A alta do Bitcoin após as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos perdeu força quando uma onda de vendas em ações de tecnologia e semicondutores se espalhou para o mercado cripto. Liquidações de posições alavancadas e saídas de ETFs à vista também pesaram. Na sexta-feira, a criptomoeda se aproximou de US$ 76 mil, mas analistas alertaram que uma pausa nas vendas não significa, por si só, uma recuperação sustentada por novos compradores.
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A venda de ações de tecnologia chegou ao mercado cripto
Depois de passar de US$ 80 mil, o Bitcoin recuou com a redução do apetite dos investidores por ativos de maior risco. Um relato registrou queda de cerca de US$ 80.962 no fim da quarta-feira para US$ 75.568 na quinta; outros apontaram uma mínima entre US$ 75.131 e US$ 75.208 durante a noite. Os números variam conforme o horário e a fonte, mas todos indicam um nível próximo de uma mínima em sete semanas.
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As ações de tecnologia estiveram no centro da virada. Na quinta-feira, o Nasdaq caiu 5,5%, enquanto o setor de semicondutores recuou cerca de 12%, segundo a CoinShares. A queda veio em meio a dúvidas sobre o retorno dos investimentos em inteligência artificial e a resultados decepcionantes de fabricantes de chips.
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A mudança na composição do Congresso também entrou no radar dos investidores: com os democratas no controle das duas casas, aumentou a preocupação de que uma oposição mais forte à construção de data centers pudesse desacelerar a expansão da IA. Isso adicionou incerteza, mas não prova, por si só, que o resultado eleitoral tenha causado a liquidação. Os relatos descrevem um movimento mais amplo de aversão ao risco, que atingiu o Bitcoin junto com outros ativos.
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Liquidações e saídas de ETFs ampliaram a pressão
Com a queda do Bitcoin, investidores que apostavam na alta usando alavancagem foram forçados a encerrar posições, o que acrescentou pressão vendedora. Um relato estimou US$ 1,27 bilhão em liquidações no mercado cripto, incluindo mais de US$ 1,1 bilhão em posições compradas.
47 Esse tipo de fechamento forçado pode acelerar uma queda, mas a eliminação dessas posições não garante a entrada de novos compradores.
Os ETFs de Bitcoin à vista nos EUA também registraram saídas líquidas de US$ 430,2 milhões na quinta-feira. Segundo dados da Farside Investors citados em reportagens, cerca de US$ 200 milhões saíram do FBTC, da Fidelity, e aproximadamente US$ 105 milhões do IBIT, da BlackRock.
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22 Esses resgates reforçaram a leitura de que a alta não estava sendo sustentada por compras fortes no mercado à vista.
Por que voltar a US$ 76 mil não bastava
Na sexta-feira, o Bitcoin voltou a se aproximar de US$ 76 mil. Mas analistas descreveram o movimento como uma redução da pressão vendedora, e não como uma nova onda de acumulação. Dean Chen recomendou cautela antes de chamar o movimento de reversão; outra análise apontou US$ 77 mil como um nível a recuperar para que o preço voltasse a mostrar impulso de alta.
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A diferença é importante: o preço pode parar de cair simplesmente porque as vendas forçadas diminuíram. Para falar em recuperação mais convincente, seria preciso ver sinais de demanda renovada — não apenas uma pausa depois de uma queda acentuada. Naquele momento, as saídas de ETFs e a fraqueza das compras à vista não confirmavam essa demanda.
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O relatório de emprego trouxe uma preocupação adicional com os juros
O relatório de emprego de outubro foi divulgado na sexta-feira, depois do início da queda dos mercados na quinta. Os Estados Unidos criaram 165 mil vagas, e a taxa de desemprego recuou de 4,2% para 4,1%. Os dados mais fortes do que o esperado reforçaram as expectativas de novos aumentos de juros pelo Federal Reserve, o banco central americano, e acrescentaram pressão enquanto o Bitcoin tentava se estabilizar.
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As reportagens citaram uma previsão média de cerca de 65 mil vagas, embora as estimativas variassem.
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57 Portanto, os números de emprego foram um obstáculo adicional na sexta-feira — não o gatilho da queda de quinta, liderada pelas ações de tecnologia.
O hack da Binance e a incerteza regulatória faziam parte do cenário
O mercado também vinha assimilando a notícia do hack da Binance, em 29 de outubro, estimado em cerca de US$ 6,3 bilhões. A corretora suspendeu transações enquanto investigava o ataque, e clientes retiraram volumes expressivos de recursos depois que as operações foram retomadas.
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5 O episódio contribuiu para um ambiente já instável no setor cripto, mas os relatos disponíveis apontam a queda das ações de tecnologia como o fator imediato da baixa de quinta-feira.
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Os investidores também acompanhavam a incerteza em torno do CLARITY Act, projeto de lei proposto para definir regras para o mercado cripto. Reportagens disseram que o controle democrata do Congresso poderia dificultar o avanço da proposta, acrescentando uma preocupação regulatória às pressões do mercado e dos fluxos de investimento.
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No conjunto, os dados apontam para uma combinação de fatores: uma forte onda de aversão ao risco nas ações de tecnologia, vendas forçadas no mercado cripto, saídas de ETFs e, na sexta-feira, um relatório de emprego robusto que elevou as preocupações com os juros. A volta do Bitcoin à faixa de US$ 76 mil trouxe algum alívio, mas ainda não mostrou que os compradores haviam retomado o controle.