Bitcoin enfrenta a capitulação mais longa desde a FTX: 3 métricas on-chain explicam o estágio final do mercado de baixa
O Bitcoin atravessa sua fase de capitulação mais longa desde o colapso da FTX, no fim de 2022, com o Cycle Position Heatmap da Glassnode em uma zona azul e fria durante 2026. Quase metade da oferta de Bitcoin está mantida com prejuízo não realizado; em junho, o volume chegou a um recorde de aproximadamente 10,83 mil...
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O Bitcoin atravessa sua fase de capitulação mais longa desde o colapso da FTX, no fim de 2022, com o Cycle Position Heatmap da Glassnode em uma zona azul e fria durante 2026.
Quase metade da oferta de Bitcoin está mantida com prejuízo não realizado; em junho, o volume chegou a um recorde de aproximadamente 10,83 milhões de BTC.
O problema de firmware associado às carteiras Coldcard provocou a maior movimentação diária em transações abaixo de 1 BTC desde a crise da FTX.
Apesar do estresse, a rede continua operando, com baixa oferta nas exchanges, acumulação na faixa de US$ 60 mil a US$ 70 mil e volume elevado de transações.
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Os dados on-chain — informações registradas diretamente na blockchain — mostram que o Bitcoin vive sua fase de capitulação mais prolongada desde o colapso da FTX, no fim de 2022. A leitura combina três sinais principais: o mapa de calor do ciclo permanece em uma zona azul e defensiva, quase metade da oferta circulante está no prejuízo não realizado e um problema ligado às carteiras de hardware Coldcard provocou uma onda de pequenas transferências.
O conjunto aponta para um mercado de baixa em estágio avançado. Mas há uma ressalva importante: o indicador que historicamente ajudou a confirmar os fundos anteriores ainda não atingiu sua leitura mais extrema.
1. Mapa de calor permanece na faixa azul mais fria desde a FTX
O Bitcoin Cycle Position Heatmap, da Glassnode, reúne 45 métricas de preço e de atividade on-chain em uma única visualização por cores. Em linhas gerais, o indicador tende a ficar vermelho em períodos de euforia e azul durante fases de capitulação .
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O Bitcoin atravessa sua fase de capitulação mais longa desde o colapso da FTX, no fim de 2022, com o Cycle Position Heatmap da Glassnode em uma zona azul e fria durante 2026.
Quais são os pontos-chave para validar primeiro?
O Bitcoin atravessa sua fase de capitulação mais longa desde o colapso da FTX, no fim de 2022, com o Cycle Position Heatmap da Glassnode em uma zona azul e fria durante 2026. Quase metade da oferta de Bitcoin está mantida com prejuízo não realizado; em junho, o volume chegou a um recorde de aproximadamente 10,83 milhões de BTC.
O que devo fazer a seguir na prática?
O problema de firmware associado às carteiras Coldcard provocou a maior movimentação diária em transações abaixo de 1 BTC desde a crise da FTX.
No início de agosto de 2026, o mapa permanecia em sua sequência mais fria desde a quebra da FTX. Rafael Schultze-Kraft, cofundador da Glassnode e criador da ferramenta, observou, porém, que as leituras agregadas ainda não haviam se transformado no azul profundo e unânime observado em fundos anteriores .
Essa diferença é decisiva. Os dados já se parecem com o estresse típico da parte final de um ciclo de baixa, mas ainda não cruzaram o nível que, historicamente, confirmou um fundo definitivo . Em outras palavras, o mercado está perto de uma zona de exaustão dos vendedores, mas o sinal mais forte de reversão ainda não apareceu.
2. Quase metade dos bitcoins está no prejuízo não realizado
A métrica de oferta em prejuízo considera as moedas cujo preço de aquisição registrado na blockchain é superior à cotação atual. Quando isso acontece, o prejuízo ainda é chamado de “não realizado” porque o investidor não vendeu o ativo.
Os dados de 2026 mostram uma deterioração expressiva:
Em 4 de junho de 2026, mais de 10,5 milhões de BTC — mais da metade da oferta circulante — estavam em prejuízo não realizado pela primeira vez no ciclo, superando a quantidade de moedas no lucro .
