O Fico analisa dados de reservas e duração das refeições para identificar quando pode aceitar mais clientes sem depender de uma previsão otimista sobre a liberação das mesas.[2][3] Após deixar passar um pedido de 2 mil kueh, a HarriAnns passou a desenvolver uma plataforma de IA para processar pedidos recebidos por e...
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A inteligência artificial mais útil para um restaurante talvez seja aquela que o cliente nem percebe. Em dois negócios de alimentação de Singapura, ela entrou em tarefas anteriores ao atendimento: decidir quando há espaço para outra reserva e conferir pedidos antes que a produção comece.2
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O Lo & Behold Group evitava aceitar reservas acima da capacidade nominal do Fico, restaurante no East Coast Park, por receio de provocar longas esperas. Em maio, uma equipe usou o Claude Code, da Anthropic, para criar uma ferramenta que examina o histórico de reservas, a duração das refeições e os hábitos dos clientes. O objetivo é identificar horários em que o restaurante pode receber mais reservas com base na rotatividade provável das mesas — em vez de presumir que todas estarão livres pontualmente.2
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Segundo o The Straits Times, a receita do Fico nos fins de semana cresceu 2% no primeiro mês da estratégia.3 É um resultado inicial: os dados apresentados não demonstram que o tempo de espera caiu nem que o ganho continuará.
Na HarriAnns, o problema era outro. Em março de 2025, o chef de um hotel telefonou para o diretor-presidente Alan Tan por causa de um pedido de 2 mil kueh — bolinhos tradicionais — que havia passado despercebido. Por volta de julho daquele ano, a consultoria singapurense Knovel Engineering começou a desenvolver para a empresa uma plataforma com IA. Segundo a reportagem, o sistema percorre os pedidos recebidos por e-mail e soma as quantidades necessárias.2
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Para quem prepara alimentos frescos sob encomenda, acompanhar esses pedidos antes do início da produção pode evitar uma corrida de última hora. Em seu site, a Knovel Engineering publica um depoimento atribuído ao diretor-presidente da HarriAnns segundo o qual a solução reduziu o tempo gasto na tabulação dos pedidos. As informações disponíveis, porém, não quantificam essa redução.40
Controle de estoque e elaboração de escalas também são possíveis usos administrativos da IA, mas os exemplos documentados aqui tratam de reservas e processamento de pedidos.2
4 Nos dois casos, a tecnologia foi aplicada a um gargalo específico, fora da vista do cliente. A proposta é poupar trabalho repetitivo para que as equipes possam se concentrar no serviço; ainda não há, nas informações disponíveis, uma medida de quanto tempo a mais elas passaram a dedicar aos clientes.
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O Fico analisa dados de reservas e duração das refeições para identificar quando pode aceitar mais clientes sem depender de uma previsão otimista sobre a liberação das mesas.[2][3]
O Fico analisa dados de reservas e duração das refeições para identificar quando pode aceitar mais clientes sem depender de uma previsão otimista sobre a liberação das mesas.[2][3] Após deixar passar um pedido de 2 mil kueh, a HarriAnns passou a desenvolver uma plataforma de IA para processar pedidos recebidos por e mail.[2][4]
Os casos mostram aplicações da IA nos bastidores, mas não comprovam que os funcionários passaram a dedicar mais tempo aos clientes.[2][3][4]