| Frente | Nova capacidade | Atenção para o anunciante |
|---|---|---|
| Shopping | O AI Max for Shopping usa dados do feed do Merchant Center para entender o contexto dos produtos, gerar textos conforme a intenção de compra, acionar Final URL Expansion e escolher o melhor formato. | Títulos, descrições, imagens, preços, promoções, estoque e páginas de produto passam a pesar ainda mais como matéria-prima da IA. |
| Viagens | O Google está expandindo o AI Max para formatos de anúncio específicos de viagem. O Search Campaigns for Travel leva feeds e formatos de viagem para campanhas padrão de Pesquisa. | A gestão pode ficar mais centralizada, mas o feed e a disponibilidade real precisam estar corretos. |
| Mensagem e público | O AI Brief permite orientar mensagens de anúncio e segmentação de público; outros controles ajudam a guiar como o sistema combina buscas e escreve anúncios. | O brief de marca deixa de ser só documento interno e vira entrada operacional para a campanha. |
| URL final e conformidade | O Final URL Expansion usa IA do Google para identificar a melhor página de destino para cada busca, e agora oferece suporte a avisos legais obrigatórios. | Página, texto do anúncio e exigências de conformidade precisam ser revisados em conjunto. |
| Disponibilidade | As versões para Shopping e Travel estão em beta fechado global, em todos os idiomas, segundo o Search Engine Journal. | Primeiro confirme acesso na conta e defina um escopo pequeno de teste. |
No contexto do Google Ads, campanhas de Shopping são formatos de varejo baseados em dados de produto. Com o AI Max for Shopping, esses dados ficam ainda mais importantes. De acordo com o PPC News Feed, o recurso usa o feed do Merchant Center para entender o contexto dos produtos e otimizar a performance das campanhas padrão de Shopping.
Entre os recursos listados estão: Text Customization, que gera texto de anúncio adaptado à intenção do comprador; Final URL Expansion, que conecta buscas a páginas de destino relevantes; e Optimal Format Selection, que escolhe automaticamente o formato mais adequado conforme a necessidade do usuário.
Na prática, o feed não pode ser tratado apenas como cadastro. Se o título do produto é genérico, a descrição está pobre, o preço está desatualizado ou a página de destino não sustenta a promessa do anúncio, a IA terá menos base para fazer boas combinações. A revisão deve incluir, no mínimo, títulos, descrições, categorias, imagens, preços, promoções, disponibilidade e consistência entre o feed e a página do produto.
A MediaPost também informou que a personalização de texto chegará ao AI Max for Shopping e que o Final URL Expansion usa IA do Google para identificar o melhor destino para cada busca. Por isso, antes de testar, varejistas devem olhar para três pontos: qualidade do feed, capacidade das páginas de atender diferentes intenções de compra e clareza das mensagens de marca ou de conformidade.
No lado de viagens, há duas mudanças conectadas. A primeira é a expansão do AI Max para formatos de anúncio específicos de viagem. A segunda é o avanço do Search Campaigns for Travel, que leva feeds e formatos de viagem para campanhas padrão de Pesquisa, reunindo AI Max for Search campaigns, lances e relatórios em um só lugar.
O Google descreve esse caminho como uma espécie de ‘porta única de compra’: em vez de alternar entre tipos de campanha dispersos, o anunciante passa a operar formatos de viagem com paridade de recursos e controles avançados em um fluxo mais centralizado.
Isso pode simplificar a rotina de equipes de marketing de turismo, especialmente na leitura de relatórios e na gestão de lances. Mas integração de fluxo não resolve dados ruins. O próprio Google afirma que o Search Campaigns for Travel usa o feed para melhorias em tempo real. Se disponibilidade, preços, informações de viagem ou páginas de destino estiverem desalinhados, a automação pode levar uma busca de alta intenção para uma experiência frustrante.
Um dos pontos mais relevantes da atualização é que o Google está tentando tornar a automação mais orientável. O AI Brief permite guiar mensagens de anúncio e segmentação de público, enquanto novos controles ajudam anunciantes a orientar como o sistema combina buscas e escreve textos.
