A página oficial do GPT Image 1.5 na API da OpenAI existe e descreve o modelo como voltado à geração de imagens, com melhor capacidade de seguir instruções e maior aderência aos prompts. A página do GPT Image 1, por sua vez, o apresenta como o modelo anterior de geração de imagens e diz que ele aceita entradas de texto e imagem para produzir saídas em imagem.
A documentação de geração de imagens da OpenAI também separa os fluxos de trabalho em duas categorias: Generations, para criar imagens do zero a partir de um prompt de texto, e Edits, para modificar imagens já existentes. Essa distinção é importante porque pedir uma cena complexa do zero não é a mesma tarefa que mover, preservar ou inserir um objeto dentro de uma imagem pronta.
Nos trechos verificáveis do changelog da API, das páginas de Models e de All models da OpenAI, não aparece uma comparação quantitativa oficial entre GPT Image 2 e GPT Image 1.5 para composição complexa, precisão espacial ou posicionamento de múltiplos objetos. Portanto, o que se sustenta com segurança é bem mais limitado: há documentação oficial para o GPT Image 1.5 e ela fala em melhor aderência ao prompt; não há base suficiente para transformar isso em uma frase como “GPT Image 2 é X% mais preciso em posicionamento”.
O ponto mais delicado é que o próprio status público do GPT Image 2 aparece de forma inconsistente nas fontes. Uma análise da Mew Design adota uma formulação cautelosa: o GPT Image 2 parece estar em testes, mas não estaria oficialmente público como um modelo OpenAI nomeado. O getimg.ai também afirma que a OpenAI não anunciou o GPT Image 2 e que a linha pública pararia no gpt-image-1.5.
Por outro lado, uma publicação de terceiro afirma que a OpenAI lançou o ChatGPT Images 2.0, ou gpt-image-2, em 21 de abril de 2026, com Arena score de 1.512. Outra análise, da RenovateQR, diz que o autor testou o GPT Image 2 com um conjunto padronizado de prompts, incluindo fotografia de produto, mockups de UI, sinalização multilíngue, retratos e conteúdo de marca.
Mesmo assim, o trecho disponível dessa avaliação não traz uma tabela reproduzível com taxa de sucesso para múltiplos objetos, acerto de esquerda/direita, frente/fundo, oclusão ou comparação completa contra o GPT Image 1.5. Em outras palavras: há fontes de terceiros falando sobre GPT Image 2, mas elas não entregam uma resposta verificável e específica para a pergunta “quanto melhor ele posiciona objetos?”.
Uma página de terceiros lista o GPT Image 2 com pontuação de 1.512 e o GPT Image 1.5 com 1.241, diferença de 271 pontos. Isso pode ser citado, no máximo, como uma afirmação externa de que um placar geral favorece o GPT Image 2. Mas não deve ser reescrito como “a precisão de posicionamento subiu 271 pontos” nem convertido em porcentagem.
Há três motivos principais:
Para um texto de produto, relatório interno ou material comercial, a formulação mais segura seria: uma fonte de terceiros lista o GPT Image 2 com pontuação geral maior que a do GPT Image 1.5. O que não é seguro dizer é que a OpenAI comprovou uma melhora específica de X% no posicionamento de objetos.
Para responder de forma séria se um modelo posiciona objetos melhor que outro, o teste precisa ir além de escolher a imagem “mais bonita”. Um benchmark verificável deveria incluir, no mínimo:
Sem esse tipo de desenho experimental, exemplos isolados, capturas de tela em redes sociais ou uma pontuação geral não bastam para medir precisão de posicionamento.
Para times de produto, design, marketing e e-commerce, o caminho mais seguro é tratar o GPT Image 1.5 como baseline documentado, já que há página oficial da OpenAI descrevendo sua melhor aderência a instruções e prompts.
A partir daí, vale montar uma bateria própria de testes com os cenários que realmente quebram o fluxo de trabalho: vários objetos em uma mesma cena, relações de esquerda e direita, elementos sobrepostos, textos em locais específicos, preservação de logotipos e organização de componentes em interfaces.
Na análise, avalie primeiro se a imagem cumpriu a instrução. Só depois avalie estética. Uma imagem visualmente impressionante, mas com o produto no lado errado ou com o botão deslocado, pode falhar para uso comercial. Também é recomendável registrar separadamente resultados de text-to-image e de edição de imagem, já que Generations e Edits são fluxos diferentes na documentação da OpenAI.
Ao comunicar resultados para clientes ou stakeholders, evite prometer porcentagens de melhora que ainda não têm suporte público. A frase mais honesta é: “precisamos validar no nosso conjunto de prompts e nos nossos casos de uso”.
O máximo que as fontes verificáveis sustentam é o seguinte: o GPT Image 1.5 tem página oficial na API da OpenAI e é descrito como um modelo com melhor aderência a prompts; o GPT Image 1 é descrito como o modelo anterior de geração de imagens.
Já a pergunta principal — quanto o GPT Image 2 melhora a precisão em composição complexa e posicionamento de objetos frente ao GPT Image 1.5 — ainda não tem resposta pública confiável. As fontes de terceiros divergem sobre o status e os números do GPT Image 2, e placares gerais como 1.512 vs 1.241 não podem ser tratados como benchmark específico de spatial accuracy ou object-placement accuracy.