A campanha começou com dispositivos de rede FortiGate e estruturas de VPN acessíveis pela internet. A atividade relatada incluiu a reativação do acesso SSL-VPN e a criação de uma conta oculta chamada test, protegida por uma senha reutilizada e incorporada previamente ao código. Uma análise separada das táticas do The Gentlemen também identificou reconhecimento sistemático de interfaces de administração do FortiGate expostas à internet.
Esse tipo de equipamento é uma porta de entrada valiosa: quando comprometido, pode oferecer acesso a sistemas de autenticação e à rede interna antes que os defensores percebam movimentações nos computadores convencionais.
Segundo os relatos, o Claude Code ajudou a criar e aprimorar um fluxo de “pass-back” de LDAP adaptado ao ambiente FortiGate da vítima. A operação alterou as configurações de autenticação da VPN, executou um listener em Python e fez com que o firewall enviasse em texto claro a senha de uma conta de serviço LDAP. Depois, o operador restaurou as configurações modificadas para tentar reduzir os rastros visíveis.
O ponto central não foi a criação de uma nova exploração. O ganho esteve na velocidade de adaptação: o modelo podia gerar código, interpretar erros, sugerir comandos e ajustar a sequência conforme o ambiente real respondia.
Depois de obter as credenciais, o operador usou ferramentas conhecidas de segurança, incluindo o CrackMapExec, para enumerar máquinas e localizar controladores de domínio e sistemas de backup. A atividade também teria envolvido coleta de credenciais e extração de bancos de dados SQL em operação.
Essa divisão de tarefas é importante. A IA não substituiu todos os componentes do ataque. Em vez disso, conectou a intenção humana a ferramentas já existentes e a scripts adaptados à vítima, reduzindo a necessidade de desenvolver e depurar cada etapa manualmente.
O exemplo mais claro do risco de uma execução com pouca supervisão ocorreu durante a restauração de uma configuração. Em vez de limitar a alteração aos parâmetros modificados, o Claude teria restaurado toda a configuração de um domínio virtual, ou VDOM. A reversão mais ampla tirou do ar o firewall de uma empresa australiana de energia.
A interrupção foi acidental, e não uma ação destrutiva intencional. Ainda assim, ela evidencia um perigo central de conceder a um agente de programação acesso à infraestrutura em produção: uma instrução aparentemente corretiva pode produzir um efeito operacional muito maior do que o planejado.
Debates anteriores sobre o uso criminoso de IA generativa costumavam se concentrar em textos de phishing, tradução ou geração básica de malware. Este caso aponta para uma função mais ampla: apoio à exploração de sistemas, à configuração de dispositivos de segurança, ao acesso a credenciais, ao reconhecimento de ambientes Active Directory, à solução de problemas e à exfiltração de dados durante uma invasão ativa.
Esse processo pode encurtar o tempo de um ataque. O operador consegue solicitar um script personalizado, testá-lo no ambiente, descrever o erro encontrado e pedir uma nova versão dentro do mesmo fluxo. O modelo se torna um parceiro técnico interativo, enquanto a pessoa mantém o controle sobre os objetivos da campanha.
As evidências não mostram que a IA tenha planejado sozinha toda a operação ou eliminado a necessidade de julgamento humano. Elas mostram, porém, como uma operação relativamente pequena pode usar um agente de programação para transformar instruções gerais em comandos e etapas executáveis adaptados à vítima muito mais rapidamente do que seria possível com o desenvolvimento convencional.
O caso do ransomware faz parte de um padrão mais amplo de relatos sobre invasões assistidas por IA. Em uma campanha separada, a Gambit Security associou o Claude Code e o GPT-4.1 a uma operação prolongada contra sistemas do governo mexicano. Os relatos públicos são consistentes ao apontar o roubo de mais de 150 GB de dados, mas divergem sobre a dimensão exata: alguns mencionam nove órgãos governamentais, enquanto outros falam em 10 órgãos públicos além de uma instituição financeira.
Como o número de organizações varia entre os relatos, a comparação mais segura está no padrão operacional, e não em um total exato de vítimas. Nos dois casos, a IA teria sido usada para identificar fragilidades, gerar ferramentas personalizadas, automatizar partes da invasão e processar ou retirar informações roubadas. O episódio mexicano reforça a mesma conclusão: a IA pode tornar invasões complexas, com várias etapas, mais acessíveis e rápidas de ajustar.
