O relatório foca no aquecimento que pode ser diretamente atribuído às atividades humanas, isolando o ruído da variabilidade natural, como o El Niño. Para 2025, a estimativa central é de 1,37°C acima dos níveis pré-industriais (média de 1850–1900) . Esse número é bem próximo da temperatura média global observada no ano, que uma das fontes coloca em torno de 1,39°C, o que confirma que as ações humanas são responsáveis por quase toda a alta de temperatura atual .
Esse sinal faz parte de uma tendência alarmante. A taxa de aquecimento por década chegou agora a cerca de 0,27°C por década, um ritmo descrito como "sem precedentes no registro instrumental" . Outras avaliações apontam que isso é aproximadamente o dobro da taxa de ~0,18°C por década observada entre 1970 e 2010 .
Talvez a descoberta mais urgente seja a rápida queima do que resta do orçamento mundial de carbono — a quantidade de CO₂ que ainda pode ser emitida mantendo alguma chance de limitar o aquecimento a 1,5°C. O relatório IGCC coloca o orçamento com 50% de probabilidade em meras 130 bilhões de toneladas de CO₂ a partir do início de 2026 . Com as emissões anuais atuais de CO₂ na casa dos 42 bilhões de toneladas, esse orçamento se esgotaria em cerca de três anos .
A situação é ainda mais crítica se a meta for uma certeza maior. O orçamento para uma probabilidade de 67% de permanecer abaixo de 1,5°C é de apenas 80 bilhões de toneladas de CO₂ a partir de janeiro de 2026 .
Na trajetória atual, o relatório projeta que o limite de 1,5°C será permanentemente ultrapassado por volta do ano de 2030 .
A causa raiz do aquecimento está visível na atmosfera. O relatório IGCC confirma que as concentrações dos principais gases de efeito estufa atingiram seus níveis mais altos em pelo menos 800.000 anos em 2024 .
Essas concentrações recordes estão ligadas diretamente a novos picos históricos nas emissões globais. A avaliação do IGCC aponta que as emissões totais de gases de efeito estufa atingiram um recorde de 56,8 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente (GtCO₂e) em 2024, puxadas principalmente pela queima de combustíveis fósseis .
Uma medida integradora fundamental do ritmo da mudança climática é o desequilíbrio energético da Terra (EEI, na sigla em inglês) — a diferença entre a energia que nosso planeta absorve do sol e a que ele irradia de volta para o espaço. Um EEI positivo significa que a Terra está ganhando calor.
O relatório IGCC e dados relacionados da Organização Meteorológica Mundial (OMM) confirmam que o EEI não está apenas em nível recorde, mas também está acelerando . A taxa de aumento para o período de 2001–2025 disparou para 0,30 ± 0,1 Watts por metro quadrado (W/m²) por década, um ritmo mais que o dobro da tendência de longo prazo . Esse desequilíbrio energético crescente é o motor fundamental que impulsiona o aquecimento acelerado, os recordes de calor nos oceanos e o derretimento de geleiras .
O calor excedente retido pelos gases de efeito estufa é absorvido principalmente pelos oceanos, com efeitos em cascata. A OMM destaca que mais de 90% dessa energia extra foi armazenada no mar . Essa expansão térmica da água, combinada com a água do degelo de geleiras e mantos de gelo, está acelerando a elevação do nível do mar.
O relatório IGCC destaca que a taxa observada de elevação do nível do mar está agora mais rápida do que as projeções anteriores do IPCC AR6 indicavam . Dados recentes mostram que a taxa anual de aumento do nível do mar subiu para 4,75 mm por ano no período 2012-2025, contra 2,65 mm por ano de 1993-2011 . Embora o valor cumulativo específico de elevação do nível do mar do IGCC desde 1901 não esteja disponível nos resumos públicos atuais, a mensagem central sobre este indicador é de uma deterioração clara e rápida, impulsionada pelo crescente desequilíbrio energético .
