Seu plano para corrigir isso se baseia em três pilares interligados, com uma prioridade muito clara: extrair mais valor dos sucessos que a Remedy já tem.
Em uma notável mudança estratégica, Gaudechon argumentou que maximizar o potencial de franquias existentes como Alan Wake e Control é "de certa forma, uma prioridade maior" do que aprovar uma lista de novos títulos . Ele quer gerenciar cada franquia como uma série contínua e abrangente, em vez de tratar cada entrada como um projeto isolado, focando em construir e expandir comunidades de jogadores a longo prazo
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Um veículo chave para esse crescimento é a parceria da Remedy com a Annapurna. Gaudechon vê as adaptações para cinema e televisão como a principal ferramenta para "alcançar um público que não existe hoje" para esses jogos — ou seja, pessoas que nem sequer jogam videogame. A parceria foi desenhada para fazer as franquias "brilharem ainda mais" e trazê-las para a conversa cultural mais ampla, atraindo novos jogadores de volta aos jogos .
Por trás dessas táticas, há uma mudança filosófica em direção ao crescimento agressivo de audiência. Gaudechon afirmou que as franquias "precisam encontrar públicos que são muito maiores, muito maiores" do que a base de fãs principal atual . O gargalo, ele deixou claro, não é o famoso alto padrão criativo da Remedy, mas a histórica incapacidade do estúdio de colocar seus produtos na frente de pessoas suficientes
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Gaudechon não esperou a pergunta ser feita; ele confrontou a ansiedade dos fãs de frente. Reconhecendo que muitos veem a nomeação de um ex-executivo da EA como um movimento que poderia "esmagar a alma da Remedy" com táticas de grandes publicadoras, ele ofereceu uma defesa com várias camadas .
Ele declarou claramente: "Eu entendo completamente a preocupação", e revelou que até suas mensagens de parabéns de amigos da indústria vieram com o mesmo apelo: "Não estrague tudo. Nós amamos muito a Remedy" . Sua resposta é uma promessa de que ele foi escolhido precisamente por entender o que torna o estúdio especial. "Fui escolhido porque entendo o que a Remedy é", explicou, enfatizando que vê seu papel como uma triagem do que precisa ser protegido, apoiado e desenvolvido — e não mudado
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Seu compromisso central é simples: Ele não vai mexer no DNA do estúdio. Ele vê sua experiência na EA não como uma ameaça, mas como uma caixa de ferramentas para construir uma estrutura comercial forte o suficiente para proteger essa mesma criatividade. Seu objetivo declarado é preservar o que torna a Remedy única, consertando apenas a maquinaria que conecta seus produtos a uma audiência global .
A posição da Remedy sobre IA generativa foi estabelecida pelo CEO interino Markus Mäki antes da chegada de Gaudechon e permanece como a política corporativa ativa, já que o novo CEO ainda não fez uma atualização pública sobre o tema.
A linha oficial é de observação cautelosa e guiada pela ética: A Remedy não é filosoficamente contra toda IA, mas traçou uma linha dura contra a IA generativa em seu processo criativo no momento.
Por ora, enquanto a indústria de games como um todo luta com a rápida proliferação de ferramentas de IA, a Remedy se posicionou como um estúdio onde os humanos criativos estão firmemente no controle. A pergunta em aberto é se Gaudechon, com seu foco comercial pragmático, manterá ou reformulará essa política nos próximos anos.