A fome foi desencadeada por uma combinação de fatores naturais e logísticos:
A atuação do califa Omar durante o 'Ano das Cinzas' é frequentemente citada como um exemplo de liderança, compaixão e eficiência administrativa. Suas ações foram multifacetadas:
A crise terminou com a combinação de dois fatores: as orações pela chuva foram atendidas, e as caravanas de ajuda de outras províncias começaram a chegar em grande número. Após o fim da fome, Omar também ajudou as tribos beduínas que haviam se refugiado em Medina a retornar para suas terras, fornecendo-lhes os recursos necessários para recomeçar .
É comum haver confusão entre as duas tragédias. O 'Ano das Cinzas' foi uma fome. A Peste de Amwas foi uma epidemia separada, embora simultânea no Levante. Companheiros importantes do profeta Maomé, como Abu Ubaidah ibn al-Jarrah, Muadh ibn Jabal e Yazid ibn Abi Sufyan, faleceram durante a peste, e não como consequência direta da fome do Hijaz .
O 'Ano das Cinzas' destaca a resiliência e a capacidade de resposta do primeiro Estado islâmico. O sucesso de Omar deveu-se à sua liderança pessoal, à mobilização eficiente dos recursos do Estado, à sua compaixão genuína e à sua capacidade de adaptar a lei para atender às necessidades urgentes de seu povo em tempos de crise. O episódio é um marco na história da gestão de crises no mundo islâmico.