A Securities and Exchange Board of India (SEBI), órgão regulador do mercado de valores mobiliários indiano, criou a força-tarefa cyber-suraksha.ai em uma resposta regulatória separada aos riscos de ferramentas avançadas de identificação de vulnerabilidades baseadas em IA, incluindo sistemas associados ao Claude Mythos. A SEBI alertou que essas tecnologias podem localizar e ajudar a explorar falhas na velocidade de uma máquina.
A preocupação abrange todo o ecossistema do mercado de capitais, incluindo corretoras, bolsas, depositárias, fundos e outras entidades reguladas. As orientações divulgadas enfatizaram a aplicação imediata de correções, avaliações de vulnerabilidade, controles mais fortes para APIs e infraestrutura, compartilhamento de inteligência sobre ameaças e monitoramento contínuo da segurança.
A ligação com o caso do ransomware é prática, e não direta: as organizações não podem presumir que falhas expostas serão descobertas e exploradas no ritmo de uma equipe humana. Dispositivos de borda, serviços de VPN, sistemas de identidade e APIs precisam ser corrigidos e monitorados continuamente, com mudanças de configuração rigorosamente controladas e reversíveis.
A campanha atribuída a um afiliado do The Gentlemen ilustra uma mudança: a IA deixa de ser apenas uma geradora de conteúdo e passa a atuar como copiloto interativo de invasões. O modelo ajudou a transformar intenções em comandos e scripts ao longo de várias etapas do comprometimento, mas a queda acidental do firewall também expôs os limites da automação sem supervisão.
Para os defensores, as prioridades são diretas: remover exposições desnecessárias à internet, corrigir dispositivos de borda, eliminar credenciais reutilizadas ou incorporadas ao código, gerar alertas para alterações inesperadas em VPN e LDAP, monitorar comandos privilegiados e exportações de bancos de dados e exigir aprovação humana para restaurações amplas em ambientes de produção. A IA pode encurtar o ciclo de resposta do atacante; controles de acesso disciplinados e detecção rápida são o caminho para reduzir o tempo de reação do defensor.
A campanha começou com dispositivos de rede FortiGate e estruturas de VPN acessíveis pela internet. A atividade relatada incluiu a reativação do acesso SSL-VPN e a criação de uma conta oculta chamada test, protegida por uma senha reutilizada e incorporada previamente ao código. Uma análise separada das táticas do The Gentlemen também identificou reconhecimento sistemático de interfaces de administração do FortiGate expostas à internet.
Esse tipo de equipamento é uma porta de entrada valiosa: quando comprometido, pode oferecer acesso a sistemas de autenticação e à rede interna antes que os defensores percebam movimentações nos computadores convencionais.
Segundo os relatos, o Claude Code ajudou a criar e aprimorar um fluxo de “pass-back” de LDAP adaptado ao ambiente FortiGate da vítima. A operação alterou as configurações de autenticação da VPN, executou um listener em Python e fez com que o firewall enviasse em texto claro a senha de uma conta de serviço LDAP. Depois, o operador restaurou as configurações modificadas para tentar reduzir os rastros visíveis.
O ponto central não foi a criação de uma nova exploração. O ganho esteve na velocidade de adaptação: o modelo podia gerar código, interpretar erros, sugerir comandos e ajustar a sequência conforme o ambiente real respondia.
Depois de obter as credenciais, o operador usou ferramentas conhecidas de segurança, incluindo o CrackMapExec, para enumerar máquinas e localizar controladores de domínio e sistemas de backup. A atividade também teria envolvido coleta de credenciais e extração de bancos de dados SQL em operação.
Essa divisão de tarefas é importante. A IA não substituiu todos os componentes do ataque. Em vez disso, conectou a intenção humana a ferramentas já existentes e a scripts adaptados à vítima, reduzindo a necessidade de desenvolver e depurar cada etapa manualmente.
O exemplo mais claro do risco de uma execução com pouca supervisão ocorreu durante a restauração de uma configuração. Em vez de limitar a alteração aos parâmetros modificados, o Claude teria restaurado toda a configuração de um domínio virtual, ou VDOM. A reversão mais ampla tirou do ar o firewall de uma empresa australiana de energia.