Isso muda a função do brief. Em vez de ficar restrito a uma apresentação de marca, ele precisa virar uma instrução clara para a plataforma: tom de voz, públicos prioritários, argumentos permitidos, termos proibidos, diferenciais que podem ser usados e exigências legais que não podem faltar.
A Marketing Brew relatou, por exemplo, que anunciantes podem instruir a IA a não incluir informações de preço em campanhas. Esse tipo de controle aproxima a configuração de campanha de uma lógica mais conversacional, mas ainda exige revisão humana. Quanto mais sensível for a categoria, maior deve ser o cuidado com promessas, preço, disponibilidade, restrições e avisos obrigatórios.
O Final URL Expansion merece atenção própria. Segundo a MediaPost, o FUE usa IA do Google para identificar o melhor destino para cada busca. O Google também informou que o recurso agora oferece suporte a avisos legais obrigatórios, o que ajuda a manter anúncios em conformidade.
A consequência é direta: não basta aprovar o texto do anúncio isoladamente. Se a IA pode escolher a página de destino conforme a busca, o anunciante precisa verificar se a página escolhida, o texto gerado e os avisos legais fazem sentido juntos. Para marcas com exigências regulatórias ou políticas internas rígidas, essa auditoria deve entrar no plano de teste desde o início.
Cobrir buscas mais complexas. O Google posiciona a atualização como uma forma de capturar novas oportunidades em um universo de Pesquisa em expansão. A Marketing Brew também relatou que os novos recursos chegam em um cenário de busca mais conversacional, visual e pessoal.
Aproximar anúncio, formato e página da intenção. No Shopping, a combinação de personalização de texto, Final URL Expansion e seleção automática de formato busca adaptar a experiência à intenção do comprador.
Centralizar a operação de viagens. O Search Campaigns for Travel reúne feeds, formatos, AI Max, lances e relatórios em campanhas padrão de Pesquisa, o que tende a simplificar o fluxo de gestão.
Trazer marca e conformidade para antes da geração. AI Brief, controles de correspondência e texto, além do suporte a avisos legais no Final URL Expansion, permitem inserir regras antes que a IA faça combinações e gere mensagens.
Acesso ainda restrito. AI Max for Shopping e Travel campaigns estão em beta fechado global, em todos os idiomas, segundo o Search Engine Journal.
O controle muda de lugar. A Digiday descreveu esse movimento como uma automação que sobe na cadeia de decisão: profissionais de marketing passam a alimentar a plataforma com insumos, em vez de operar cada detalhe manualmente. Isso não elimina a gestão; apenas desloca o foco para feed, brief, páginas, regras e monitoramento.
Dados ruins ficam mais caros. O Shopping depende de dados do Merchant Center, enquanto viagens passam a usar feeds e formatos dentro de campanhas padrão de Pesquisa. Se esses dados estiverem incompletos ou inconsistentes, a IA tende a trabalhar com sinais fracos.
Volume de conversão não basta. Em testes com mais automação, vale acompanhar ROAS, CPA, qualidade da conversão, valor médio do pedido, cancelamentos, devoluções e qualidade das consultas. Esses indicadores ajudam a separar crescimento real de tráfego pouco qualificado.
A expansão do AI Max para Shopping e viagens mostra que a gestão de mídia paga está se movendo de controles manuais de palavra-chave, texto e página para a gestão dos insumos que a IA usa: feeds, briefs, landing pages, regras de marca, conformidade e sinais de performance.
Para anunciantes com feeds bem estruturados, páginas consistentes e processos de revisão maduros, o AI Max for Shopping e Travel merece entrar no plano de testes. Para equipes que ainda convivem com dados inconsistentes, páginas desalinhadas ou aprovações frágeis, o melhor primeiro passo é arrumar a base. Automatizar em cima de informação ruim só faz o problema aparecer mais rápido.