Uma narrativa impactante ganhou força nas manchetes do setor: a China está prestes a ultrapassar os Estados Unidos como a economia dominante em viagens e turismo no mundo. Essa história é alimentada por números de encher os olhos — 68 milhões de visitantes internacionais, US$ 135 bilhões em gastos, um setor de US$ 1,8 trilhão — e um cenário contrastante de declínio nos EUA, onde as chegadas estrangeiras estão caindo e a incerteza política aumenta.
Examinamos os dados disponíveis do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC) e outras fontes confiáveis para distinguir fatos confirmados de números que permanecem sem verificação. A história em linhas gerais é amplamente apoiada: a China está crescendo com força e os EUA estão enfrentando uma queda real no turismo internacional. No entanto, muitos dos números mais compartilhados não puderam ser atribuídos a um único relatório do WTTC datado de 3 de junho de 2026.
Em abril de 2025, o WTTC divulgou uma previsão detalhada mostrando que o setor de viagens e turismo da China avançava como um dos mercados mais dinâmicos do mundo . O dado confirmado mais importante é a projeção de que o setor chinês contribuiria com um recorde de ¥13,7 trilhões para a economia nacional em 2025, um patamar 10,3% acima dos números pré-pandemia
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No longo prazo, o WTTC projetou que o setor poderia alcançar ¥27 trilhões até 2035, sustentando mais de 83 milhões de empregos em 2025, com 1,3 milhão de vagas adicionais criadas apenas naquele ano . O conselho mantém um relatório dedicado de Impacto Econômico na China que rastreia métricas detalhadas, incluindo contribuição para o PIB, empregos e gastos internacionais e domésticos
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O aumento do turismo receptivo na China está bem documentado além dos dados do WTTC. O país expandiu agressivamente seu programa de isenção de vistos, concedendo entrada unilateral sem visto para viajantes de 38 países até o final de 2024 . Juntamente com acordos mútuos de isenção e políticas de trânsito, a China havia estabelecido acordos abrangentes de isenção de visto com mais de 25 países até o final de 2024, e a cobertura continuou se expandindo em 2025
. Autoridades citaram sistemas de pagamento simplificados, maior acesso a transporte e reembolso instantâneo de impostos como fatores adicionais que impulsionam a recuperação
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Enquanto os gastos globais com turismo subiram 6,7% em 2025 para US$ 11,7 trilhões — contribuindo com 10,3% do PIB global —, os Estados Unidos caminharam na direção oposta . Múltiplas fontes confirmam uma queda de 6% no turismo estrangeiro para os EUA em 2025
. Essa queda ocorreu mesmo com outros destinos como Europa e Japão registrando anos recordes de turismo
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A própria pesquisa do WTTC aponta decisões políticas como um fator contribuinte. Em janeiro de 2026, o conselho publicou descobertas mostrando que um terço dos viajantes internacionais afirmou que estaria menos propenso a visitar os EUA se as mudanças propostas que exigem divulgações mais amplas de mídias sociais no programa ESTA fossem introduzidas . A mesma pesquisa alertou que essas mudanças poderiam eliminar até 157 mil empregos no setor de viagens e turismo dos EUA
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Separadamente, reportagens vincularam a queda de 2025 a políticas anti-imigração, embora o turismo doméstico tenha compensado parcialmente a queda nos gastos de visitantes estrangeiros . Dados de monitoramento do setor mostraram visitas estrangeiras aos EUA caindo por vários meses consecutivos no final de 2025
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Vários números amplamente divulgados na comparação do turismo China-EUA permanecem não verificados pelos materiais de origem disponíveis para nós:
Essas discrepâncias não significam que os números amplamente citados estejam necessariamente errados — eles podem aparecer em um relatório específico do WTTC de 3 de junho de 2026 que está atrás de um paywall, em um modelo de projeção separado ou ser de uma organização completamente diferente. Mas, a partir dos materiais do WTTC publicamente disponíveis e verificáveis, os números exatos devem ser tratados com cautela.
Os dados verificados ainda contam uma história clara: o turismo global está crescendo de forma robusta, a China está capturando uma fatia cada vez maior desse crescimento por meio de escolhas políticas deliberadas, e os EUA estão perdendo espaço no mercado de visitantes internacionais, pelo menos em parte por causa de sinais políticos que desestimulam viajantes estrangeiros.
Dados do WTTC de maio de 2026 mostram que a previsão para o setor global de viagens e turismo é um crescimento de 3,2% em 2026, superando o crescimento econômico mais amplo de 2,4%, com o setor devendo contribuir com US$ 12 trilhões para a economia mundial e sustentar 376 milhões de empregos . Dentro desse bolo em expansão, EUA e China estão se movendo em direções opostas nas chegadas internacionais — uma divergência que moldará investimentos, rotas aéreas e estratégias de marketing de destinos pelo resto da década.
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Previsão do WTTC aponta setor de turismo chinês em ¥13,7 trilhões em 2025, enquanto EUA registram queda de 6% em visitas internacionais, mesmo com gastos globais crescendo 6,7%.
Previsão do WTTC aponta setor de turismo chinês em ¥13,7 trilhões em 2025, enquanto EUA registram queda de 6% em visitas internacionais, mesmo com gastos globais crescendo 6,7%. Projeções oficiais do WTTC indicam setor chinês atingindo ¥27 trilhões até 2035, mas cifras amplamente divulgadas como US$ 1,8 trilhão em 2025 não foram confirmadas em relatórios públicos.
Políticas são decisivas: isenção de visto da China para mais de 38 países impulsiona chegadas, enquanto propostas de mudanças na fronteira dos EUA podem afastar um terço dos viajantes.