Em 25 de junho, o número alcançou o recorde de aproximadamente 10,83 milhões de BTC, ou cerca de 54% da oferta circulante. A marca superou os picos registrados próximos aos fundos dos ciclos de 2019, 2020 e 2022 .
Em 5 de agosto de 2026, o analista Darkfost, da CryptoQuant, informou que apenas cerca de 52% da oferta de Bitcoin estava no lucro — o que significa que quase 48% estava no prejuízo.
A K33 Research também apontou que mais de 50% da oferta de BTC estava no prejuízo no início de junho. A sequência posterior, que se estendeu por 42 dias até meados de julho, tornou a janela de formação de fundo de 2026 a segunda mais longa já registrada para o Bitcoin .
Esse tipo de concentração de perdas costuma aparecer nas fases finais de mercados de baixa e pode favorecer a transferência de moedas para compradores com maior convicção. Ainda assim, a métrica, sozinha, não determina o preço mínimo nem garante uma recuperação imediata.
3. Coldcard provoca disparada nas pequenas transações
Um problema no firmware de carteiras de hardware Coldcard, que teria enfraquecido a geração de frases-semente, desencadeou um choque de confiança entre usuários no fim de julho e no início de agosto de 2026.
A reação também ficou evidente na blockchain:
Em 31 de julho, as transferências de menos de 1 BTC somaram aproximadamente 39.600 BTC, equivalentes a cerca de US$ 2,5 bilhões. Foi o maior volume diário nessa categoria desde o colapso da FTX, em novembro de 2022 .
Os depósitos em exchanges de transferências inferiores a 10 BTC chegaram a 7.300 BTC, segundo a CryptoQuant — o maior nível desde 6 de fevereiro .
Os endereços ativos diariamente saltaram de cerca de 645 mil em 30 de julho para aproximadamente 980 mil em 31 de julho, uma alta superior a 50% em um único dia e o maior nível desde dezembro de 2024 . A alta foi atribuída principalmente ao pânico relacionado à Coldcard, e não à entrada de uma nova onda de demanda.
A Galaxy Research identificou pelo menos três ondas confirmadas do ataque. Juntas, elas envolveram o roubo estimado de 1.367 BTC, avaliados em aproximadamente US$ 88,6 milhões, de 4.585 endereços. Uma quarta onda suspeita teria acrescentado mais de 380 BTC.
A K33 Research calculou que quase 890 mil BTC se movimentaram na blockchain nos sete dias encerrados em 5 de agosto — o maior volume semanal de oferta ativa registrado em 2026 . A movimentação foi concentrada em transações de menor valor, enquanto usuários transferiam seus fundos para longe de carteiras potencialmente comprometidas.
Portanto, o pico de atividade não deve ser interpretado automaticamente como retomada da demanda. Neste caso, uma parcela relevante da movimentação refletiu uma reação defensiva dos detentores.
A rede continua funcional, apesar do estresse
Os sinais de capitulação não equivalem a uma falha da infraestrutura do Bitcoin. A Glassnode observou que a oferta mantida nas exchanges continua baixa, a acumulação prossegue na faixa de US$ 60 mil a US$ 70 mil e a rede processou seu maior volume de transações do ano durante o episódio da Coldcard .
Para a empresa, os indicadores continuam exibindo características de um mercado de baixa em estágio avançado, e não de um colapso da rede . Essa distinção importa: a pressão está concentrada no comportamento dos investidores e na avaliação dos ativos, enquanto a atividade operacional do blockchain permanece ativa.
O que falta para confirmar o fundo?
A principal cautela é que o Cycle Position Heatmap ainda não exibiu o azul profundo e uniforme que acompanhou os fundos de ciclos anteriores. Por isso, os dados sugerem um processo de formação de fundo, não um fundo já confirmado.
Em uma avaliação publicada no fim de julho, a divisão de probabilidades era de aproximadamente 60% para estabilização e 40% para uma nova queda em direção a US$ 50 mil–US$ 58 mil. A mesma análise indicava uma possível estabilização acima de US$ 58 mil–US$ 60 mil no trimestre seguinte.
A leitura mais equilibrada é que o Bitcoin pode estar entrando na fase final do mercado de baixa, mas ainda há risco de outra perna de queda. A capitulação está avançada; a confirmação de que o mercado efetivamente atingiu o fundo, porém, ainda depende de uma convergência maior entre as métricas on-chain.
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