O relatório foca no aquecimento que pode ser diretamente atribuído às atividades humanas, isolando o ruído da variabilidade natural, como o El Niño. Para 2025, a estimativa central é de 1,37°C acima dos níveis pré-industriais (média de 1850–1900) . Esse número é bem próximo da temperatura média global observada no ano, que uma das fontes coloca em torno de 1,39°C, o que confirma que as ações humanas são responsáveis por quase toda a alta de temperatura atual .
Esse sinal faz parte de uma tendência alarmante. A taxa de aquecimento por década chegou agora a cerca de 0,27°C por década, um ritmo descrito como "sem precedentes no registro instrumental" . Outras avaliações apontam que isso é aproximadamente o dobro da taxa de ~0,18°C por década observada entre 1970 e 2010 .
Talvez a descoberta mais urgente seja a rápida queima do que resta do orçamento mundial de carbono — a quantidade de CO₂ que ainda pode ser emitida mantendo alguma chance de limitar o aquecimento a 1,5°C. O relatório IGCC coloca o orçamento com 50% de probabilidade em meras 130 bilhões de toneladas de CO₂ a partir do início de 2026 . Com as emissões anuais atuais de CO₂ na casa dos 42 bilhões de toneladas, esse orçamento se esgotaria em cerca de três anos .
A situação é ainda mais crítica se a meta for uma certeza maior. O orçamento para uma probabilidade de 67% de permanecer abaixo de 1,5°C é de apenas 80 bilhões de toneladas de CO₂ a partir de janeiro de 2026 .
Na trajetória atual, o relatório projeta que o limite de 1,5°C será permanentemente ultrapassado por volta do ano de 2030 .
A causa raiz do aquecimento está visível na atmosfera. O relatório IGCC confirma que as concentrações dos principais gases de efeito estufa atingiram seus níveis mais altos em pelo menos 800.000 anos em 2024 .
Essas concentrações recordes estão ligadas diretamente a novos picos históricos nas emissões globais. A avaliação do IGCC aponta que as emissões totais de gases de efeito estufa atingiram um recorde de 56,8 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente (GtCO₂e) em 2024, puxadas principalmente pela queima de combustíveis fósseis .
Uma medida integradora fundamental do ritmo da mudança climática é o desequilíbrio energético da Terra (EEI, na sigla em inglês) — a diferença entre a energia que nosso planeta absorve do sol e a que ele irradia de volta para o espaço. Um EEI positivo significa que a Terra está ganhando calor.
O relatório IGCC e dados relacionados da Organização Meteorológica Mundial (OMM) confirmam que o EEI não está apenas em nível recorde, mas também está acelerando . A taxa de aumento para o período de 2001–2025 disparou para 0,30 ± 0,1 Watts por metro quadrado (W/m²) por década, um ritmo mais que o dobro da tendência de longo prazo . Esse desequilíbrio energético crescente é o motor fundamental que impulsiona o aquecimento acelerado, os recordes de calor nos oceanos e o derretimento de geleiras .
O calor excedente retido pelos gases de efeito estufa é absorvido principalmente pelos oceanos, com efeitos em cascata. A OMM destaca que mais de 90% dessa energia extra foi armazenada no mar . Essa expansão térmica da água, combinada com a água do degelo de geleiras e mantos de gelo, está acelerando a elevação do nível do mar.
O relatório IGCC destaca que a taxa observada de elevação do nível do mar está agora mais rápida do que as projeções anteriores do IPCC AR6 indicavam . Dados recentes mostram que a taxa anual de aumento do nível do mar subiu para 4,75 mm por ano no período 2012-2025, contra 2,65 mm por ano de 1993-2011 . Embora o valor cumulativo específico de elevação do nível do mar do IGCC desde 1901 não esteja disponível nos resumos públicos atuais, a mensagem central sobre este indicador é de uma deterioração clara e rápida, impulsionada pelo crescente desequilíbrio energético .