A Chanel voltou a crescer em 2025, com receita de cerca de US$ 19,3 bilhões — alta de aproximadamente 1,8% após a queda registrada em 2024. Novas versões de clássicos da marca criadas por Matthieu Blazy atraíram compradores de primeira viagem e impulsionaram a demanda.
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A Chanel voltou a crescer em 2025, com receita de cerca de US$ 19,3 bilhões — alta de aproximadamente 1,8% após a queda registrada em 2024.
Novas versões de clássicos da marca criadas por Matthieu Blazy atraíram compradores de primeira viagem e impulsionaram a demanda.
Mesmo com a recuperação, o ritmo de crescimento ficou abaixo do observado em rivais como Hermès, que manteve expansão mais forte no mesmo período.
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Depois de um 2024 desafiador, a Chanel voltou a crescer em 2025 graças a uma combinação de renovação criativa e entrada de novos clientes no universo da marca. A casa francesa de luxo registrou receita de cerca de US$ 19,3 bilhões em 2025, aproximadamente 1,8% acima do ano anterior, revertendo a queda observada em 2024. A recuperação foi impulsionada principalmente pela demanda por versões atualizadas de produtos icônicos e por vendas mais fortes nos Estados Unidos.
O contexto: desaceleração após anos de expansão
O retorno ao crescimento veio depois de um período mais difícil para o setor. Em , enquanto o lucro operacional recuou de forma significativa. Esse desempenho refletiu a desaceleração do mercado de luxo após o boom pós‑pandemia e uma série de aumentos de preços em várias marcas do setor.
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A Chanel voltou a crescer em 2025, com receita de cerca de US$ 19,3 bilhões — alta de aproximadamente 1,8% após a queda registrada em 2024.
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A Chanel voltou a crescer em 2025, com receita de cerca de US$ 19,3 bilhões — alta de aproximadamente 1,8% após a queda registrada em 2024. Novas versões de clássicos da marca criadas por Matthieu Blazy atraíram compradores de primeira viagem e impulsionaram a demanda.
O que devo fazer a seguir na prática?
Mesmo com a recuperação, o ritmo de crescimento ficou abaixo do observado em rivais como Hermès, que manteve expansão mais forte no mesmo período.
2024, a receita da Chanel caiu 4,3%, para cerca de US$ 18,7 bilhões
Esse movimento não afetou apenas a Chanel. Diversas grifes globais enfrentaram demanda mais fraca — especialmente na Ásia — o que reforçou a necessidade de renovar produtos e atrair novos consumidores.
A virada criativa com Matthieu Blazy
Um dos principais fatores da recuperação foi o impacto do diretor criativo Matthieu Blazy. Em vez de mudar radicalmente a identidade da Chanel, ele apostou em reinterpretar peças clássicas da marca, como:
bolsas icônicas
sapatos
os tradicionais casacos de tweed
Essas versões atualizadas geraram novo entusiasmo entre consumidores e, em alguns casos, a demanda chegou a superar a oferta.
No mercado de luxo, essa estratégia é particularmente importante. Produtos icônicos representam grande parte das vendas ao longo do tempo, então atualizá‑los sem perder a herança da marca pode estimular crescimento sem enfraquecer o valor da grife.
Novos clientes impulsionam a demanda
Outro elemento importante em 2025 foi a entrada de clientes que nunca haviam comprado Chanel antes. Relatórios indicam que a nova oferta de produtos conseguiu atrair consumidores além do público tradicional da marca.
A empresa não divulgou quantos desses compradores contribuíram para o crescimento total, mas o movimento sugere uma ampliação da base de clientes — algo relevante num momento em que muitas marcas de luxo dependiam sobretudo de consumidores de altíssimo gasto.
Desempenho financeiro em 2025
Os principais indicadores divulgados para o ano mostram uma recuperação moderada:
Receita: cerca de US$ 19,3 bilhões, alta de aproximadamente 1,8%.
Lucro operacional: aproximadamente US$ 4,7 bilhões, aumento de cerca de 5,2%.
Lucro líquido: cerca de US$ 2,9 bilhões, abaixo do nível do ano anterior.
Detalhes regionais completos não foram divulgados, mas reportagens indicam que a demanda nos Estados Unidos teve papel importante na recuperação das vendas, compensando um crescimento mais lento em outros mercados.
Expansão de lojas e investimento contínuo
Mesmo com a desaceleração do setor, a Chanel manteve um ritmo elevado de investimento em lojas e presença global. A empresa planejou dezenas de novas boutiques pelo mundo, reforçando sua estratégia de crescimento de longo prazo.
Muitas dessas novas unidades devem surgir em grandes mercados de luxo, como Estados Unidos e China, além de países emergentes.
Essa postura reflete uma estratégia típica da Chanel: continuar investindo em experiência de marca, varejo próprio e artesanato mesmo durante ciclos mais fracos do mercado.
Comparação com Hermès e LVMH
Apesar da recuperação, o crescimento da Chanel em 2025 foi mais modesto que o de alguns concorrentes.
A Hermès, por exemplo, registrou €16 bilhões em receita em 2025, com crescimento de 9% a taxas de câmbio constantes. A empresa também apresentou lucro operacional recorrente de €6,6 bilhões, equivalente a cerca de 41% das vendas — um dos níveis de rentabilidade mais altos do setor.
Já o grupo LVMH, dono de marcas como Louis Vuitton, Dior e Tiffany, reportou receita de cerca de €80,8 bilhões, evidenciando a escala muito maior de um conglomerado multimarcas.
Nesse contexto, o avanço da Chanel foi menor, mas ainda assim significativo por representar uma reversão após a queda registrada em 2024.
O que a recuperação da Chanel revela sobre o mercado de luxo
O desempenho da marca em 2025 mostra um padrão cada vez mais claro no setor: quando a demanda enfraquece, criatividade em produtos e conquista de novos consumidores tornam‑se fatores decisivos para retomar o crescimento.
Ao atualizar seus clássicos e atrair compradores de primeira viagem, a Chanel conseguiu recuperar o impulso — ainda que de forma gradual — e reposicionar a marca para os próximos ciclos do mercado de luxo.