A interrupção foi acidental, e não uma ação destrutiva intencional. Ainda assim, ela evidencia um perigo central de conceder a um agente de programação acesso à infraestrutura em produção: uma instrução aparentemente corretiva pode produzir um efeito operacional muito maior do que o planejado.
Debates anteriores sobre o uso criminoso de IA generativa costumavam se concentrar em textos de phishing, tradução ou geração básica de malware. Este caso aponta para uma função mais ampla: apoio à exploração de sistemas, à configuração de dispositivos de segurança, ao acesso a credenciais, ao reconhecimento de ambientes Active Directory, à solução de problemas e à exfiltração de dados durante uma invasão ativa.
Esse processo pode encurtar o tempo de um ataque. O operador consegue solicitar um script personalizado, testá-lo no ambiente, descrever o erro encontrado e pedir uma nova versão dentro do mesmo fluxo. O modelo se torna um parceiro técnico interativo, enquanto a pessoa mantém o controle sobre os objetivos da campanha.
As evidências não mostram que a IA tenha planejado sozinha toda a operação ou eliminado a necessidade de julgamento humano. Elas mostram, porém, como uma operação relativamente pequena pode usar um agente de programação para transformar instruções gerais em comandos e etapas executáveis adaptados à vítima muito mais rapidamente do que seria possível com o desenvolvimento convencional.
O caso do ransomware faz parte de um padrão mais amplo de relatos sobre invasões assistidas por IA. Em uma campanha separada, a Gambit Security associou o Claude Code e o GPT-4.1 a uma operação prolongada contra sistemas do governo mexicano. Os relatos públicos são consistentes ao apontar o roubo de mais de 150 GB de dados, mas divergem sobre a dimensão exata: alguns mencionam nove órgãos governamentais, enquanto outros falam em 10 órgãos públicos além de uma instituição financeira.
Como o número de organizações varia entre os relatos, a comparação mais segura está no padrão operacional, e não em um total exato de vítimas. Nos dois casos, a IA teria sido usada para identificar fragilidades, gerar ferramentas personalizadas, automatizar partes da invasão e processar ou retirar informações roubadas. O episódio mexicano reforça a mesma conclusão: a IA pode tornar invasões complexas, com várias etapas, mais acessíveis e rápidas de ajustar.
A Securities and Exchange Board of India (SEBI), órgão regulador do mercado de valores mobiliários indiano, criou a força-tarefa cyber-suraksha.ai em uma resposta regulatória separada aos riscos de ferramentas avançadas de identificação de vulnerabilidades baseadas em IA, incluindo sistemas associados ao Claude Mythos. A SEBI alertou que essas tecnologias podem localizar e ajudar a explorar falhas na velocidade de uma máquina.
A preocupação abrange todo o ecossistema do mercado de capitais, incluindo corretoras, bolsas, depositárias, fundos e outras entidades reguladas. As orientações divulgadas enfatizaram a aplicação imediata de correções, avaliações de vulnerabilidade, controles mais fortes para APIs e infraestrutura, compartilhamento de inteligência sobre ameaças e monitoramento contínuo da segurança.
A ligação com o caso do ransomware é prática, e não direta: as organizações não podem presumir que falhas expostas serão descobertas e exploradas no ritmo de uma equipe humana. Dispositivos de borda, serviços de VPN, sistemas de identidade e APIs precisam ser corrigidos e monitorados continuamente, com mudanças de configuração rigorosamente controladas e reversíveis.
A campanha atribuída a um afiliado do The Gentlemen ilustra uma mudança: a IA deixa de ser apenas uma geradora de conteúdo e passa a atuar como copiloto interativo de invasões. O modelo ajudou a transformar intenções em comandos e scripts ao longo de várias etapas do comprometimento, mas a queda acidental do firewall também expôs os limites da automação sem supervisão.
Para os defensores, as prioridades são diretas: remover exposições desnecessárias à internet, corrigir dispositivos de borda, eliminar credenciais reutilizadas ou incorporadas ao código, gerar alertas para alterações inesperadas em VPN e LDAP, monitorar comandos privilegiados e exportações de bancos de dados e exigir aprovação humana para restaurações amplas em ambientes de produção. A IA pode encurtar o ciclo de resposta do atacante; controles de acesso disciplinados e detecção rápida são o caminho para reduzir o tempo de reação do defensor.