução significativamente maior e melhor precisão de alinhamento, permitindo gravar padrões ainda menores em wafers de silício — algo essencial para futuras gerações de chips abaixo de 2 nanômetros.
Com essa tecnologia, a imec conseguiu criar redes de qubits com espaçamentos extremamente pequenos, demonstrando que a plataforma de litografia desenvolvida para chips de próxima geração também pode definir as nanoestruturas necessárias para arquiteturas quânticas em silício.
O anúncio não detalhou toda a receita de fabricação — como pilhas de resist, processos de gravação (etch) ou métricas de rendimento — mas confirmou a viabilidade do conceito.
Muitos projetos de computação quântica esbarram no mesmo obstáculo: escala. Mesmo quando um qubit funciona bem em laboratório, produzir milhares deles com propriedades idênticas é extremamente difícil.
Qubits de ponto quântico têm uma vantagem importante: eles são construídos diretamente em silício usando estruturas semelhantes às usadas em processos avançados de semicondutores.
Se puderem ser fabricados com a mesma precisão da indústria de chips, a escalabilidade pode melhorar drasticamente.
A litografia High‑NA ajuda porque oferece:
• Características muito menores e mais precisas nos wafers de silício.
• Melhor fidelidade de padrão e alinhamento, fundamentais quando a geometria nanométrica afeta diretamente o comportamento quântico.
• Compatibilidade com processos industriais de semicondutores, o que abre caminho para produzir grandes matrizes de qubits.
Na prática, a demonstração sugere que a mesma plataforma de fabricação projetada para o futuro da computação clássica pode também apoiar arquiteturas quânticas escaláveis.
Historicamente, muitos dispositivos quânticos foram fabricados em laboratórios acadêmicos com processos altamente especializados.
A demonstração da imec aponta para uma direção diferente: hardware quântico produzido com tecnologia padrão da indústria de semicondutores.
Isso é importante porque o setor já domina áreas essenciais para escalar dispositivos complexos, como:
• litografia em escala nanométrica
• integração de centenas de etapas de processo
• produção de wafers em grande volume
• metrologia e controle de rendimento
Se qubits de silício conseguirem aproveitar esse ecossistema industrial, o crescimento da computação quântica pode começar a seguir uma trajetória mais parecida com a evolução histórica dos microchips.
A demonstração também está ligada à infraestrutura de pesquisa da imec.
O instituto opera a NanoIC, a maior linha piloto do Chips Act europeu, localizada em seu campus em Leuven.
Esse projeto representa cerca de €2,5 bilhões em investimentos destinados ao desenvolvimento de tecnologias de semicondutores além do nó de 2 nanômetros. Aproximadamente €700 milhões vêm da União Europeia, com financiamento adicional de governos nacionais e parceiros industriais.
A NanoIC funciona como um ambiente onde empresas e centros de pesquisa podem testar novos processos e arquiteturas de chips antes de investir bilhões em produção em larga escala.
Como parte dessa iniciativa, a imec instalou em seu cleanroom de 300 mm um sistema EUV High‑NA da ASML — uma das máquinas de litografia mais avançadas do mundo.
Esse tipo de infraestrutura permite explorar como dispositivos emergentes, incluindo tecnologias quânticas, podem ser fabricados usando fluxos industriais de semicondutores.
A demonstração também ilustra a crescente importância global da litografia EUV High‑NA.
Esses sistemas representam o próximo salto na tecnologia EUV e devem viabilizar novas gerações de chips lógicos e de memória ao longo da segunda metade desta década.
Para acelerar o desenvolvimento, a ASML mantém colaborações profundas com a imec, incluindo laboratórios conjuntos dedicados a tecnologias de litografia de próxima geração.
Ao mesmo tempo, a empresa está expandindo seu papel em novos projetos industriais. Um exemplo recente é a parceria com a Tata Electronics para equipar a primeira fábrica comercial de semicondutores da Índia, em Dholera, no estado de Gujarat.
O acordo inclui fornecimento de ferramentas de litografia, desenvolvimento de talentos e suporte ao ecossistema local de fabricação de chips.
A demonstração da imec não significa que computadores quânticos escaláveis estejam prestes a chegar.
Ela não prova a existência de matrizes massivas de qubits, altos rendimentos de fabricação ou processadores quânticos tolerantes a falhas.
Mas mostra algo que pode ser igualmente crucial: as ferramentas industriais usadas para fabricar chips avançados também podem produzir dispositivos quânticos.
Essa ligação entre hardware quântico e fabricação industrial pode acabar determinando quais tecnologias quânticas conseguem sair do laboratório e alcançar escala global.
Se qubits de ponto quântico em silício continuarem a aproveitar a mesma infraestrutura de litografia, controle de processo e produção que sustenta a indústria de semicondutores, o caminho para grandes sistemas quânticos poderá começar a se parecer — em parte — com o roadmap que construiu a microeletrônica moderna.
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A imec apresentou o primeiro dispositivo de qubit de ponto quântico fabricado com litografia EUV High‑NA da ASML, mostrando que ferramentas usadas para chips sub‑2 nm também podem servir à computação quântica.
A imec apresentou o primeiro dispositivo de qubit de ponto quântico fabricado com litografia EUV High‑NA da ASML, mostrando que ferramentas usadas para chips sub‑2 nm também podem servir à computação quântica. O resultado aproxima a fabricação de hardware quântico do mesmo ecossistema industrial usado em semicondutores clássicos, um passo importante para escalar grandes matrizes de qubits.
A pesquisa faz parte do ambiente tecnológico da linha piloto NanoIC de €2,5 bilhões em Leuven, na Bélgica, ligada ao Chips Act europeu e ao desenvolvimento global de fábricas de chips.